Disney World pausa suas políticas de vacinação contra COVID-19

Disney modifica sua política de vacinação para cumprir leis da Flórida

Por Jannis Falkenstern

Disney e outras empresas com sede na Flórida estão parando suas políticas de vacinação contra a COVID-19 e voltando a contratar funcionários que foram demitidos por recusarem-se a “receber a vacina”.

A tinta da nova legislação que proíbe restrições devido a COVID-19, assinada pelo governador Ron DeSantis, nem sequer havia secado quando a Disney, em 19 de novembro, anunciou que colocaria em pausa sua política empresarial.

Em um memorando obtido pelo Epoch Times, a Disney World enviou um e-mail para seus funcionários atuais notificando-os sobre a mudança na política.

“Enquanto avaliamos o impacto total desta nova legislação, imediatamente pausamos a aplicação de nossa política de vacinação obrigatória para membros do elenco e funcionários da Flórida, até novo aviso”, declarou o memorando.

“Todas as solicitações pendentes do elenco e funcionários da sede da empresa na Flórida, para uma isenção à vacinação, serão consideradas pendentes por agora e não serão avaliadas.”

No entanto, Stephen Cribb, um funcionário do Disney Resort, afirmou que não se sente confortável com a palavra “pausa”.

“Acho que este é apenas um momento para eles se reorganizarem e verem quais são seus recursos”, afirmou Cribb, o gerente de recreação do resort, durante uma entrevista por telefone. “Isso os confundiu um pouco, uma vez que eles resolvam as coisas, legalmente, buscarão uma maneira de contornar a lei”.

O memorando foi enviado ao Gabinete do Governador e recebeu reações diversas.

Christina Pushaw, secretária de imprensa do governador Ron DeSantis, declarou que seria do melhor interesse da Disney, assim como de outras empresas sediadas na Flórida, cumprir com a lei.

“A Disney modificou sua política de vacinação para cumprir as leis da Flórida”, a agência afirmou em um comunicado enviado por e-mail.

“Esperamos que todas as empresas da Flórida também cumpram a lei assinada ontem pelo governador DeSantis. Ninguém deve perder o emprego devido a medidas quanto a COVID.”

Ela continuou: “A Disney é um grande empregador na Flórida e estamos orgulhosos de que o ‘lugar mais feliz do planeta’ seja em nosso estado. A liderança do governador DeSantis salvou incontáveis ​​empregos e meios de subsistência durante este período desafiador”.

A secretária de imprensa acrescentou que espera que a Disney recontrate seus funcionários afetados pela pandemia.

“A economia da Flórida está crescendo e milhares de empresas estão contratando, então seria uma decisão de negócios inteligente para a Disney [e outros] recontratar ex-funcionários que trabalharam durante a pandemia e ajudaram suas empresas a obter sucesso.”

O Epoch Times contatou o departamento de relações midiáticas da Disney World, mas eles não quiseram comentar sobre o memorando ou se planejavam recontratar centenas de funcionários que perderam seus empregos devido à sua política anterior quanto à COVID.

County Citizens Defending Freedom, um grupo de defesa à qualquer floridense que “ajude os cidadãos a se defenderem”, está feliz com a decisão da Disney de interromper a política, mas espera que eles voltem a contratar seus ex-funcionários.

Um de seus membros, Steve Maxwell, afirmou que seu grupo está “lutando contra a tirania”.

“Se a Disney recontratar esses funcionários, será uma grande época natalina para todos”, declarou por telefone. “Estamos felizes que a Disney tenha tomado essa decisão, mas ainda há muito a ser feito”.

Nick Carturano, um garçom da Disney, afirma que segurou as mãos de colegas de trabalho porque “eles escolheram suas convicções ao invés de seus trabalhos”.

Ele também relatou que o sindicato que deveria “lutar pelos seus empregados” não fez nada por eles.

“Ninguém mais se preocupa com as decisões empresariais”, afirmou. “Os sindicatos não fizeram nada por nós”.

Após a Disney implementar sua política quanto a COVID-19, exigindo que funcionários sindicalizados e não sindicalizados fossem totalmente vacinados, muitos pediram demissão ou foram demitidos em decorrência do não cumprimento.

De acordo com a política, qualquer funcionário que não cumprisse e não solicitasse a isenção era “demitido da empresa com a condição de se vacinar para que houvesse recontratação”, segundo o Service Trades Council Union.

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