Diplomata americano se reúne com Maduro mas não sucede em sua missão

Por Agência EFE

O diplomata americano Bill Richardson se reuniu em Caracas com o ditador venezuelano Nicolás Maduro para solicitar a libertação de vários compatriotas detidos, um objetivo que ele não alcançou.

“Lamentamos que não tenhamos conseguido garantir a libertação desses americanos”, disse o ex-embaixador nas Nações Unidas, ex-governador do Novo México, ex-ministro e ex-congressista, em comunicado.

A missão de Richardson era abordar com Maduro a libertação dos seis ex-executivos da Citgo detidos desde 2017 e os dois mercenários dos EUA capturados no início de maio em uma tentativa de invasão.

O diplomata chegou a Caracas na segunda-feira e depois de falar por telefone com Maduro na quarta-feira, ele se encontrou com o presidente na quinta-feira. Além disso, ele também se encontrou três vezes com o vice-presidente de comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez.

“Estou satisfeito por ter podido me encontrar com o presidente Maduro para discutir a possível libertação de detidos dos EUA e outras questões humanitárias da COVID-19”, disse Richardson, que chefia o Richardson Center dedicado a missões diplomáticas.

O Richardson Center disse no comunicado que a missão foi coordenada com funcionários do governo dos EUA – que não reconhecem a autoridade de Maduro – incluindo o enviado especial para a Venezuela, Elliot Abrams.

Os ex-executivos da Citgo são o ex-presidente da Citgo, José Ángel Pereira e ex-vice-presidentes Tomeu Vadell, Alirio Zambrano, Jorge Toledo, Gustavo Cárdenas e José Luis Zambrano, que são cidadãos dos EUA e venezuelanos.

Os ex-executivos da Citgo foram presos em novembro de 2017 durante reuniões que a companhia petrolífera dos EUA realizou em Caracas.

Eles são acusados ​​de vários delitos de corrupção, como desvio de fundos públicos, acordo de um funcionário público com um contratado, lavagem de dinheiro e associação ilegal, entre outros.

Por sua vez, os mercenários são ex-boinas verdes Airan Berry e Luke Denman, que foram capturados no início de maio quando participavam de uma tentativa de invasão orquestrada por elementos da oposição venezuelana.

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