Diplomata chinês perde encontro importante, indício de que Xi Jinping ganhou da facção rival

A facção de Jiang Zemin faz oposição ao líder atual Xi Jinping e seus aliados

Por Annie Wu, Epoch Times

O regime chinês anunciou eleições para vice-primeiros-ministros e chefes de ministérios na segunda-feira (19), pondo um fim a meses de especulações sobre quem irá administrar as diferentes pastas nos assuntos de Estado da China.

Os vice-primeiros-ministros auxiliam o primeiro-ministro Li Keqiang na gestão da economia, da diplomacia, do setor de saúde, da agricultura e outros mais.

Uma notável pessoa que estava fazendo falta na lista é o diplomata de alto posto Yang Jiechi, o qual esperava-se que iria se tornar vice-primeiro-ministro por causa de sua nomeação para o Politburo, grupo de 25 membros dentre os membros da elite do Partido, no importante Congresso de outubro passado.

Como foi informado pelo jornal de Hong Kong Sing Tao Daily, Yang Jiechi foi o primeiro diplomata a chegar ao Politburo em 15 anos.

Dado os laços de Yang com o ex-líder do Partido Jiang Zemin, sua inesperada nomeação para o Politburo foi vista como um sinal de que a facção de Jiang ainda era forte dentro do aparato de política exterior do regime. A facção de Jiang faz oposição ao líder atual Xi Jinping e seus aliados.

Mas com Yang sem condições de assumir o posto de vice-primeiro-ministro, a facção de Jiang poderia estar perdendo ainda mais seu poder.

Particularmente, durante o anúncio de 19 de março, o atual ministro das Relações Exteriores Wang Yi foi nomeado membro do Conselho de Estado, uma autoridade administrativa equivalente a um gabinete. Yang atualmente é conselheiro de Estado, mas como é improvável que o Partido vá colocar dois oficiais encarregados da política externa, é possível que Yang seja expulso.

Enquanto isso, o braço direito do líder Xi Jinping, Wang Qishan, foi nomeado vice-presidente encarregado da gestão da diplomacia, particularmente dos laços chineses com os Estados Unidos.

O site de notícias pró-Pequim Duowei explicou que, com Wang encarregado da diplomacia, não havia necessidade de um vice-primeiro-ministro para lidar com a pasta de política externa, sugerindo que Yang Jiechi tinha que abrir caminho para Wang Qishan, e que ele provavelmente acabaria se reportando a Wang.

Citando uma fonte interna, o jornal South China Morning Post, com sede em Hong Kong, disse que é provável que Yang seja nomeado chefe de um novo órgão que irá fundir o Departamento de Ligação Internacional do Partido — encarregado das relações com os partidos políticos em outros países — e o Gabinete do Grupo Líder Central de Assuntos Externos.

 
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