Deputados europeus pedem boicote diplomático à Copa do Mundo da Rússia (Vídeo)

"A União Europeia deve fazer uma declaração condenando as violações dos direitos humanos na Rússia", diz o grupo

Por Epoch Times

Ao mesmo tempo em que apreciadores do futebol de todo o mundo celebram o início da Copa do Mundo 2018 na Rússia, um grupo de deputados da Europa apresentou um pedido de boicote diplomático.

O pedido coincide com uma resolução emitida pelo grupo em 13 de junho que “pede que a União Europeia faça uma declaração condenando as violações dos direitos humanos na Rússia e a tentativa de escondê-las sob a cobertura da Copa do Mundo da Fifa”.

“Nossos representantes não podem ir à Rússia e tirar simpáticas selfies com Putin, porque isso é um sinal de aceitação”, disse Roza Grafin von Thun und Hohenstein, deputada polonesa membro do Partido Popular Europeu, segundo reportagem da Euronews.

Rebecca Harms, eurodeputada alemã do partido Verde, argumentou, por sua vez, que “a Rússia comprou a Copa do Mundo. Há muita corrupção oculta por trás disso. E acredito que os políticos ocidentais não devem legitimar o golpe de Putin na Copa do Mundo”.

Até agora, apenas os governos do Reino Unido e da Islândia decidiram boicotar o Mundial, segundo a reportagem.

A resolução de 13 de junho teve a adesão do cineasta (ativista político ucraniano, detido na Rússia) Oleg Sentsov, que iniciou uma greve de fome em 14 de maio de 2018. Sentsov, diz o documento, se opôs à anexação da Península da Crimeia pela Rússia, então “foi preso em maio de 2014 por supostas atividades terroristas na Crimeia”.

Ele também enumera outros casos como o de Oleksandr Kolchenko, sentenciado a dez anos de prisão, e de outro cidadão ucraniano, Volodymyr Balukh, em greve de fome desde 19 de março.

Por outro lado, “comemora a libertação dos líderes tártaros da Crimeia, Akhtem Chiygoz e Ilmi Umerov, condenados à prisão por tribunais russos em território ucraniano da Crimeia”.

O grupo de parlamentares europeus reitera sua preocupação com a lei dos “agentes estrangeiros” e com a forma como é aplicada ao definir como “atividade terrorista” as atividades das ONGs que aceitam financiamento estrangeiro.

 
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