Dilma, camaradagens e financiamento à ditadura castrista em Cuba

A presidente Dilma inaugura hoje um porto cubano construído com dinheiro brasileiro, que vai servir de plataforma para ampliar o comércio entre Brasil e Cuba.

Para incrementar ainda mais o comércio entre os países, o Brasil abriu uma linha de crédito de R$ 1,2 bilhão (um bilhão e duzentos milhões de reais) para Cuba comprar produtos brasileiros.

Sim, é isso mesmo que você leu, meu caro leitor, o Brasil está pagando para Cuba comprar produtos brasileiros e ainda pagou pelo porto onde esses produtos serão recebidos.

Essa é uma operação que não é exclusiva de Cuba. É uma praxe brasileira financiar a exportação dos nossos produtos. O problema é que depois os governos estrangeiros simplesmente não pagam e o Brasil perdoa a dívida. Só em 2013 foram quase dois bilhões de reais.

Sendo essa uma política permanente, o que se tem é uma verdadeira ilusão nas balanças comerciais. Enquanto batemos supostos superávits entre as vendas e compras para os estrangeiros, na verdade pagamos tanto as compras, quanto as vendas! Claro que isso é um exagero, mas o superávit da balança comercial, que vem tendo uma queda acentuada, seria bem menor do que anunciado oficialmente.

Enquanto isso, nossos portos estão superlotados e só agora começa a haver um investimento no setor, graças à iniciativa privada, mas em esquemas estranhos de concessão.

No fim, me pego apenas pensando o que ocorreria se um comerciante comum pagasse a compra de bens e serviços, em seguida financiasse a revenda e, por fim, perdoasse a dívida do comprador. Tenho certeza de que esse comerciante iria à falência.

Talvez essa seja uma das explicações da dívida brasileira de 2 trilhões de reais.

Bernardo Santoro é advogado e diretor-administrativo do Instituto Liberal e professor de Economia Política na Faculdade de Direito da UERJ

Esta matéria foi originalmente publicada pelo Instituto Liberal

 
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