‘Comunismo não é bem compreendido’, dizem sobreviventes do comunismo

O congressista norte-americano Jim Bridenstine (R-Okla.) descreveu um encontro surreal com uma cidade fantasma na Coreia, enquanto honrava os sobreviventes do comunismo.

Bridenstine relatou sua viagem à Coreia do Sul para um exercício militar que ensaiava como os EUA e seus aliados responderiam a uma invasão norte-coreana na Coreia do Sul. Bridenstine foi um piloto da Marinha e veterano de combate do Iraque e Afeganistão.

“Eu fui à zona desmilitarizada… Quando eu estava lá eu conheci um jovem oficial do exército japonês… e ele interpretou muito do que vimos. Fomos até a torre de vigia e olhamos através da zona desmilitarizada e vimos uma grande cidade e eu fique atordoado… [O oficial japonês] disse que aquilo era uma cidade propaganda. [Ele disse que] os prédios que você vê não têm janelas ou piso. Eles foram construídos como propaganda para incentivar os sul-coreanos a desertarem para a Coreia do Norte.”

Bridestine obteve uma forte impressão sobre o comunismo nesta viagem.

Ele descreveu seu encontro com a cidade-propaganda em 10 de setembro, no Liceu, Museu de História de Alexandria. Bridenstine dirigiu-se aos presentes na Conferência dos Sobreviventes do Comunismo, organizada pelo Alexandria Tea Party.

No evento, Lee Edwards, presidente da Fundação Memorial Vítimas do Comunismo, anunciou que o currículo secundarista ‘Vítimas do Comunismo foi adotado em sua primeira escola em Potomac, Maryland, EUA.

Edwards disse que as pessoas entendam eventos como o Holocausto, mas não entendem os fatos sobre o comunismo no mundo de hoje. “O comunismo ainda está vivo porque não foi desacreditado”, disse Slavko Martyniuk, sociólogo aposentado cuja família fugiu da Ucrânia comunista no final da 2ª Guerra Mundial.

Klara Sever lembrou a vida na Tchecoslováquia em 1948 e eventos que ela disse seguirem as ideias de Lênin. “Ensinar as crianças desde muito cedo a terem lealdade pelo Estado e pelo Partido Comunista… as crianças soviéticas que enviaram seus pais para a forca por falarem mal do regime que idolatravam”, disse ela.

O Dr. Viet Hoat foi preso duas vezes, a primeira vez por 12 anos na prisão central de Saigon. Ele tinha permissão para se reunir com a família uma vez por ano por quinze minutos. “Eu vivia num ambiente com cerca de 30 outros prisioneiros”, disse Hoat. “Centenas de milhares de pessoas foram mortas por meio de muitas campanhas comunistas no Vietnã… Meu irmão foi morto por comunistas quando tinha apenas 14 anos.”

Após a soltura de Hoat da prisão, ele editou e publicou uma revista clandestina que circulava no Vietnã. Hoat parecia esperançoso pelo progresso contínuo do movimento pela democracia no Vietnã. Sua esperança contrastou com a frustração expressa pela Dra. Ileana Paugh Johnson, autora do livro “Ecos do Comunismo”. Ela disse que fortes aspectos do socialismo existem hoje na sociedade norte-americana.

 
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