Cuba: confirmados três primeiros casos de COVID-19, há suspeitas de mais infecções

Quatro viajantes italianos entraram na ilha em 10 de março pelo Aeroporto Internacional José Martí, em Havana

Por Anastasia Gubin

O regime cubano confirmou na quarta-feira que três turistas italianos que chegaram a Cuba nesta semana deram positivo para o coronavírus e, segundo a imprensa local, outros três casos estão sob observação como suspeitos.

Quatro viajantes italianos entraram na ilha em 10 de março pelo Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, e dali viajaram no mesmo dia para a cidade de Trinidad, na província de Sancti Spíritus, informou o National Television Newscast ( NTV), de acordo com a CiberCuba.

Atualmente, três turistas do grupo são admitidos no Instituto de Medicina Tropical Pedro Kourí (IPK), mas seus nomes e quaisquer informações adicionais de pessoas que entraram em contato com eles não foram divulgados.

“A evolução dos três pacientes confirmados é favorável e até agora nenhum representa perigo para suas vidas”, acrescenta o relatório do Ministério da Saúde Pública (MINSAP).

Três estudantes suspeitos de contágio

Esta tarde também foi anunciado que três estudantes da Faculdade de Arquitetura da Universidade Tecnológica José Antonio Echeverría, em Havana, foram enviados ao IPK por suspeita de infecção pelo coronavírus, apesar de o regime não ter confirmado essa informação, relatou 14ymedio.

Um amigo dos três estudantes disse que mantinha contato com uma pessoa que testou positivo para o coronavírus após retornar ao Panamá. Da mesma forma, seus amigos hospitalizados comentaram que estavam compartilhando fotos e informações sobre sua hospitalização pelo WhatsApp, mas a certa altura eles pararam de responder.

“Eles não estão deixando que falem diretamente com ninguém”, disse o jovem ao 14ymedio, observando que também não há contato com os mensageiros.

Na segunda-feira, as autoridades do regime cubano garantiram que a ilha não registrou nenhum caso de coronavírus. O ministro da Saúde Pública afirmou que a ilha estava preparada para enfrentar a epidemia; no entanto, vários médicos expressaram sua preocupação com a falta de medicamentos e elementos básicos para enfrentar uma possível crise de saúde.

Na terça-feira, o governo panamenho informou que dentro dos oito casos confirmados do COVID-19, duas pessoas de nacionalidade panamenha haviam viajado para Cuba: um homem de 55 anos e uma mulher de 29 anos.

Além disso, o Departamento de Saúde da Austrália confirmou em 8 de março que uma mulher de 70 anos infectada com coronavírus viajava por Cuba e pelo Reino Unido. Após seu retorno na terça-feira, 5 de março, ela começou a mostrar sintomas.

Depois de se recusar por semanas a fazer a declaração, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse na quarta-feira que o surto do novo coronavírus, que se espalhou para mais de 100 países e infectou dezenas de milhares de pessoas, é uma pandemia global.

 
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