Confeitaria Colombo comemora 118 anos

Uma das confeitarias mais antigas do Brasil conserva a tradição como um de seus pilares gastronômicos
Suntuoso salão superior da Confeitaria Colombo (Divulgação/Confeitaria Colombo)

Um dos locais históricos do Rio de Janeiro, a Confeitaria Colombo está entre as confeitarias mais antigas do Brasil. No último dia 17, a casa completou 118 anos. Na ocasião, o chef-executivo Renato Freire, seguiu a tradição da Colombo desde o primeiro ano de vida, e ofereceu aos clientes um espumante durante o horário de almoço, regado ao som de música popular brasileira executada por um trio de músicos.

Em entrevista ao The Epoch Times em Português, Freire diz que a música também faz parte da tradição da Confeitaria Colombo – que mantém um coral próprio que faz apresentações na casa e em eventos externos.

Um dos fatos curiosos que envolvem a confeitaria está nas apresentações do genial compositor Villa-Lobos, que ainda adolescente, tocava piano aos clientes enquanto a mãe trabalhava como engomadeira na casa.

Para Renato Freire, trabalhar há 12 anos na centenária confeitaria é um privilégio – fato que representa a união entre a vocação, o auge de sua carreira na gastronomia e o desafio de comandar uma equipe formada por mais de 70 colaboradores.

Uma das características da cozinha da Colombo, está na valorização do preparo artesanal diário de 250 itens que abastecem os quatro restaurantes da rede: a confeitaria, no centro da cidade, o restaurante Colombo (localizado no segundo andar e que serve pratos da cozinha ibérica), o restaurante Café Fort, em Copacabana e o Bar Jardim, que serve lanches e chá tradicional.

Chef-executivo Renato Freire: Há 12 anos no comando da cozinha da histórica confeitaria (Divulgação/Confeitaria Colombo)

Segundo o chef-executivo, as três cozinhas-fábricas situadas na matriz produzem mais de 2 mil doces e salgados diariamente. Os cardápios de doces e o de salgados são elaborados sempre como uma nova versão dos menus tradicionais da Colombo.

O campeão de vendas entre os doces, o Quindim de Camisola, foi uma criação de Freire em homenagem às docerias brasileira e portuguesa. O doce é envolvido por uma “camisola” preparada com massa folhada similar ao pastel de Belém. Por dentro, recebe um generoso recheio de quindim.

O peru é o prato principal mais consumido e conta com algumas versões no menu, incluindo a versão à Califórnia.

Na parte da manhã, a confeitaria serve o famoso café da manhã, que atrai principalmente famílias aos finais de semana. Outro serviço oferecido pela confeitaria é o chá a la carte oferecido ao final da tarde, a partir das 17h.

Na casa não há espaço para modismos de confeitaria como o cupcake: o cardápio clássico compõe a verdadeira identidade da confeitaria considerada Patrimônio Histórico do Rio de Janeiro.

A casa conta com boa infraestrutura para receber grandes eventos: só o atendimento diário atinge a média de 3 mil pessoas. Em ocasiões especiais, como o segundo dia do ano, a confeitaria histórica chega a atender até 8 mil clientes.

Os casais que desejam celebrar a união em ambiente histórico podem realizar cerimônias de casamento e recepção no requintado salão superior. A grande procura fez com que as vagas aos sábados estivessem disponíveis apenas em 2015.

De acordo com o chef executivo Renato Freire, o fundador da Confeitaria Colombo, Manuel Lebão, reconhecido por ser um grande comerciante, é autor da famosa expressão ”O cliente tem sempre razão”.

Ele destaca que atualmente tem feito um trabalho árduo para que a histórica confeitaria possa cada vez mais atingir e manter os padrões clássicos de excelência consagrados no slogan de seu fundador: “Igual não há, melhor não pode haver”.

A trajetória de 118 anos da Confeitaria Colombo a transformou em referência histórica e gastronômica no Brasil e no exterior, além de se tornar um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro.

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