Coreia do Norte fecha Complexo Industrial Kaesong

Carros sul-coreanos retornam do Complexo Industrial Kaesong na Coreia do Norte em 9 de abril de 2013 (Chung Sung-Jun/Getty Images)

A Coreia do Norte anuncio em 8 de abril que fechará o Complexo Industrial Kaesong (CIK). Fechar o complexo significa desempregar mais de 53 mil trabalhadores norte-coreanos e cortar o elo econômico mais valioso com a Coreia do Sul.

O CIK, ao norte da fronteira com a Coreia do Sul, é o maior empregador na terceira maior cidade norte-coreana. Pyongyang primeiramente ameaçou fechar Kaesong em 30 de março, expressando raiva pelas reportagens que sugeriam que o complexo era a única fonte de divisas para o empobrecido país.

Desligar Kaesong somente danificaria ainda mais a fraca economia da Coreia do Norte. Mas o líder norte-coreano Kim Jong-un parece mais preocupado em falar duro do que falar pelo bem estar de seu sofrido povo.

Esta ameaça mais recente é uma continuação de semanas de retórica irritada proveniente do Norte após a ONU aprovar uma nova rodada de sanções contra o país no início de março.

Até recentemente, as ameaças da Coreia do Norte foram amplamente descartadas como vazias por autoridades dos EUA e da ONU.

Depois que a Agência de Notícias Central Coreana reportou comentários de Kim Jong-un de que a Coreia do Norte estava entrando em “estado de guerra”, em 30 de março, os Estados Unidos enviaram caças F-22 para participar de exercícios militares com a Coreia do Sul.

A presidente sul-coreana Park Geun-hye assumiu uma linha-dura inédita quanto às agressões norte-coreanas desde sua eleição em 25 de fevereiro.

A declaração sobre Kaesong veio de Kim Yang-gon, secretário norte-coreano do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Ele não disse o que aconteceria com os 475 gerentes sul-coreanos que ainda estavam em Kaesong ou se os trabalhadores norte-coreanos seriam recolhidos imediatamente.

Um gerente da Coreia do Sul em Kaesong disse que não ouviu nada do governo norte-coreano.

“Trabalhadores norte-coreanos deixaram o trabalho às 18h de hoje [dia 8] como costumam fazer. Saberemos amanhã se eles virão para o trabalho”, disse o gerente, que não quis ser identificado porque não estava autorizado a falar com a imprensa.

No mês passado, a Coreia do Norte cortou a linha telefônica da Cruz Vermelha que funcionava desde o Acordo de Armistício Coreano de 1953. Na semana passada, cargas e trabalhadores sul-coreanos foram impedidos de entrar na Coreia do Norte.

Yoo Ho-yeol, especialista em Coreia do Norte da Universidade Coreana na Coreia do Sul, disse que o Norte provavelmente fechará o parque. “A Coreia do Norte esperará para ver que tipo de mensagem enviaremos […], mas não há mensagem que possamos enviar à Coreia do Norte”, disse ele.

Ele disse achar que os gerentes da Coreia do Sul, que ainda estão no Norte, serão deportados; Pyongyang converterá o parque para uso militar e o destino dos trabalhadores norte-coreanos e suas famílias não será considerado.

Cheong Seong-chang, analista independente do Instituto Sejong na Coreia do Sul, acredita que o Norte reabrirá o complexo após a Coreia do Sul finalizar os exercícios militares no final de abril.

Ele disse que o complexo depende de matérias-primas e de energia elétrica da Coreia do Sul.

O ministro das finanças sul-coreano Hyun Oh-seok disse que o governo está estudando formas de ajudar as empresas em Kaesong.

Daemyung Blue Jeans Inc., que faz negócios em Kaesong, está tentando entrar em contato com seus gerentes em Kaesong. O CEO Choi Dongjin disse: “Temos sete trabalhadores (sul-coreanos) em Kaesong. Não sabemos o que fazer com eles”, disse ele por telefone, de Seul.

Kaesong é o último vestígio remanescente de cooperação e comunicação entre os dois países da península coreana. A produção econômica do complexo foi estimada em US$ 470 milhões em 2012.

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