Duque diz que não descansará enquanto Venezuela não tiver “liberdade real”

Por Agência EFE

O presidente da Colômbia, Iván Duque, afirmou nesta quinta-feira(10), em evento que contou com a participação do líder opositor venezuelano Leopoldo López, que os países que não reconhecem o governo de Nicolás Maduro não descansarão até ver a Venezuela em liberdade.

Ao comemorar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, em um evento na Casa de Nariño, sede do governo colombiano, Duque falou sobre a crise na Venezuela e as eleições legislativas do último domingo, que não foram reconhecidas por grande parte da comunidade internacional.

“Vimos a força da resistência democrática e, quando a ditadura estava se sentindo mais sólida e forte, mostramos que há mais de 54 nações que não reconhecem esse regime, as mesmas que hoje não reconhecem os resultados dessa piada do fim de semana passado. Não descansaremos até vermos a verdadeira liberdade na Venezuela”, argumentou.

O presidente colombiano pediu que este dia, dedicado aos direitos humanos, “sirva também para fazer de toda a comunidade internacional não apenas um espectador, analista e intérprete (do que está acontecendo na Venezuela), mas também uma força motriz eficaz para a recuperação da liberdade”.

“A Venezuela precisa urgentemente do fim da ditadura, da consolidação de um espaço para um governo de transição com ampla representação onde esteja presente a resistência democrática e também representantes do chavismo e de outros setores para que possam ser convocadas eleições livres e possa ser criado um quadro para a reconstrução econômica e social”, analisou.

Ao se referir a López, que chegou a Bogotá na quarta-feira para fortalecer a “frente internacional” que busca tirar Maduro do poder, Duque o considerou “uma voz corajosa para a defesa da liberdade no país”.

“Essas vozes heroicas são boas de se ouvir hoje porque essa deterioração, essa visão ditatorial (na Venezuela) gerou a maior crise migratória que a América Latina viu em sua história recente, e essa mesma crise é a mesma que hoje temos que reconhecer como uma crise gerada por um sistema predatório dos direitos humanos”, opinou.

 

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