‘É como se tivéssemos que nos ajoelhar diante do panteão chinês’, observa Carlos Dias

Por Bruna de Pieri, Terça Livre

A senadora Kátia Abreu (PP-TO) defendeu a China na terça-feira (18), durante a CPI da Covid-19, e atacou o ex-chanceler Ernesto Araújo por suas divergências ideológicas com o Partido Comunista Chinês (PCC).

Em determinado momento de seu discursou, a senadora acusou o ex-ministro de ser “negacionista compulsivo” e omisso.

“O senhor  foi uma bússola que nos direcionou para o caos, para um iceberg, para um naufrágio, bússola que nos levou para o naufrágio da política internacional, da política externa brasileira. Foi isso o que o senhor fez”, atacou.

Em outro momento, a senadora zombou da declaração de Ernesto, que negou ter promovido atritos com a China. O assunto foi debatido durante o Boletim da Manhã da quarta-feira (19).

“Eles fazem uma apologia à China como se tivéssemos que nos ajoelhar diante do panteão chinês“, observou o analista político Carlos Dias. “E é essa gente que representa o Brasil, que faz acordos internacionais, são elas que assinam de uma forma conjunta – porque aprovam – os tratados. Vejam o nível de perigo que essa representação tem de fato em relação ao Brasil”, acrescentou.

“Essa gente não está posicionada no contexto geopolítico, geoeconômico, na hierarquia das coisas no Brasil, eles estão simplesmente fazendo da nossa nação uma nação de submundo, uma nação que tem que submergir da sua condição de ‘potência em potencial’, como o presidente claramente já colocou as oportunidades que há no Brasil, e essa gente tornou o Estado brasileiro simplesmente ao nível pré-industrial. Nós somos para eles apenas fornecedores de commodities agrícolas e minerais”, disse.

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