Definindo as qualidades magnéticas da antimatéria

A carga magnética de prótons e antiprótons individuais foi medida recentemente com precisão impressionante (Lorelyn Media/Photos.com)

Pesquisadores norte-americanos capturaram prótons e antiprótons individuais para medir sua carga magnética com uma precisão sem precedentes.

A antimatéria é como a matéria comum, exceto que suas partículas têm cargas e propriedades magnéticas exatamente opostas. Quando a matéria e a antimatéria se encontram, eles se destroem mutualmente.

“Um dos grandes mistérios da física é por que nosso universo é feito de matéria”, disse o autor do estudo Gerald Gabrielse da Universidade de Harvard num comunicado de imprensa. “De acordo com nossas teorias, a mesma quantidade de matéria e antimatéria foi produzida durante o big bang.”

“Enquanto o universo esfria, o grande mistério é: Por que toda matéria e antimatéria não encontram e se aniquilam? Há muita matéria, mas não há antimatéria restante, e não sabemos por quê.”

Em seus experimentos, os pesquisadores compararam a relação prevista de simples prótons e antiprótons para ver se estavam corretos.

“Em última análise, o que quer que aprendamos pode nos dar alguma dica sobre como explicar esse mistério”, acrescentou Gabrielse.

Os pesquisadores criaram uma “armadilha” especial com campos elétricos e magnéticos que lhes permite capturar prótons e antiprótons. A armadilha conteve as partículas sem deixá-las se destruírem, enquanto isso, eles faziam suas análises.

As medições foram mil vezes mais precisas do que medidas anteriores de prótons e 680 vezes mais precisas do que as de antiprótons.

“Isso é um salto espetacular em precisão para qualquer qualidade fundamental”, disse Gabrielse. “Esse é um salto que não vemos frequentemente em física, pelo menos não num único passo.”

“Estou confiante de que, devido a este início, seremos capazes de aumentar a precisão dessas medidas em um fator de mil ou até 10 mil vezes mais.”

Tal precisão pode ajudar a esclarecer os mistérios da antimatéria.

A pesquisa foi publicada no periódico Physical Review Letters em 25 de março.

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