Custos ambientais do crescimento econômico chinês

Estudos recentes indicam que a degradação ambiental em grande parcela do litoral chinês é praticamente irreversível, afetando diretamente a saúde dos habitantes locais (AFP)

Um estudo científico recente, realizado por especialistas chineses e australianos, detalhou a fundo os impactos ambientais em grande parte da faixa litorânea chinesa. Além do alto índice de poluição das águas, o estudo focou na diminuição drástica da biodiversidade aquática, responsabilizando as atividades industriais e a pesca predatória, setores que seriam “prósperos” para a economia chinesa, pelos danos ambientais que foram classificados como “lamentáveis”.

O relatório da pesquisa revela que pelo menos 80% da população de corais e recifes no litoral chinês desapareceu nos últimos 30 anos, em grande parte devido às perturbações do ecossistema causadas pela industrialização desenfreada e mal planejada, além da fraca legislação ambiental, fatores que vêm contribuindo para a deterioração da biodiversidade local. O estudo deu destaque para os principais portos pesqueiros da China: apenas no golfo de Bohai (localizado no Nordeste da China), 2,8 bilhões de toneladas de água poluída são lançadas ao mar anualmente, além de mais de 700 mil toneladas de detritos e resíduos tóxicos, com grande concentração de metais pesados.

Além da degradação do meio ambiente, os efeitos das diversas formas de poluição já constituem um grave problema de saúde pública. Uma breve análise mostrou que a quase totalidade dos pescadores do litoral chinês tem quantidade acima do normal de metais pesados no corpo, com destaque para as altas concentrações de chumbo, mercúrio e arsênio. O grande volume de água poluída já atingiu diversos lençóis freáticos, contaminando fontes de água potável em várias zonas litorâneas. Segundo o estudo, “os benefícios econômicos trazidos por essas atividades industriais são praticamente irrisórios, quando comparados com o imenso custo social que esses benefícios trouxeram consigo”.

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