Embaixada Chinesa no Equador pressiona para cancelar show ‘O Rei Macaco’ do Shen Yun

Embaixada Chinesa no Equador pressiona para cancelar show ‘O Rei Macaco’ do Shen Yun

Propaganda publicitária do espetáculo”El Rey Mono” em Quito, Equador (La Gran Época)

2015/05/21

QUITO, Equador – A Associação do Falun Dafa no Equador denuncia que a Embaixada Chinesa neste país está instigando o Teatro Nacional Casa de la Cultura Ecuatoriana a cancelar o espetáculo ‘O Rei Macaco’ (El Rey Mono, em espanhol), da companhia de dança do Shen Yun, dois dias antes da apresentação programada para 23 e 24 de maio.

Alejandro Nadal, porta-voz da Associação do Falun Dafa no Equador disse ao Epoch Times que faz um mês a diretoria do teatro contatou a Associação do Falun Dafa no Equador para indicar que estavam sofrendo pressões devido à realização do espetáculo ‘O Rei Macaco’. “Aqueles que pressionaram inclusive difamaram os membros da Associação, afirmando que são pessoas que cometem suicídio – um argumento frequentemente utilizado pelo Partido Comunista Chino (PCC) contra praticantes do Falun Dafa”, diz Nadal.

Em 1999, o Partido Comunista Chinês (PCC) lançou uma perseguição contra o Falun Dafa, uma disciplina de meditação milenar baseada nos princípios da verdade, compaixão e tolerância. Enquanto os praticantes do Falun Dafa na China continuam a sofrer terríveis abusos, o Partido ampliou sua perseguição fora da China. Isso inclui interferir com o Shen Yun, como está acontecendo no Equador.

O Shen Yun Performing Arts foi fundado em Nova York em 2006 por praticantes do Falun Dafa, que eram músicos e bailarinos profissionais. A missão da companhia é através da arte reviver a essência da cultura tradicional chinesa de cinco mil anos. Como o PCC é oficialmente um regime ateísta e opressor, teme a liberdade de expressão que esta companhia artística goza no Ocidente.

Segundo Nadal, o Falun Gong proibe o assassinato e o suicídio. A propaganda do regime chinês manipulou a opinião pública contra a pacífica prática de meditação, fabricando informações falsas como o escandaloso caso da auto imolação da praça Tiananmen e os 1.400 casos de mortes, que foram desmascarados posteriormente pela comunidade internacional.

O website Minghui reporta que 65 mil praticantes do Falun Gong tem sido detidos arbitrariamente em cerca de 36 campos de trabalho e assassinados através da extração forçada de seus órgãos para comercializá-los a preços exorbitantes no tráfico de transplantes, caracterizando-se abusos graves sobre direitos humanos.

A China está afetando cada vez mais a economia mundial, fazendo alianças e acordos que enchem os olhos dos investidores internacionais, mas promove um massacre contra os direitos civis, por meio de um sistema perverso de exploração humana.

Nadal disse que a Associação do Falun Dafa no Equador não aceita o cancelamento do espetáculo por considerar que não se ajusta aos padrões éticos e profissionais da gestão de um negócio, dada a proximidade das apresentações. “Confiamos plenamente que o governo equatoriano defenderá o direito da liberdade do povo equatoriano e não permitirá que um governo estrangeiro decida sobre a cultura que os equatorianos possam desfrutar”, disse Nadal.

Boicotes a Shen Yun no mundo

En 2014, a Embaixada Chinesa na Espanha tentou cancelar os shows do Shen Yun em Barcelona. A mesma companhia de dança clássica chinesa explica no seu website como delegados de embaixadas e consulados chineses tem pressionado teatros e políticos de países de todo o mundo, para que cancelem as apresentações.

Um dos casos ocorreu em Berlim em fevereiro de 2014. Jörg Seefeld, responsável dos eventos no teatro Stage Theater Am Potsdamer Platz, denunciou aos meios de comunicação as pressões que havia recebido de um representante da embaixada chinês para que cancelasse o contrato para as atuações do Shen Yun em março de 2014, segundo informou o jornal alemão Berliner Zeitung, em 12 de fevereiro de 2014.

Por que o PCC teme tanto o Shen Yun

Nadal explica que o Shen Yun tem como missão reviver os cinco mil anos de cultura tradicional chinesa, a qual foi erradicada quase por completo pelo Partido Comunista Chinês durante a Revolução Cultural. “A campanha chamada de ‘os quatro velhos’ durante a Revolução Cultural tinha como objetivo eliminar a ‘velha cultura, as velhas ideias, os velhos hábitos e os velhos costumes’. Dessa forma, diversos templos e a grande maioria das obras de arte clássicas chinesas foram destruídos”, afirma Nadal.

Ele acrescenta que o Shen Yun está devolvendo ao povo chinês e a toda humanidade uma cultura milenar baseada na união do homem com o céu, com uma profunda bagagem espiritual que enfatiza os valores universais como a verdade, a compaixão e a tolerância. “É o que chega ao coração das pessoas que veem um espetáculo do Shen Yun, comovendo-as às lágrimas e é precisamente o que o PCC, um regime oficialmente ateu, teme”.

O espetáculo do ‘O Rei Macaco’

Adaptado dos personagens populares da Viagem ao Oeste, uma das quatro novelas clássica da literatura chinesa, ‘O Rei Macaco’ conta a história de um monge da Dinastia Tang e sua viagem épica de Pequim à Índia numa missão para recuperar as escrituras sagradas budistas. A lenda conta que ele foi acompanhado por três representantes, entre eles o rei macaco, o qual o protegeu de numerosos demônios que queiram comer sua carne sagrada para ganhar a imortalidade. Segundo notícias de 13 de maio de 2015, o website oficial do Teatro Nacional de la Casa de la Cultura Ecuatoriana, afirma que este evento será realizado dia 23 de maio, sábado às 20h e domingo, 24 de maio, às 16h.