Dissidente denuncia na OEA falta de legitimidade da nova Constituição de Cuba

País promulgou sua nova Constituição durante uma sessão da Assembleia Nacional em 10 de abril

Por Epoch Times

Críticas à nova Constituição cubana foram apresentadas nesta quarta-feira (26) durante diálogo da sociedade civil com a Organização dos Estados Americanos (OEA), que está realizando sua 49ª Assembleia Geral em Medellín, na Colômbia.

A ativista anti-castrista Rosa María Payá, filha do falecido dissidente Oswaldo Payá, usou da palavra para criticar o regime comunista da ilha por aprovar uma nova constituição que considera não ter “legitimidade”.

“O texto da reforma constitucional, recentemente concluído em Cuba, não atende às garantias e padrões necessários para um processo livre, justo e transparente”, disse ela no “Diálogo de representantes de organizações da sociedade civil e outros atores” com delegados da OEA, que pediu a ela para “denunciar a ilegitimidade da Constituição de Cuba”.

Cuba promulgou sua nova Constituição durante uma sessão da Assembleia Nacional em 10 de abril, mesmo dia em que há 150 anos começou a escrever a primeira Carta Magna da ilha.

O texto reconhece a propriedade privada e considera necessário o investimento estrangeiro, embora mantenha o Partido Comunista de Cuba (PCC, único legal) como uma “força de liderança superior” e ratifica o comunismo como uma aspiração.

Por outro lado, Payá culpou o regime de Miguel Díaz-Canel por ter uma “influência direta e indireta” nas crises na Nicarágua e na Venezuela, países dos quais afirmou que os cidadãos são vítimas de “violência governamental, prisões arbitrárias, assédio, prisão política, deportações forçadas e restrição de movimento”.

“Peço ao regime de Raúl Castro e Díaz-Canel que desistam de ações que violam os direitos soberanos dos povos vizinhos, como a vergonhosa presença da inteligência cubana e dos serviços militares cubanos nas unidades militares venezuelanas”, acrescentou.

Com informações da Agência EFE

 
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