Como o espectro do comunismo está governando o nosso mundo – Capítulo 7

O espectro do comunismo não desapareceu com a desintegração do Partido Comunista na Europa Oriental

Por equipe editorial dos “Nove Comentários sobre o Partido Comunista Chinês

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Capítulo 7: A destruição da família

 

Índice

Introdução
1. A família tradicional estabelecida por Deus
2. O objetivo do comunismo de eliminar a família
3. A promoção da promiscuidade pelo comunismo
4. A prática comunista de compartilhar as esposas
a. O compartilhamento de esposas na União Soviética
b. A liberação sexual em Yan’an
5. Como o comunismo destrói famílias no Ocidente
a. Promovendo a liberação sexual
b. Promovendo o feminismo e rejeitando a família tradicional
c. Pervertendo a estrutura familiar por meio da homossexualidade
d. Promovendo o divórcio e o aborto
e. Usando o sistema de seguridade social para estimular famílias monoparentais
f. Promovendo uma cultura degenerada
6. Como o Partido Comunista Chinês destrói as famílias
a. Destruindo as famílias em nome da igualdade
b. Usando a luta política para promover a discórdia entre maridos e esposas
c. Usando o aborto provocado para o controle da população
7. As consequências do ataque do comunismo à família
Referências bibliográficas

*   *   *

Introdução

Desde a década de 1960, diversos movimentos antitradicionais, como o feminismo, a liberação sexual e os direitos dos homossexuais, atraíram muita atenção no Ocidente. A instituição da família foi a mais atingida. Nos Estados Unidos, a Lei de Reforma do Direito da Família, de 1969, deu luz verde ao divórcio unilateral. Outros países logo implementaram leis semelhantes.

Nos Estados Unidos, a proporção de divórcios em relação ao número de casamentos mais do que dobrou entre os anos de 1960 e 1980. Na década de 1950, aproximadamente 11% das crianças nascidas em famílias com pais casados viram os seus pais se divorciarem, no entanto, já nos anos 70, a proporção subiu para 50%. [1] De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), mais de 40% dos recém-nascidos nos Estados Unidos em 2016 nasceram de relacionamentos fora do casamento. Em 1956, esse número era inferior a 5%. [2]

Nas sociedades tradicionais do Oriente e do Ocidente, a castidade nas relações entre homens e mulheres era vista como uma virtude. Hoje, isso é considerado antiquado e até ridículo. O movimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo e o movimento feminista procuraram redefinir legalmente a família e o casamento. Um professor de direito que atualmente é um membro da Comissão Federal de Oportunidades Iguais de Emprego dos EUA divulgou uma declaração em 2006, intitulada “Além do casamento entre pessoas do mesmo sexo: uma nova visão estratégica para todas as nossas famílias e relacionamentos”. Nessa declaração, ele defendeu que as pessoas formassem todo e qualquer novo tipo de família, para atender aos seus desejos mais variados (incluindo casamentos poligâmicos, famílias de casais homossexuais e assim por diante). O professor também afirma que o casamento e a família tradicionais não devem gozar de mais direitos legais do que qualquer outra forma de “família”. [3]

Nas escolas públicas, o sexo antes do casamento e a homossexualidade, que foram considerados vergonhosos durante milhares de anos na sociedade tradicional, não somente foram inculcados como sendo algo normal, como são até mesmo explicitamente estimulados em algumas escolas. De acordo com essa visão, a orientação sexual de uma criança deve ser liberalmente escolhida e desenvolvida, o que obviamente resulta em um aumento dos índices de homossexualidade, bissexualidade, transgenerismo e assim por diante. Por exemplo, em 2012, o Distrito Escolar de Rhode Island, nos EUA, proibiu a tradição escolar de realizar festas dançantes entre pais e filhas e jogos de beisebol com mães e filhos, alegando que as escolas públicas não têm o direito de incutir nas crianças ideias como as de que meninas gostam de dançar e meninos gostam de beisebol. [4]

A tendência de destruição gradual da família tradicional é agora óbvia. A eliminação da família, que é defendida pelo comunismo, tornar-se-á realidade antes da tão prometida eliminação das diferenças de classe.

Nas sociedades ocidentais, a destruição da família se apresenta sob diversos aspectos. Isso inclui o impacto não apenas do feminismo, da liberação sexual e do movimento homossexual, mas também do pano de fundo social mais amplo da defesa da esquerda, do progressismo e coisas do tipo, tudo isso alegadamente em nome da “liberdade”, “equidade”, “direitos” e “liberação”. Essas ideias são reforçadas explícita e implicitamente por leis, interpretações legais e políticas econômicas apoiadas por ideólogos afins. Tudo isso tem o efeito de induzir as pessoas a abandonarem e mudarem os conceitos do casamento e da família tradicionais.

Essas ideologias surgiram no início do século 19 e estão profundamente impregnadas com fatores comunistas. O espectro maligno do comunismo se sobressai graças ao uso contínuo da mutação e da dissimulação, o que gerou muita confusão sobre o que exatamente as pessoas estão apoiando quando endossam essas políticas e ideologias. O resultado é a imersão em uma visão de mundo cujos parâmetros foram definidos por ideias comunistas. A situação trágica de hoje – a degradação da família tradicional e a confusão das pessoas sobre a verdadeira natureza dessa tendência – é o resultado do planejamento meticuloso e da implementação gradual do espírito do comunismo nos últimos duzentos anos.

A consequência disso é que não apenas a família deixa de existir como uma unidade básica de estabilidade social, mas também a moralidade tradicional estabelecida pelos deuses é destruída, e o papel da família de transmitir valores nobres e de educar a próxima geração dentro de uma estrutura de crenças tradicionais também é eliminado. Assim, os jovens se desvencilham das ideias e crenças tradicionais e se transformam em meros joguetes que acabam sendo possuídos ideologicamente pelo espectro comunista.

1. A família tradicional estabelecida por Deus

Nas culturas tradicionais do Oriente e do Ocidente, o casamento foi estabelecido pelos deuses e planejado no Céu. Uma vez constituído, o vínculo matrimonial não pode ser quebrado. Tanto homens quanto mulheres foram criados pelos deuses de acordo com suas próprias imagens, e todos são iguais perante os deuses. Além disso, os deuses diferenciaram homens e mulheres fisicamente e estabeleceram papéis diferentes para eles. Na tradição ocidental, as mulheres são o osso dos ossos dos homens e a carne da sua carne. [5] Um homem deve amar a sua esposa como se fosse parte do seu próprio corpo e, se necessário, sacrificar-se para proteger a sua esposa.

Por sua vez, a mulher deve cooperar e ajudar o seu esposo, para que assim o casal se torne um todo íntegro. Segundo a tradição ocidental, devido ao pecado original, o homem precisa, com o suor no seu rosto, trabalhar para sustentar a si mesmo e a sua família, enquanto a mulher sofre ao dar à luz e se empenha para cuidar de todos na família.

Da mesma forma, na cultura oriental tradicional, os homens estão associados ao yang do yin-yang, que está simbolicamente conectado com o sol e o céu, e por isso, eles devem se empenhar permanentemente em sua responsabilidade por manter a família. As mulheres pertencem ao princípio yin, simbolicamente ligado à terra, o que significa que elas suportam e alimentam tudo com grande virtude. Elas devem ser dóceis e atenciosas para com os outros, e devem apoiar os seus esposos e educar os seus filhos. Somente quando homens e mulheres desempenham os seus papéis adequadamente é que o yin e o yang podem ser harmonizados, e as crianças crescerem e se desenvolverem de maneira saudável.

As famílias tradicionais devem transmitir crenças e valores morais que deem estabilidade à sociedade. A família é o fiel depositário dessas crenças e valores, e é também o elo para a transmissão de valores. Os pais são os primeiros professores na vida das crianças. Se as crianças aprenderem virtudes tradicionais como abnegação, humildade, gratidão, perseverança, honestidade, respeito mútuo e outras virtudes por meio das palavras e dos atos dos seus pais, elas se beneficiarão disso por toda a sua vida.

A vida conjugal tradicional também ajuda homens e mulheres a crescerem juntos na moralidade. Ela requer que esposos e esposas tratem as suas emoções e desejos com uma nova atitude e sejam atenciosos e tolerantes entre si. Isso é fundamentalmente diferente da ideia de coabitação. As emoções humanas são volúveis. Se o casal está junto só porque gosta de estar junto e se separa porque deixou de gostar, o relacionamento não é muito diferente de uma simples amizade sem o vínculo do casamento. Marx, em última análise, esperava que as pessoas pudessem ter cada vez mais “relações sexuais irrestritas”, [6] o que, obviamente, implica a dissolução do casamento tradicional e, por fim, a eliminação da instituição da família.

2. O objetivo do comunismo de eliminar a família

Para o comunismo, a família é uma forma de propriedade privada. Por isso, para eliminar a propriedade privada, a família também deve ser eliminada. O comunismo considera que o tipo de relação familiar que deve existir deve ser estabelecido com base em fatores econômicos. O freudianismo marxista contemporâneo considera o desejo sexual como um fator-chave nas questões associadas à família. A característica comum dessas duas ideologias é deixar de lado a moralidade humana básica, é venerar o materialismo, o desejo e os interesses pragmáticos. Tudo isso bestializa o ser humano. É uma ideologia distorcida que tem o efeito de destruir a família, corrompendo o pensamento.

A grande falácia que está no âmago do comunismo é a doutrina da liberação da humanidade. Ela não se manifesta meramente como uma suposta liberação em um sentido econômico, mas também como a liberação da própria humanidade. Claro, o oposto da liberação é a opressão. Então de onde vem a opressão que deve ser repelida? A resposta do comunismo é que a opressão vem das próprias noções das pessoas, que são impostas pela moralidade social tradicional: o patriarcado da estrutura familiar tradicional oprime as mulheres; a moralidade sexual tradicional oprimia a natureza humana, e assim por diante.

Os movimentos feministas e pró-direitos homossexuais das gerações posteriores herdaram e depois expandiram essa teoria de liberação inspirada pelo comunismo. Isso levou a uma série de conceitos que se opõem ao casamento e à família tradicionais, bem como o incentivo à liberação sexual, à homossexualidade e afins. Todas essas ideias se tornaram ferramentas usadas pelo diabo para minar e destruir a família. O comunismo se opõe e deseja derrubar todos os valores morais tradicionais, como foi claramente indicado no “Manifesto Comunista”.

3. A promoção da promiscuidade pelo comunismo

O maligno espectro comunista se coloca contra a família tradicional, que ele quer destruir. No início do século 19, Robert Owen, um representante do socialismo utópico, lançou as sementes da ideologia do diabo. Owen, um ideólogo comunista pioneiro estabeleceu a comunidade utópica Nova Harmonia, em Indiana, em 1824. (Dois anos depois, o projeto fracassou.) No dia em que a comunidade foi estabelecida, ele declarou:

“Eu declaro a vocês e ao mundo que até agora, em todas as partes da Terra, o ser humano tem sido escravo de uma monstruosa Trindade de males que, juntos, infligem mal físico e mental. Refiro-me à propriedade privada ou individual, aos sistemas religiosos absurdos e irracionais, e ao casamento, que se baseia na combinação da propriedade individual com algum desses sistemas irracionais de religião.” [7]

Depois da morte de Owen, o francês Charles Fourier, outro influente comunista utópico, influenciou profundamente o pensamento de Marx e dos marxistas. Após a sua morte, os seus discípulos aplicaram os seus pensamentos na Revolução de 1848 e na Comuna de Paris, e depois os divulgaram nos Estados Unidos. Foi Fourier quem cunhou o termo “feminista” (féminisme, em francês).

Na sua sociedade comunista ideal (chamada “Falange”), a família tradicional era desprezada, e bacanais e orgias eram louvadas como eventos que liberavam paixões humanas recônditas. Ele também declarou que uma sociedade justa deve cuidar dos que são rejeitados sexualmente (como os idosos ou pouco atraentes) para garantir que todos tenham o “direito” de gratificação sexual. Ele acreditava que toda e qualquer forma de gratificação sexual, incluindo o abuso sexual, e até mesmo o incesto e a bestialidade, deveriam ser permitidos desde que fossem consensuais. Fourier, portanto, pode ser considerado o pioneiro da teoria queer, um ramo do movimento homossexual contemporâneo (incluindo LGBT e outros).

Devido à influência de Owen e especialmente a de Fourier, dezenas de comunas comunistas utópicas foram estabelecidas nos Estados Unidos, no século 19, embora a maioria delas tenha tido curta duração e terminado em fracasso. A mais duradoura delas foi a Comuna de Oneida, estabelecida com base na teoria de Fourier, que durou 32 anos. Essa comuna desprezava os casamentos monogâmicos tradicionais e defendia a poligamia e o sexo grupal. Os membros tinham um acesso “justo” ao sexo por causa da oportunidade semanal de ter relações sexuais com alguém da sua escolha. No final, o fundador, John Humphrey Noyes, fugiu por medo de um processo da igreja. A comunidade foi forçada a abandonar o compartilhamento de esposas, embora Noyes mais tarde tenha escrito livros e se tornado o originador do Comunismo Bíblico.

O gene promíscuo do comunismo é uma consequência inevitável do seu desenvolvimento teórico. Desde o início, o demônio do comunismo persuadiu as pessoas a abandonarem os ensinamentos piedosos, negar o Divino e a noção de pecado.

De acordo com essa lógica, os problemas sociais, que são causados pela degeneração da moral humana, eram atribuídos à propriedade privada. O comunismo leva as pessoas a acreditar que, se a propriedade privada for abolida, as pessoas não mais competirão ou brigarão entre si. No entanto, mesmo que todas as propriedades sejam compartilhadas, as pessoas ainda continuarão a ter conflitos com os seus cônjuges. Por essa razão, os socialistas utópicos falam abertamente de um sistema de compartilhamento de esposas para resolver esses problemas inerentes à natureza humana.

O fracasso das comunas utópicas ensinou a Marx e Engels uma lição: ainda não havia chegado a hora de defender abertamente o promíscuo compartilhamento de esposas. Embora o objetivo de eliminar a família no “Manifesto Comunista” não tenha mudado, os autores passaram a adotar uma abordagem mais discreta ao apresentar as suas teorias e prosseguir destruindo as famílias.

Após a morte de Marx, Engels publicou o livro “The Origin of the Family, Private Property, and the State, in the Light of the Researches of Lewis H. Morgan” (A origem da família, da propriedade privada e do Estado, à luz das pesquisas de Lewis H. Morgan), para complementar a teoria de Marx sobre a família e expor mais detalhadamente a visão marxista sobre o casamento: “[O surgimento da monogamia] baseia-se no predomínio do homem; sua finalidade expressa é a de procriar filhos cuja paternidade seja indiscutível; e exige-se essa paternidade indiscutível porque os filhos, na qualidade de herdeiros diretos, entrarão, um dia, na posse dos bens do seu pai. A família monogâmica diferencia-se do matrimônio sindiásmico por uma solidez muito maior dos laços conjugais, que já não podem ser rompidos pela vontade de nenhuma das partes.” [8]

Engels sustentava que a monogamia se baseava na propriedade privada e que, uma vez que todas as propriedades fossem divididas, haveria um novo modelo de casamento baseado puramente no amor. Isso pode parecer muito nobre, mas na verdade não é.

As tentativas de Marx e Engels de defender a divisão da propriedade como uma forma de promover uniões matrimoniais baseadas apenas no amor são frágeis à luz da implementação real da teoria comunista. Os sentimentos não são confiáveis. Se uma pessoa ama alguém hoje e outra pessoa amanhã, isso não incentiva a promiscuidade? A promiscuidade observada após o estabelecimento da antiga União Soviética e do regime comunista chinês (ver a seção seguinte) é, de fato, consequência da aplicação da doutrina marxista.

Relacionamentos entre esposos e esposas nem sempre são serenos. O voto “até que a morte nos separe” durante um casamento tradicional é um voto a Deus. Ele também representa a ideia de que ambas as partes estão preparadas para enfrentar e superar todas as dificuldades juntos. O que mantém um casamento não é meramente uma emoção ou um sentimento, mas um senso de responsabilidade. Tratar o cônjuge, os filhos e a família com cuidado transforma o esposo e a esposa em homem e mulher maduros, dotados de senso de responsabilidade moral.

Em “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”, Engels gabou-se de que, numa sociedade comunista, a propriedade privada se torna pública; o trabalho doméstico torna-se profissionalizado; e não é preciso se preocupar em cuidar dos filhos, pois cabe ao Estado cuidar e educar as crianças.

Ele escreveu: “Desaparecerá, assim, o temor das ‘consequências’, que é hoje o mais importante motivo social, tanto dos pontos de vista moral como econômico, que impede uma jovem solteira de se entregar livremente ao homem que ela ama. Não bastará isso para que se desenvolvam, progressivamente, relações sexuais mais livres, e também para que a opinião pública se torne menos rigorosa quanto à honra das donzelas e à desonra das mulheres?” [9]

O que Marx e Engels promoveram, embora usassem palavras como “liberdade”, “liberação” e “amor” para ocultar o que pretendiam, foi de fato o total abandono da responsabilidade moral pessoal. Eles encorajaram as pessoas a darem vazão aos seus desejos. No entanto, durante a época de Marx e de Fourier, a maioria das pessoas ainda não havia abandado os ensinamentos retos e piedosos, por isso, elas viram com reservas a promoção da promiscuidade pelo comunismo. Porém, nem mesmo o próprio Marx poderia imaginar as racionalizações das pessoas no século 20 para aderir ao caos sexual proposto pelo pensamento marxista, cujo objetivo era eliminar a família o mais brevemente possível.

O demônio vermelho valeu-se de determinados indivíduos para poder plantar essas sementes da lascívia e degeneração. Ele organizou um plano sistemático para levar as pessoas a cederem aos seus desejos e darem as costas aos ensinamentos religiosos piedosos, assim, corrompendo-as gradualmente para atingir o seu objetivo de eliminar a família. Esse plano tinha como objetivo desviar o coração das pessoas para o lado do mal e assim colocá-las sob o domínio do diabo.

4. A prática comunista de compartilhar as esposas

O caos sexual descrito acima é uma parte inata do comunismo. Estudiosos de Marx dizem que ele estuprou a sua empregada doméstica e que Engels, que coabitava com duas irmãs, assumiu os cuidados da criança gerada dessa relação sexual. Lenin teve um caso extraconjugal durante dez anos com uma mulher chamada Inesa e cometeu adultério com uma mulher francesa. Ele contraiu sífilis por causa das suas relações com prostitutas. Stalin era igualmente lascivo e é conhecido que ele teve relações com mulheres casadas.

Ao tomarem o poder, os sovietes instituíram a prática da partilha de esposas. A União Soviética daquela época pode ser considerada a pioneira na liberação sexual no Ocidente. A décima edição da revista russa Rodina, publicada em 1990, expões o fenômeno da partilha de esposas durante o início do governo soviético. A revista também descreveu a vida privada dos líderes soviéticos Trotsky, Bukharin, Antonov, Kollontai e de outros, afirmando que o comportamento sexual deles era tão fortuito quanto o de animais.

a. O compartilhamento de esposas na União Soviética

Em 1904, Lenin escreveu: “A luxúria pode emancipar a energia do espírito – não para valores pseudofamiliares, mas para a vitória do socialismo esse coágulo de sangue deve ser eliminado.” [10]

Em uma reunião do Partido Trabalhista Social-Democrata da Rússia, Leon Trotsky propôs que, assim que os bolcheviques tomassem o poder, fossem redigidos novos princípios fundamentais sobre as relações sexuais. A teoria comunista exige a destruição da família e a transição para uma nova era de satisfação irrestrita do desejo sexual. Trotsky também disse que a responsabilidade de educar as crianças cabe apenas ao Estado.

Em uma carta a Lenin em 1911, Trotsky assim se expressou: “Sem dúvida, a opressão sexual é o principal meio de escravizar uma pessoa. Enquanto essa opressão existir, não poderá haver liberdade real. A família, como uma instituição burguesa, sobreviveu a si mesma. É necessário falar mais sobre isso para os trabalhadores.”

Lenin respondeu: “E não apenas a família. Todas as proibições relativas à sexualidade devem ser abolidas. (…) Temos algo a aprender com as sufragistas: até mesmo a proibição do amor entre pessoas do mesmo sexo deve ser abolida.” [11]

Após a tomada do poder pelos bolcheviques, Lenin introduziu uma série de regulamentações que efetivamente aboliam o casamento e a punição à homossexualidade. [12]

Naquela época, havia o slogan “Abaixo à vergonha!” Isso fazia parte da tentativa bolchevique de criar o “novo homem” da ideologia socialista, e às vezes incluía andar nu pelas ruas gritando histericamente coisas como “A vergonha está no passado burguês do povo soviético.” [13]

Em 19 de dezembro de 1918, grupos de lésbicas celebraram o dia comemorativo do decreto que aboliu o casamento. Trotsky escreveu nas suas memórias que as notícias sobre esse desfile de comemoração das lésbicas deixaram Lenin muito feliz. Lenin também encorajou mais pessoas a marcharem nuas. [14]

Em 1923, o romance soviético “Os amores de três gerações” popularizou a expressão “copo d’água”. A autora, a comissária do povo para a previdência social, Alexandra Kollontai, foi uma revolucionária, nascida em uma família tradicional, que lutou para entrar na facção bolchevique em busca da “liberação das mulheres”. O “copo d’água” promovido pelo romance é, na verdade, sinônimo da indulgência sexual: na sociedade comunista, satisfazer o desejo sexual deve ser tão normal e simples quanto beber um copo d’água. A teoria do copo d’água foi difundida entre os trabalhadores de fábrica e, especialmente, entre os estudantes adolescentes.

A moralidade da juventude soviética foi resumida da seguinte forma pelo famoso comunista Smidovich, no jornal Pravda, em 21 de março de 1925:

“Cada um dos membros, inclusive menores de idade, da Liga da Juventude Comunista e cada estudante da Rabfak (escola de treinamento do Partido Comunista) têm o direito de satisfazer o seu desejo sexual. Esse conceito tornou-se um axioma e a abstinência é considerada uma noção burguesa. Se um homem desejar uma jovem, seja ela uma estudante, uma trabalhadora ou até mesmo uma menina em idade escolar, essa jovem deverá se entregar a esse homem, senão, será considerada uma filha burguesa, indigna de ser chamada de uma verdadeira comunista.” [15]

O divórcio também foi banalizado e se disseminou. “A taxa de divórcios disparou para níveis nunca vistos na história humana. Em pouco tempo, parecia que todos estavam se divorciando em Moscou”, observou Paul Kengor em seu livro “Takedown: From Communists to Progressives, How the Left Has Sabotaged Family and Marriage” (Demolição: de comunistas a progressistas, como a esquerda sabotou a família e o casamento). Em 1926, a influente revista americana The Atlantic publicou um artigo sobre a situação assombrosa na URSS, intitulado “The Russian Effort to Abolish Marriage” (O esforço russo para abolir o casamento). [16]

O fenômeno das “famílias suecas” – que não tem nada a ver com a Suécia, refere-se a um grande grupo de homens e mulheres vivendo juntos e praticando sexo casual – também surgiu durante esse período de liberação sexual. Isso abriu as portas para a promiscuidade, o caos sexual, a homossexualidade, a decadência moral, a destruição da instituição da família, a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis, o estupro e muito mais. [17]

Após a expansão das comunas socialistas, essas “famílias suecas” se difundiram pela União Soviética. Ficou conhecido como a “nacionalização” ou “socialização” das mulheres. As mulheres socialistas em Ecaterimburgo, em março de 1918, são um triste exemplo: após tomar a cidade, os bolcheviques ordenaram que as jovens entre 16 e 25 anos fossem “socializadas”. A ordem foi implementada por vários funcionários do Partido, e dez mulheres jovens foram “socializadas”. [18]

Os bolcheviques rapidamente endureceram a sua política sobre o sexo no final da década de 1920. Durante uma conversa com a ativista feminista Clara Zetkin, Lenin deplorou a ideia do “copo d’água”, chamando-a de “antimarxista” e “antissocial”. [19] É que a liberação sexual trouxe um subproduto indesejável, muitos bebês recém-nascidos. Vários foram abandonados. Mais uma vez ficou demonstrado que a destruição da família leva ao colapso social.

b. A liberação sexual em Yan’an

Durante os primeiros anos do Partido Comunista Chinês, as circunstâncias eram semelhantes às da União Soviética. Obviamente, esses partidos comunistas são todos variedades de frutas venenosas da mesma árvore. Chen Duxiu, um ex-líder comunista, era conhecido por sua vida pessoal depravada. Ele tinha um histórico sexual caótico e a sua atitude em relação ao sexo era semelhante à teoria do “copo d’água” popularizada entre os primeiros revolucionários soviéticos.

A “liberação sexual” foi adotada não apenas pelos líderes intelectuais do Partido Comunista Chinês, mas também por pessoas comuns que viveram nos primeiros “sovietes” do PCC (enclaves revolucionários estabelecidos antes do Partido Nacionalista ou Kuomintang ser derrubado) em Hubei, Henan e Anhui. Devido à promoção da igualdade das mulheres e à absoluta liberdade do casamento e do divórcio, o trabalho revolucionário era frequentemente interrompido para satisfazer o desejo sexual.

Os jovens nas áreas dos sovietes ocupavam-se frequentemente com “assuntos românticos”. Não era incomum que mulheres jovens tivessem seis ou sete parceiros sexuais. De acordo com a Coleção de Documentos Históricos Revolucionários nos distritos dos sovietes de Hubei-Henan-Anhui, cerca de três quartos dos chefes locais do Partido em cidades como Hong’an, Huangma, Huangqi, Guangshan, entre outras, “mantiveram relações sexuais com dezenas ou centenas de mulheres”. [20]

No final da primavera de 1931, quando Zhang Guotao assumiu o controle dos distritos sob a administração do soviete de Hubei-Henan-Anhui, ele observou que a sífilis estava de tal modo disseminada que foi preciso relatar o fato ao Partido Central para assim solicitar médicos especialistas no tratamento da doença. Muitos anos depois, nas suas memórias, ele ainda se lembrava nitidamente das histórias de mulheres que foram assediadas sexualmente nos distritos sob a direção dos sovietes, incluindo algumas amantes de generais veteranos. [21]

Em 1937, Li Kenong serviu como diretor do Escritório do Exército da Oitava Rota do Partido Comunista Chinês, em Nankim, sendo o responsável pela arrecadação de soldos militares, remédios e suprimentos. Em uma ocasião, ao verificar a lista de medicamentos do Exército da Oitava Rota, a equipe do governo nacional encontrou uma grande quantidade de medicamentos para o tratamento de doenças sexualmente transmissíveis. A equipe questionou Li Kenong: “Há pessoas demais no seu exército sofrendo dessa doença?” Constrangido, Li mentiu e disse que os remédios seriam destinados para o tratamento da população local. [22]

Na década de 1930, no entanto, a liberdade sexual passou a ser percebida como ameaça ao regime. O mesmo problema de desintegração social observado na Rússia soviética ocorria lá. Os recrutas do Exército Vermelho começaram a se preocupar com a possibilidade das suas esposas terem casos extraconjugais ou se divorciarem deles assim que eles aderissem à revolução. Isso afetou a eficácia de combate das tropas. Além disso, a tendência da promiscuidade parecia reforçar o mal-afamado slogan “propriedade comum, esposas comuns”. Assim, os distritos sob a direção dos sovietes começaram a implementar políticas de proteção aos casamentos militares, limitando o número de divórcios, entre outras providências.

5. O modo pelo qual o comunismo destrói famílias no Ocidente

As tendências ideológicas do espectro maligno têm suas origens no século 19. Após um século de transformações e evolução no Ocidente, essas tendências ideológicas finalmente vieram à tona nos Estados Unidos na década de 1960.

Nos anos de 1960, influenciados e estimulados pelo neomarxismo e outras ideologias radicais, surgiram movimentos sociais e culturais manipulados pelo espectro maligno. Alguns exemplos são a contracultura hippie, a nova esquerda radical, o movimento feminista e a revolução sexual. A turbulência desses movimentos sociais promoveu um ataque feroz contra o sistema político dos EUA, seu sistema tradicional de valores e tecido social.

Esses movimentos se espalharam rapidamente pela Europa, mudando o pensamento vigente sobre a sociedade, a família, o sexo e os valores culturais. O movimento pelos direitos dos homossexuais também cresceu. A confluência dessas forças causou o enfraquecimento dos valores tradicionais da família ocidental e o declínio da instituição da família tradicional e da sua centralidade na vida social. Ao mesmo tempo, a turbulência social desencadeou uma série de problemas, como a proliferação da pornografia, a disseminação do uso de drogas, o colapso da moralidade sexual, o aumento da taxa de criminalidade juvenil e a expansão de grupos dependentes de assistência social.

a. Promovendo a liberação sexual

A liberação sexual (também conhecida como revolução sexual) originou-se nos Estados Unidos na década de 1960. Sua rápida propagação pelo mundo desferiu um golpe devastador nos valores morais tradicionais, principalmente sobre os valores tradicionais da família e sobre a moralidade sexual.

O espectro maligno fez plano detalhados baseados na liberação sexual para atacar as sociedades ocidentais. O movimento do “amor livre” abriu o caminho para uma corrosão e desintegração gradual dos valores familiares tradicionais. O conceito do “amor livre” viola a moralidade sexual tradicional ao afirmar que todas as formas de atividade sexual devem ser livres, não sujeitas a nenhum tipo de regra social. De acordo com essa visão, os atos sexuais individuais, incluindo os relacionados ao casamento, ao aborto e ao adultério, não devem ser restringidos pelo governo ou pela lei, nem sujeitos à sanção social.

Os seguidores de Charles Fourier e do socialista cristão John Humphrey Noyes foram os primeiros a cunhar o termo “amor livre”.

Atualmente, os principais promotores da ideia do “amor livre” são quase todos socialistas ou pessoas profundamente influenciadas pelo pensamento socialista. Por exemplo, um pioneiro do movimento do “amor livre” na Grã-Bretanha foi o filósofo socialista Edward Carpenter, que foi também um dos primeiros ativistas pelos direitos dos gays. O mais famoso ativista e defensor do movimento pelos direitos dos homossexuais, o filósofo britânico Bertrand Russell, era um socialista declarado e um membro da Sociedade Fabiana. Ele afirmou que a moralidade não deve limitar o impulso instintivo da humanidade em direção ao prazer e defendeu o sexo antes do casamento e o sexo extraconjugal.

O principal precursor do movimento do “amor livre” na França foi Émile Armand, que na juventude foi um anarcocomunista e mais tarde disseminou o comunismo utópico de Fourier, fundou o anarquismo individualista francês (que se enquadra na categoria mais ampla do socialismo) e defendeu a promiscuidade, a homossexualidade e a bissexualidade. O pioneiro do movimento do “amor livre” na Austrália foi Chummy Fleming, um anarquista (outro desdobramento do socialismo).

O movimento do “amor livre” nos Estados Unidos produziu frutos impactantes, como a Playboy, a revista erótica fundada em 1953. Uma abordagem usada pela revista foi usar papel cuché para passar a impressão de que o seu conteúdo era artístico e não decadente. Ela também usou impressão em cores, o que é caro, e com isso, o conteúdo pornográfico, normalmente considerado de baixa qualidade e vulgar, foi rapidamente aceito, e a Playboy se tornou uma revista de lazer de alta classe. Por mais de meio século, ela vem espalhando a toxina da liberação sexual para as pessoas em todo o mundo, distorcendo a moral tradicional e remodelando as percepções sobre o sexo.

Em meados do século 20, com a cultura hippie crescendo em popularidade e com o “amor livre” ganhando ampla aceitação, a revolução sexual (ou liberação sexual) fez a sua estreia oficial. O termo “revolução sexual” foi cunhado por Wilhelm Reich, o fundador da psicanálise comunista e um comunista alemão. Ele combinou o marxismo com a psicanálise freudiana ao dizer que o comunismo liberta as pessoas da “opressão econômica”, enquanto a psicanálise liberta as pessoas da “opressão sexual”.

Outro fundador da teoria da liberação sexual foi Herbert Marcuse, da Escola de Frankfurt. Durante o movimento da contracultura ocidental da década de 1960, seu slogan “faça amor, não faça guerra” inculcou profundamente a noção de liberação sexual no coração das pessoas.

Desde então, com a publicação dos livros “Sexual Behavior in the Human Male” (O comportamento sexual no homem) e “Sexual Behavior in the Human Female” (O comportamento sexual na mulher), por Alfred C. Kinsey, e o amplo uso de contraceptivos, a noção de liberação sexual varreu o Ocidente. Vale citar que estudiosos contemporâneos demonstraram que os dados estatísticos no trabalho de Kinsey foram distorcidos, simplificados e exagerados para atender a razões políticas e ideológicas. Kinsey empenhou-se para provar que o sexo extraconjugal e o sexo homossexual, entre outros tipos, eram muito comuns, para assim convencer a sociedade a aceitar isso como algo normal, uma tarefa na qual ele teve grande sucesso. [23]

Subitamente, ser “liberado sexualmente” tornou-se moda. Entre os jovens, a promiscuidade passou a ser considerada normal. Adolescentes que admitiram ser virgens foram ridicularizados por seus pares. Os dados mostram que, entre as pesoas que completaram 15 anos entre 1954 e 1963 (a geração dos anos 60), 82% delas fizeram sexo antes do casamento e com menos de 30 anos de idade. [24] Na década de 2010, somente 5% das jovens noivas ainda eram virgens antes do casamento, enquanto 18% delas tinham tido dez ou mais parceiros sexuais antes do casamento. [25] O meio cultural (incluindo a literatura, o cinema, a publicidade e a televisão) foi, então, saturado de sexo.

b. Promovendo o feminismo e rejeitando a família tradicional

A ideologia comunista por detrás do movimento feminista

O movimento feminista é outra ferramenta usada pelo espectro comunista para destruir a família. No seu início, no século 18, o movimento feminista (conhecido como primeira onda do feminismo) começou na Europa e defendia o direito de as mulheres receberem tratamento igual que os homens no âmbito da educação, do trabalho e da política. O centro do movimento feminista mudou da Europa para os Estados Unidos em meados do século 19.

Quando a primeira onda feminista começou, a noção da família tradicional ainda tinha uma base sólida na sociedade e o movimento feminista não pretendia desafiar diretamente a família tradicional. Os feministas influentes da época, como Mary Wollstonecraft, da Inglaterra do século 18, Margaret Fuller, dos Estados Unidos do século 19, e John Stuart Mill, da Inglaterra do século 19, sustentavam que as mulheres, em geral, deveriam priorizar a família depois do casamento, que o potencial das mulheres deveria ser desenvolvido dentro do âmbito da família e que as mulheres deveriam usar os seus conhecimentos em prol da família (como educar as crianças, administrar a família e assim por diante). Esses autores acreditavam que algumas mulheres especiais, mais talentosas do que a média, não deveriam ser tolhidas pela sociedade, e assim deveriam ficar livres para utilizar os seus talentos, inclusive competindo com os homens.

Após a década de 1920, quando o direito de voto das mulheres virou lei em muitos países, a primeira onda de movimentos pelos direitos das mulheres recuou gradualmente. Nos anos seguintes, com o impacto da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial, o movimento feminista foi praticamente encerrado.

Nessa época, o espectro comunista começou a semear as sementes da destruição do casamento tradicional e da ética sexual. Os primeiros socialistas utópicos no século 19 estabeleceram os fundamentos dos movimentos feministas radicais modernos. François Marie Charles Fourier, chamado de “pai do feminismo”, declarou que o casamento transformava as mulheres em propriedade privada. Robert Owen declarou que o casamento era um mal. As ideias desses socialistas utópicos foram assimiladas e desenvolvidas mais tarde por feministas como Frances Wright, que, no século 19, com base nas ideias de Fourier, defendeu a liberação sexual das mulheres.

A ativista feminista britânica Anna Wheeler herdou as ideias de Owen, condenando ferozmente o casamento por supostamente transformar as mulheres em escravas. Ativistas feministas socialistas também foram uma parte importante do movimento feminista no século 19. Naquela época, entre as publicações feministas mais influentes na França estavam La Voix des Femmes (A Voz das Mulheres), a primeira publicação feminista na França, e La Femme Libre (A Mulher Livre), mais tarde rebatizada como La Tribune des Femmes (A Tribuna das Mulheres), bem como a Politique des Femmes (Política das Mulheres), entre outras. Os fundadores dessas publicações eram discípulos de Fourier ou de Henri de Saint-Simon, o defensor da modernidade. Tendo em vista a estreita ligação entre o feminismo e o socialismo, as autoridades passaram a investigar o feminismo.

Enquanto a primeira onda de movimentos pelos direitos das mulheres prosseguia a pleno vapor, o satânico comunismo também desenvolveu estratégias para introduzir diversos pensamentos radicais na sociedade, a fim de atacar os conceitos tradicionais de família e casamento, abrindo caminho para o movimento feminista mais radical que se seguiu.

A segunda onda de movimentos feministas começou nos Estados Unidos no final dos anos de 1960, depois se espalhou para a Europa Ocidental e o Norte da Europa, e então se expandiu rapidamente para todo o Ocidente. A sociedade americana passou por um período de turbulência no final dos anos de 1960 com o movimento dos direitos civis, o movimento antiguerra do Vietnã e várias tendências sociais radicais. Aproveitando-se desse conjunto único de circunstâncias, o feminismo emergiu com forma mais radical e também se popularizou.

A pedra angular dessa onda de movimentos feministas foi o livro “The Feminine Mystique” (A mística feminina), de Betty Friedan, publicado em 1963, e a National Organization for Women (NOW, Organização Nacional das Mulheres), fundada pela autora-ativista. Partindo do ponto de vista de uma dona de casa suburbana da classe média, Friedan criticou acerbamente o papel tradicional das mulheres na família e argumentou que a imagem tradicional de uma dona de casa feliz, satisfeita e alegre é um mito forjado por uma sociedade patriarcal. Ela argumentou que as famílias suburbanas da classe média são “um confortável campo de concentração” para as mulheres americanas e que as mulheres cultas modernas devem rejeitar o sentimento de que se realizam por meio do apoio que prestam aos maridos e na educação dos filhos, e buscarem ser valorizadas fora da família. [26]

Algum tempo depois, feministas mais radicais dominaram a Organização Nacional das Mulheres, assimilando e desenvolvendo as ideias de Friedan. Elas argumentavam que as mulheres foram oprimidas pelo patriarcado desde os tempos antigos e que a opressão das mulheres estava basicamente relacionada à família. E, portanto, elas ali estavam para defender a transformação completa do sistema social e da cultura tradicional, e lutar em todos os domínios humanos – da economia, educação, cultura e família – para alcançar a igualdade feminina.

Classificar uma sociedade em opressores e oprimidos para assim promover a luta pela libertação e pela igualdade é exatamente o que o comunismo prega. O marxismo tradicional classifica os grupos de acordo com os seus status econômicos, enquanto os movimentos neofeministas dividem as pessoas com base no gênero.

Betty Friedan não era, como o seu livro “The Feminine Mystique” descreve, uma dona de casa suburbana da classe média entediada com o trabalho doméstico. Daniel Horowitz, um professor do Smith College, escreveu em 1998 uma biografia de Friedan intitulada “Betty Friedan and the Making of ‘The Feminine Mystique’” (Beth Friedan e a elaboração de ‘A mística feminina’). Sua pesquisa revelou que Friedan, sob o nome de solteira Betty Goldstein, foi uma ativista socialista radical desde os seus anos de faculdade até a década de 1950. Em diferentes ocasiões, ela foi uma jornalista profissional ou, mais precisamente, propagandista de vários sindicatos radicais na órbita do Partido Comunista dos Estados Unidos (CPUSA).

David Horowitz, um ex-esquerdista e sem parentesco com Daniel Horowitz, examinou os artigos publicados por Friedan para entender o desenvolvimento dos seus pontos de vista. [27] Ela foi um membro da Young Communist League (Liga dos Jovens Comunistas), quando estudou na universidade de-Berkeley. Friedan inclusive solicitou duas vezes, em momentos diferentes, o seu ingresso no CPUSA. Judith Hennesee, a sua biógrafa autorizada, também indica que ela era marxista. [28]

Kate Weigand, uma intelectual americana, no seu livro “Red Feminism”, afirma que o feminismo de fato não permaneceu quieto nos Estados Unidos desde o início do século 20 até a década de 1960. Durante esse período, um grupo numeroso de escritoras feministas vermelhas, com histórico comunista, preparou o terreno para o movimento feminista subsequente ou da segunda onda. Dentre elas, destacam-se Susan Anthony, Eleanor Flex, Gerda Lerner e Eve Merriam. Em 1946, Anthony aplicou o método analítico marxista para traçar uma analogia entre o branco oprimindo o negro e entre o homem oprimindo a mulher. No entanto, devido ao macarthismo vigente na época, essas escritoras não discorreram sobre a sua ideologia comunista. [29]

Na Europa, a icônica obra da escritora francesa Simone de Beauvoir, “O segundo sexo”, inaugurou a mania da segunda onda do feminismo. De Beauvoir era socialista. Em 1941, ela, juntamente com o filósofo comunista Jean-Paul Sartre e outros escritores, criou a Socialiste et Liberté (Sociedade e Liberdade), uma organização socialista francesa clandestina. Com a sua crescente reputação de feminista nos anos de 1960, Beauvoir declarou que não acreditava mais no socialismo e alegou que era apenas uma feminista.

Ela afirmou que “Ninguém nasce mulher, mas torna-se mulher.” Ela defendeu que, embora o sexo seja determinado por características fisiológicas, o gênero da pessoa é um conceito psicológico autopercebido e formado sob a influência da sociabilidade humana. Ela argumentou que as características de obediência, submissão, afeição e maternidade são todas derivadas do “mito” cuidadosamente projetado pelo patriarcado para a opressão das mulheres, e defendeu que as mulheres rompam com as noções tradicionais e realizem os seus egos irrestritos.

Essa ideia está de fato no cerne dos conceitos nocivos de homossexualidade, bissexualidade, transgenerismo e afins. Desde então, as concepções feministas têm proliferado, todas baseadas numa percepção do mundo através das lentes de mulheres sendo oprimidas por um patriarcado, que se manifesta por meio da instituição da família tradicional, e assim tornando a família em um obstáculo à realização da igualdade feminina. [30]

De Beauvoir sustentou que as mulheres são reprimidas por seus maridos devido ao casamento, e disse que o casamento é repugnante como a prostituição. Ela se recusou a se casar e manteve um “relacionamento aberto” com Sartre. Da mesma forma, Sartre pôde ter encontros sexuais também com outras mulheres. Sua visão sobre o casamento é o padrão entre as feministas radicais contemporâneas. Essas ligações e relações sexuais caóticas são precisamente o sistema de esposas comunais vislumbrado por Charles Fourier, um precursor do comunismo utópico no século 19.

O feminismo predomina em todos os aspectos da sociedade atual. De acordo com uma pesquisa de opinião pública realizada por Harvard em 2016, cerca de 59% das mulheres expressaram o seu apoio a concepções feministas.

Uma importante afirmação do feminismo contemporâneo é que, além das diferenças fisiológicas naturais nos órgãos reprodutivos masculinos e femininos, todas as outras diferenças físicas e psicológicas entre homens e mulheres, inclusive as de comportamento e de personalidade, são construções sociais e culturais. De acordo com essa lógica, homens e mulheres devem ser completamente iguais em todos os aspectos da vida e da sociedade, e todas as manifestações de “desigualdade” entre homens e mulheres são o resultado de uma cultura e uma sociedade que é opressiva e sexista.

Por exemplo, o número de homens que trabalham como executivos em grandes empresas, acadêmicos de alto nível em importantes universidades e altos funcionários do governo supera em muito a proporção de mulheres em cargos semelhantes. Muitas feministas acreditam que isso é causado principalmente pelo sexismo, quando, na verdade, uma comparação justa entre os sexos só pode ser feita quando se consideram vários outros fatores. O sucesso em cargos de alto nível geralmente requer um trabalho intensivo, de longo prazo, que consome muitas horas extras – o sacrifício de finais de semana e noites, reuniões emergenciais repentinas, viagens de negócios frequentes e assim por diante.

Quando as mulheres dão à luz acabam interrompendo as suas carreiras profissionais, pois precisam de um tempo para estar com as suas famílias e filhos, o que as impede de se dedicarem completamente ao trabalho. Além disso, pessoas com aptidão para preencher cargos de alto nível tendem a possuir personalidades fortes, e as mulheres tendem a ser mais gentis e agradáveis. Estas são as principais razões pelas quais há poucas mulheres em posições de alto nível. No entanto, as feministas consideram que a tendência das mulheres de serem gentis e mais voltadas para a família e os filhos é uma característica imposta por uma sociedade sexista. Segundo o feminismo, esses fatores que causam essa diferença devem ser corrigidos por meio da disponibilidade de serviços como creches públicas e outras formas de assistência. [31]

O feminismo contemporâneo não tolera nenhuma explicação a respeito da desigualdade entre homens e mulheres baseada em diferenças fisiológicas e psicológicas naturais entre homens e mulheres. Toda a culpa deve ser atribuída ao condicionamento social e à moralidade tradicional.

Em 2005, Lawrence Summers, presidente da Universidade de Harvard, participou de uma conferência acadêmica cuja finalidade era debater por que as mulheres são menos propensas do que os homens a ensinar nas áreas científicas e de matemática das melhores universidades. Além das 80 horas semanais exigidas por esses cargos e dos horários de trabalho imprevisíveis (um tempo que a maioria das mulheres reservaria para a família), Summers propôs que homens e mulheres podem simplesmente diferir em competência quando se trata de ciências avançadas e matemática. Apesar de basear as suas declarações em estudos relevantes, Summers se tornou alvo de protestos da organização feminista NOW. O grupo acusou-o de sexismo e exigiu a sua remoção. Summers foi duramente criticado pela mídia e forçado a pedir desculpas publicamente por suas declarações. Ele então dedicou 50 milhões de dólares para aumentar a diversidade de gênero na Universidade de Harvard. [32]

Em 1980, a Science Magazine publicou um estudo mostrando que estudantes dos sexos masculino e feminino do ensino médio tinham diferenças significativas na sua capacidade de raciocínio matemático, com os meninos apresentando um desempenho melhor do que as meninas. [33] Um estudo subsequente que comparou os escores de matemática do Scholastic Aptitude Test (SAT) [que é semelhante ao Exame Nacional do Ensino Médio brasileiro] para homens e mulheres constatou que os alunos do sexo masculino submetidos ao teste tinham quatro vezes mais chances de atingir um escore superior a 600 em comparação com as alunas. Essa diferença tornou-se ainda maior, atingindo o limiar de 700 pontos, quando 13 vezes mais participantes do sexo masculino alcançaram essa pontuação do que as participantes do sexo feminino. [34] Claro, naturalmente, as mulheres têm maior pendor que os homens em outros aspectos e áreas.

A mesma equipe de pesquisa realizou outro estudo no ano de 2000 e constatou que tanto os alunos do sexo masculino quanto os do sexo feminino submetidos ao SAT, que demonstraram grande pendor para a matemática devido aos altos escores obtidos por eles nos testes, obtiveram diplomas avançados em ciências e áreas relacionadas à matemática e ficaram satisfeitos com as suas conquistas. Os argumentos de Lawrence Summers foram apoiados por dados científicos.

De acordo com alguns artigos e matérias, o tratamento dado a Summers após a conferência de 2005 espelha as políticas de reeducação usadas pelos regimes comunistas para reprimir os dissidentes. Mesmo que as causas da desigualdade ainda não tivessem sido determinadas, a igualdade de resultados foi reforçada encorajando a “diversidade”, isto é, garantindo um maior número de vagas de professor para mulheres que estudam no campo da matemática e ciência.

É simples ver as ligações entre feminismo e socialismo. Alexis de Tocqueville, um diplomata francês e cientista político do século 19, disse: “Democracia e socialismo não têm nada em comum, exceto uma palavra, igualdade. Mas veja a diferença: enquanto a democracia busca a igualdade na liberdade, o socialismo busca a igualdade na restrição e na servidão.” [35]

Nada disso tem o propósito de dizer que os homens são superiores às mulheres em inteligência ou habilidade, pois os talentos masculinos e femininos se manifestam em diferentes aspectos. As tentativas deliberadas de eliminar as diferenças entre os sexos vão contra o senso comum e impedem homens e mulheres de realizar os seus potenciais.

Ainda que as razões para as disparidades psicológicas e intelectuais entre homens e mulheres possam não ser óbvias, negar as suas diferenças físicas e reprodutivas vai contra os fatos. Na visão tradicional do Oriente e do Ocidente, os homens são figuras protetoras. É normal que os bombeiros sejam na sua maioria homens. No entanto, as feministas, acreditando na igualdade absoluta entre homens e mulheres, exigem que as mulheres assumam funções tradicionalmente masculinas, o que pode gerar resultados inesperados.

Em 2005, o Corpo de Bombeiros de Nova York (NYFD, na sigla em inglês) permitiu que uma mulher se tornasse bombeira sem passar nos testes físicos, que normalmente incluem a realização de tarefas pelo profissional enquanto ele porta tanques de oxigênio e outros equipamentos que pesam 30 quilogramas. Outros bombeiros expressaram preocupação em relação a isso, dizendo que os colegas que não podem satisfazer os padrões inevitavelmente sobrecarregam os demais colegas e colocam em risco a equipe e a população.

O NYFD acabou contratando a mulher para evitar uma ação judicial: grupos feministas vem culpando há tempo os altos padrões físicos do NYFD pela baixa proporção de mulheres que entram na força de combate a incêndios. [36] O Corpo de Bombeiros de Chicago enfrentou desafios semelhantes e foi forçado a baixar o padrão para aumentar o número de mulheres bombeiras.

Na Austrália, os departamentos de bombeiros de muitas cidades implementaram cotas de gênero. Para cada candidato masculino contratado, uma mulher deve ser contratada. Para atender essa exigência, foram estabelecidos padrões físicos muito diferentes para homens e mulheres, apesar de todos eles se candidatarem ao mesmo trabalho perigoso e com elevado nível de estresse.

Essa campanha ilógica de igualdade de resultados não para por aí. As cotas criaram um atrito entre os bombeiros masculinos e femininos, e as mulheres relataram que os seus colegas de trabalho acusaram-nas de serem incompetentes e desqualificadas. Grupos feministas passaram a considerar isso como “assédio moral” (bullying) e “pressão psicológica”. [37] A situação criou mais uma oportunidade de batalha para as feministas em sua cruzada ostensiva pela igualdade.

Mas esse absurdo é um passo deliberado nos planos do espectro comunista: desafiando um suposto patriarcado, isto é, a sociedade tradicional, o feminismo enfraquece a família tradicional da mesma maneira que a luta de classes é usada para minar o sistema capitalista.

Em uma cultura tradicional, é dado como certo que homens devem ser masculinos e mulheres devem ser femininas. Os homens assumem a responsabilidade por suas famílias e comunidades, protegendo mulheres e crianças – a estrutura patriarcal que o feminismo desafia, alegando que isso confere vantagens injustas aos homens enquanto restringe as mulheres. O feminismo não aceita o espírito tradicional do cavalheirismo ou comportamento cavalheiresco. Em um mundo feminista, os homens a bordo do Titanic que naufragava não teriam sacrificado os seus lugares nos botes salva-vidas para que passageiras do sexo feminino fossem salvas.

A cruzada do feminismo contra o patriarcado também penetrou no setor da educação. Em 1975, uma decisão da corte da Pensilvânia num processo contra a Federação Interuniversitária de Atletismo da Pensilvânia ordenou que as escolas incluam estudantes do sexo masculino e feminino em todas as atividades físicas, incluindo a luta greco-romana (wrestling) e o futebol americano. As meninas não foram permitidas se abster de participar dessas atividades alegando apenas o seu gênero. [38]

No seu livro de 2013, “The War Against Boys: How Misguided Feminism Is Harming Our Young Men” (A guerra contra os meninos: como o desorientado feminismo está prejudicando os nossos jovens), a acadêmica americana Christina Hoff Sommers argumentou que a masculinidade está sendo atacada. [39] Ela apresentou o exemplo da Aviation High School no bairro do Queens, em Nova York, que aceita alunos principalmente de famílias de baixa renda. A escola elevou enormemente os padrões de desempenho acadêmico desses alunos e foi classificada como uma das melhores escolas de ensino médio dos Estados Unidos pela organização de mídia U.S. News & World Report.

A escola ensina os seus alunos por meio de projetos práticos, como a construção de aeronaves, manutenção elétrica e mecânica e, previsivelmente, os alunos são predominantemente do sexo masculino. As meninas, ainda que em percentual menor, também apresentam um desempenho notável e têm o respeito dos seus colegas e instrutores.

No entanto, a Aviation High School enfrentou crescentes críticas e ameaças de processos de organizações feministas exigindo que mais estudantes do sexo feminino fossem admitidas. Falando na Casa Branca em 2010, o fundador do Centro Nacional do Direito da Mulher escolheu como alvo a Aviation High School, rotulando a instituição como um caso de “isolamento de gênero” e disse: “Não descansaremos sobre os nossos louros até termos igualdade absoluta, e nós ainda não chegamos lá.”

Para as feministas, ensinar os meninos a desenvolver traços masculinos de independência e coragem, e encorajar as meninas a serem gentis, atenciosas e voltadas para a família, nada mais é que opressão e desigualdade sexista.

O feminismo moderno está compelindo a sociedade rumo a um futuro livre do gênero, atacando características psicológicas femininas e masculinas que caracterizam os respectivos sexos. Isso tem implicações particularmente graves para as crianças e os jovens que estão nos seus anos de formação pessoal, e entre os quais se espera cada vez mais que se tornem homossexuais, bissexuais ou transgêneros, segundo essa visão.

Isso já está em curso em alguns países europeus, onde mais e mais crianças relatam sentir que nasceram no corpo errado. Em 2009, o Serviço de Desenvolvimento da Identidade de Gênero (GIDS, na sigla em inglês), com base na organização Tavistock and Portman NHS Foundation Trust em Londres, recebeu 97 referências para a transição sexual. Em 2017, o GIDS recebeu mais de 2500 dessas referências anualmente. [40]

A sociedade tradicional considera o parto e a educação dos filhos como um dever sagrado das mulheres, ordenado por Deus ou pelo Céu. No Oriente e no Ocidente, a história mostra que por trás de todo grande herói há uma grande mãe. O feminismo rotula e descarta essa tradição como opressão patriarcal e sustenta que esperar que as mulheres sejam responsáveis por criar os seus filhos é um exemplo-chave dessa opressão.

A literatura feminista contemporânea está repleta de denúncias de que a maternidade e a vida conjugal são monótonas, maçantes e insatisfatórias. O viés dessa visão obscura é percebido quando se considera a vida pessoal de feministas conhecidas. Quase todas elas tiveram os seus relacionamentos rompidos ou os seus casamentos fracassados, ou não têm filhos.

O feminismo abriu as portas para todo o tipo de noção ridícula. Há quem insista que os aspectos pessoais são políticos e encaram os eventuais conflitos domésticos como guerras de gênero. Algumas consideram os homens parasitas que escravizam a mente e o corpo das mulheres. Outras descrevem as crianças como um obstáculo para as mulheres que procuram atingir o seu potencial pleno e afirmam que as raízes da opressão estão na estrutura familiar.

O feminismo moderno proclama abertamente que o seu objetivo é destruir a família tradicional. Declarações típicas incluem as seguintes: “A pré-condição para a libertação das mulheres é o fim do sistema de casamento.” [41] “A escolha de servir, ser protegida e ser uma criadora de família é uma escolha que não deveria existir.” [42] “Não podemos acabar com as desigualdades entre homens e mulheres enquanto não destruirmos o casamento.” [43]

Os movimentos feministas resolveram supostos problemas sociais promovendo a degeneração moral e destruindo as relações humanas em nome da “libertação”. Segundo Sylvia Ann Hewlett, uma economista americana e especialista em gênero, o feminismo moderno é o principal fator que contribui para um grande número de lares de mães solteiras, enquanto o divórcio fornece um meio muito conveniente para os homens abandonarem as suas responsabilidades. Ironicamente, o ataque do feminismo à estrutura familiar existente acaba destruindo o refúgio que garante a felicidade e a segurança da maioria das mulheres.

A facilidade em obter o divórcio não emancipou as mulheres. Estudos mostram que 27% das mulheres divorciadas vivem abaixo da linha da pobreza, uma porcentagem três vezes maior do que a dos homens divorciados. [44] O espectro do comunismo não se importa com os direitos das mulheres. O feminismo é meramente uma das suas ferramentas para destruir as famílias e corromper a humanidade.

c. Pervertendo a estrutura familiar por meio da homossexualidade

O movimento lésbico, gay, bissexual e transgênero (LGBT) tem sido intimamente associado ao comunismo desde que os primeiros comunistas utopistas começaram a divulgar e a promover a homossexualidade como um direito humano. Como o movimento comunista alega emancipar as pessoas da escravidão da moralidade tradicional, naturalmente, a sua ideologia luta pelos supostos direitos LGBT como parte do seu programa de “liberação sexual”. Muitos defensores da liberação sexual que apoiam firmemente a homossexualidade são comunistas ou pessoas que compartilham os seus pontos de vista.

O primeiro grande movimento LGBT do mundo foi iniciado por figuras importantes do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) durante a década de 1890. Liderado por Magnus Hirschfeld, esse grupo promoveu a homossexualidade como sendo “natural” e “moral”. Em 1897, o Comitê Científico-Humanitário, conhecido na Alemanha como Wissenschaftlich-humanitäres Komitee (WhK), foi fundado por Hirschfeld para defender as causas LGBT e iniciou a sua primeira campanha pública naquele ano.

Em 1895, quando o escritor britânico Oscar Wilde foi investigado por seu relacionamento sexual com outro homem, o SPD foi o único grupo que se levantou em defesa da causa LGBT. O líder do SPD, Eduard Bernstein, propôs um projeto de lei para revogar a lei que proibia a sodomia.

Um dos exemplos mais radicais de liberação sexual ocorreu após a Revolução de Outubro dos bolcheviques na Rússia. As políticas sexuais dos sovietes, que foram discutidas anteriormente neste capítulo, aboliram as proibições legais às relações homossexuais, tornando assim a União Soviética o país mais liberal do mundo segundo os padrões esquerdistas.

Em 1997, o Congresso Nacional Africano (CNA) da África do Sul aprovou a primeira constituição mundial que reconhecia a homossexualidade como um direito humano. O CNA, um membro da Internacional Socialista (outrora um ramo da extinta Segunda Internacional), tem apoiado invariavelmente a homossexualidade.

Inspirado pelo WhK de Hirschfeld, em 1924, Henry Gerber fundou a Sociedade pelos Direitos Humanos (SHR), a primeira organização americana dos direitos LGBT. A SHR teve vida curta, pois vários dos seus membros foram presos logo após o seu estabelecimento. Em 1950, o comunista americano Harry Hay fundou a Mattachine Society em sua residência em Los Angeles. A organização foi o primeiro grupo LGBT influente nos Estados Unidos. O grupo se expandiu para outras áreas e divulgou as suas próprias publicações.

Em 1957, a zoóloga Evelyn Hooker afirmou, com base em sua pesquisa, que não há diferença psicológica entre os homens homossexuais e os heterossexuais. O seu trabalho foi usado como uma “evidência científica” para justificar a homossexualidade. Hooker tinha ligações com um membro da Sociedade Mattachine, que a persuadiu a apoiar a homossexualidade. O seu estudo foi criticado por ter escolhido todos os sujeitos analisados entre os membros da Mattachine Society. [45]

Nos anos 1960, em sintonia com a onda da liberalização sexual e o movimento hippie, a causa homossexual tornou-se pública. Em 1971, a Organização Nacional de Mulheres (NOW), uma importante organização feminista dos EUA, declarou o seu apoio aos direitos homossexuais.

Em 1974, a Associação Americana de Psiquiatria (APA) citou a pesquisa de Evelyn Hooker como uma evidência para tirar a homossexualidade da lista de transtornos mentais. Porém, durante a votação, isso foi contestado por 39% dos membros da APA. Em outras palavras, a pesquisa estava longe de ser unanimidade.

Hooker e seus pesquisadores de acompanhamento escolheram os chamados resultados dos testes de ajuste como uma medida para o status psicológico dos homossexuais. Simplificando, nesses testes, basta uma pessoa se adaptar à sociedade, manter a autoestima e bons relacionamentos interpessoais, e não ter bloqueios psicológicos na sua vida social, para ela ser considerada uma pessoa psicologicamente normal.

Em 2015, o Dr. Robert L. Kinney III publicou um artigo na revista médica Lincore sobre as falhas no padrão Hooker usado para determinar a presença ou a ausência de transtorno psicológico.

Por exemplo, há um tipo de doença mental chamada xenomelia, que produz nos seus portadores um forte desejo de amputar os seus próprios membros saudáveis e funcionais. Da mesma forma que alguns homossexuais estão convencidos de que nasceram com os órgãos sexuais errados, os pacientes com xenomelia acreditam firmemente que uma ou mais partes do seu corpo não pertencem a eles. Esse tipo de paciente é plenamente capaz de se adaptar à sociedade, manter a autoestima e bons relacionamentos interpessoais, e não tem bloqueios psicológicos na sua vida social. No entanto, o paciente sente satisfação quando o seu membro opressivo é amputado e relata que isso melhora a sua vida. [46]

O artigo de Kinney citou outras doenças psicológicas. Por exemplo, pessoas com determinado tipo de distúrbio psicológico gostam de comer plástico. Outro tipo de distúrbio leva a pessoa a ter um forte desejo de machucar fisicamente a si mesmo, e assim por diante. Essas pessoas têm geralmente um bom “ajuste” social, o que é evidenciado pelo fato de terem obtido diplomas universitários. Todas essas condições são, no entanto, anormalidades psicológicas, reconhecidas pela comunidade científica. [47]

Muitos estudos confirmam que os homossexuais têm chances significativamente mais altas de contrair AIDS, cometer suicídio e abusar de drogas do que a população em geral, [48] mesmo em países como a Dinamarca, onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado e desestigmatizados. [49] A prevalência de AIDS e sífilis entre os homossexuais é entre 38 e 109 vezes maior do que a da população normal. [50] Antes dos avanços no tratamento da AIDS feitos na década de 1990, a expectativa de vida média dos homossexuais era de oito a vinte anos a menos do que a da média da população. [51] Esses fatos não sugerem que a homossexualidade seja saudável.

À medida que o movimento LGBT cresce, o rótulo “politicamente correto” de “homofobia” é usado para atacar os que se opõem à homossexualidade, e os especialistas que apresentam constatações de que a homossexualidade é um distúrbio psicológico são marginalizados. Um número considerável de homossexuais obteve formação em psicologia e psiquiatria e eles se tornaram “especialistas” em “estudos queer”.

A evidência supostamente científica, amplamente citada para apoiar a homossexualidade como comportamento “normal”, é o “Relatório da Força-Tarefa sobre Respostas Terapêuticas Apropriadas à Orientação Sexual”, escrito por uma equipe de trabalho nomeado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA), em 2009. Kinney observou que dos sete membros da equipe de trabalho, seis, incluindo o presidente, eram homossexuais ou bissexuais. O estudo não pode ser considerado cientificamente neutro.

Joseph Nicolosi, falecido cofundador e presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Terapia da Homossexualidade (NARTH), revelou que, na época, os especialistas mais qualificados se inscreveram no grupo de trabalho, mas como pertenciam à escola acadêmica que apoiava o uso do tratamento para corrigir a homossexualidade, nenhum deles foi aceito. [52] Nicholas Cummings, um ex-presidente da APA, revelou publicamente que a política supera a ciência na Associação, cujo controle foi assumido pelos defensores dos direitos dos homossexuais. [53]

Hoje, o padrão de ajustamento apoiado pelos “experts” em estudos queer e proponentes do movimento homossexual é amplamente utilizado pela APA para avaliar também outras anormalidades psicológico-sexuais, como a pedofilia. De acordo com a APA, um pedófilo é definido como um adulto que se sente intensamente excitado ou tem fantasias sexuais ao ver uma criança, independentemente de esses impulsos serem ou não exercitados. Mas, desde que ele seja capaz de demonstrar “adaptação”, a orientação sexual do pedófilo deve ser considerada “normal”. Somente quando os pedófilos sentem vergonha, conflito interno ou outro tipo de pressão psicológica debilitante, a sua condição é considerada um distúrbio.

Esse padrão de diagnóstico é contrário aos valores humanos normais: segundo a APA, uma pessoa que sente vergonha e culpa por ter impulsos inaceitáveis é mentalmente doente, mas alguém que se sente à vontade com esses impulsos é supostamente saudável. O casamento homossexual foi legalizado seguindo essa lógica, e a aceitação da pedofilia não deve demorar a acontecer.

David Thorstad, um trotskista e membro do Partido Comunista Americano, fundou a North American Man/Boy Love Association (NAMBLA, Associação Norte-Americana do Amor entre Homens e Garotos). Outra figura importante do movimento LGBT americano e promotor da pedofilia é Allen Ginsberg, um comunista e admirador de Fidel Castro. Além da NAMBLA, outra organização de pedofilia que merece destaque é o Círculo da Sensualidade Infantil, fundado na Califórnia em 1971 por discípulos do comunista alemão e pioneiro da liberação sexual Wilhelm Reich.

A caixa de Pandora já foi aberta. De acordo com o padrão de ajustamento da psicologia atual, várias liberdades sexuais pervertidas defendidas pelo socialista utópico Charles Fourier, como o incesto, o casamento grupal e a bestialidade, também poderão ser logo considerados estados psicológicos normais. A união divina entre esposo e esposa foi distorcida e agora inclui casais do mesmo sexo. Famílias incestuosas e o “casamento” entre humanos e animais logo poderão ser legalizados. O diabo está reduzindo o homem a uma besta, sem padrões ou moral, para que este seja eventualmente destruído.

O movimento LGBT, a liberação sexual e o feminismo abalaram a estrutura familiar e a moralidade humana. Trata-se de uma traição ao casamento tradicional planejado por Deus para a humanidade.

Respeitar os homossexuais como outros seres humanos é uma demostração de compreensão e de bondade, no entanto, o diabo manipula e se aproveita até da bondade humana para desviar e destruir as pessoas, quando as pessoas se esquecem de que os deuses criaram o homem e a mulher à imagem deles e estabeleceram padrões para os humanos. Quando o homem não é um mais homem e a mulher não é mais uma mulher, quando eles abandonam o padrão moral estabelecido por Deus ou se aliam ao diabo em prol dos seus desejos, então, não há como escapar do abismo da danação.

Podemos dizer por consideração “respeitamos a sua escolha” àqueles que se desviaram e vacilam na beira do abismo, mas isso só serve para colocá-los ainda mais perto do perigo. Ser realmente bom é dizer aos que estão equivocados para distinguirem entre o certo e o errado, é levá-los de volta para um caminho realmente bom para eles e, assim, ajudá-los a evitar caminhar para a perdição, mesmo que isso gere ressentimento e incompreensão.

d. Promovendo o divórcio e o aborto

Antes de 1969, as leis estaduais de divórcio nos Estados Unidos eram baseadas em valores religiosos tradicionais. Para que um pedido de divórcio fosse aceito, era necessário ter por base uma culpa legítima de um ou de ambos os cônjuges. A religião ocidental ensina que o casamento foi estabelecido por Deus. Uma família estável é benéfica para os cônjuges, os filhos e toda a sociedade. Por essa razão, a igreja e as leis estaduais nos EUA enfatizaram a importância de preservar o casamento, exceto em caso de circunstâncias extenuantes. Mas nos anos 60, a ideologia da Escola de Frankfurt teve grande penetração na sociedade. O casamento tradicional foi atacado, e o maior dano foi causado pelo liberalismo e o feminismo.

O liberalismo rejeita a natureza divina do casamento reduzindo-o a um contrato social entre duas pessoas, enquanto o feminismo vê a família tradicional como um instrumento patriarcal da repressão da mulher. O divórcio foi promovido como a libertação das mulheres da “opressão” de um casamento infeliz, ou como o seu caminho para uma vida mais emocionante de aventuras. Essa mentalidade levou à legalização do divórcio sem culpa, permitindo que qualquer um dos cônjuges dissolva a união conjugal por qualquer motivo.

A taxa de divórcios nos EUA cresceu rapidamente na década de 1970. Pela primeira vez na história do país, um número maior de casamentos chegava ao fim não pela morte, mas por desentendimentos. De todos os casais recém-casados na década de 1970, quase a metade se divorciaria.

O divórcio tem efeitos profundos e duradouros nas crianças. Michael Reagan, filho adotivo do ex-presidente Ronald Reagan, descreveu a separação dos seus pais: “O divórcio é quando dois adultos tomam tudo o que importa para uma criança – o lar, a família, a segurança e a sensação de ser amado e protegido – estragam tudo, deixam tudo em ruínas e, depois, a criança precisa limpar a bagunça.” [54]

Promover o “direito ao aborto” é outro dos métodos usados pelo diabo para destruir as pessoas. Inicialmente, a discussão sobre o aborto legalizado foi restrita a circunstâncias específicas, como estupro, incesto ou em caso de risco à saúde da mãe.

Para os defensores da liberação sexual, o sexo não deve limitar-se ao casamento, mas a gravidez indesejada representa um obstáculo natural a esse tipo de estilo de vida. Como os meios contraceptivos podem falhar, os defensores do sexo irrestrito assumiram a causa da legalização do direito de aborto. Na Conferência Internacional das Nações Unidas sobre População e Desenvolvimento, em 1994, no Cairo, foi abertamente estipulado que “os direitos reprodutivos” são um direito humano natural, incluindo o direito a uma “vida sexual satisfatória e segura”, que inclui a disponibilidade do aborto. [55]

Ao mesmo tempo, as feministas criaram o lema “meu corpo, meus direitos” para argumentar que as mulheres têm o direito de dar ou matar os seus bebês em gestação. O debate cresceu, e foi permitido o aborto em outras circunstâncias especiais, dando às mulheres o poder de pôr fim unilateralmente à vida humana.

Ao seduzir as pessoas para que cedam aos seus desejos, o diabo usa o feminismo e a liberdade sexual para promover o massacre de crianças que ainda não nasceram. Não só isso leva as pessoas a cometerem crimes monstruosos, mas também as leva a abandonarem a compreensão tradicional de que a vida é sagrada.

e. Usando o sistema de seguridade social para estimular famílias monoparentais

Em 1965, apenas 5% das crianças nasceram de mães solteiras nos Estados Unidos. [56] Naquela época, era dado como certo que as crianças cresciam conhecendo os seus pais biológicos.

Na década de 2010, no entanto, as mães solteiras representaram 40% dos nascimentos. [57] De 1965 a 2012, o número de famílias monoparentais nos EUA disparou de 3,3 milhões para 13 milhões. [58] Embora alguns pais tenham permanecido no lar, por meio da coabitação ou de casamento posterior, a maioria das crianças nascidas dessas mães solteiras cresceu sem os seus pais.

Os pais servem como modelos para os seus filhos, ensinando-os a serem homens, e mostrando às suas filhas como as mulheres devem ser respeitadas e amadas devidamente.

As crianças sofrem muito com a ausência do pai. Pesquisas mostram que crianças que cresceram sem conhecer os seus pais sofrem de baixa autoestima. Aproximadamente 71% delas faltam às aulas e abandonam a escola. Muitas usam drogas, participam de gangues e cometem crimes: 85% dos jovens presos e 90% dos vadios foram criados em lares sem pai. Experiência sexual precoce, gravidez na adolescência e promiscuidade são comuns. As pessoas que cresceram sem os seus pais são 40 vezes mais propensas a cometer crimes sexuais em comparação com o resto da população. [59]

O Instituto Brookings ofereceu três conselhos-chave para os jovens que querem fugir da pobreza: concluir o ensino médio, obter um emprego em período integral e esperar até os 21 anos para se casar e ter filhos. Estatisticamente falando, só 2% dos americanos que satisfazem essas condições vivem na pobreza e 75% são considerados de classe média. [60] Em outras palavras, concluir a educação, obter emprego, casar em idade adequada e ter filhos dentro do casamento é a maneira mais confiável de se tornar um adulto responsável e viver uma vida saudável e produtiva.

A maioria das mães solteiras depende da assistência do governo. Um relatório publicado pela Heritage Foundation utilizou dados estatísticos detalhados para mostrar que a política de bem-estar social tão fortemente defendida pelas feministas na verdade incentiva o surgimento de famílias monoparentais, chegando ao ponto de penalizar os casais, pois se casar reduziria os seus benefícios. [61] O governo efetivamente substituiu o pai pela política de seguridade social.

As políticas de seguridade social não ajudaram as famílias que vivem na pobreza. Em vez disso, elas simplesmente apoiaram o número crescente de famílias monoparentais. Como os filhos gerados por essas famílias estão propensos à pobreza, o resultado é um círculo vicioso de dependência crescente da ajuda estatal. É exatamente isso que o espectro do comunismo visa a alcançar: controlar todos os aspectos da vida do indivíduo por meio de altos impostos e governos onipresentes.

f. Promovendo uma cultura degenerada

O Wall Street Journal publicou uma matéria na qual afirma que o Census Bureau dos EUA constatou que, no ano de 2000, 55% das pessoas com idade entre 25 e 34 anos eram casadas e 34% nunca haviam se casado. Em 2015, esses números já haviam mudado, sendo 40% e 53%, respectivamente. Os jovens nos Estados Unidos estão evitando o casamento porque, de acordo com a cultura atual, o sexo e o casamento são completamente separados. Por que eles precisariam se casar? [62]

Nesse ambiente degenerado, as pessoas tendem a buscar relações casuais, sem amarras. O sexo não tem nada a ver com afeto, para não mencionar compromisso e responsabilidade. Ainda mais assustadora é a profusão de miríades de orientações sexuais. As opções de perfil de usuário do Facebook fornecem 60 tipos diferentes de orientações sexuais. Se os jovens nem sequer sabem se são homens ou mulheres, como irão encarar o casamento? O espectro do mal usou a lei e a sociedade para reformular completamente esses conceitos dados por Deus.

A homossexualidade e alguns outros comportamentos sexuais degenerados foram inicialmente caracterizados como “sodomia” em inglês. A sodomia é uma referência bíblica à cidade de Sodoma, que foi destruída pela ira de Deus por causa da degeneração sexual dos seus habitantes. A palavra “sodomia” serve como um aviso para a humanidade de que consequências desastrosas ocorrerão se as pessoas se desviarem dos princípios divinos. O movimento pelos direitos dos homossexuais trabalhou muito para se apropriar do termo “gay”, uma palavra com um significado originalmente positivo, e levar as pessoas a pecarem ainda mais.

“Adultério” costumava ser um termo negativo que se refere a hábitos sexuais imorais. Hoje, foi diluído em “relações sexuais extraconjugais” ou “coabitação”. No romance “The Scarlet Letter” (A letra escarlate), da autoria de Nathaniel Hawthorne, a personagem Hester Prynne comete adultério e luta para se reabilitar por meio do arrependimento. Porém, na sociedade de hoje, o arrependimento não é necessário: os adúlteros podem manter a cabeça erguida, orgulhosos. A castidade costumava ser uma virtude nas culturas oriental e ocidental. Hoje em dia é uma piada anacrônica.

Julgar a homossexualidade e a moralidade sexual é proibido na ditadura do politicamente correto. A única posição aceitável é respeitar a “livre escolha” dos outros. Isso vale não apenas na vida cotidiana mas também no meio acadêmico, no qual a moralidade é divorciada da realidade prática. O que antes era degenerado passou a ser normal. Aqueles que se entregam a seus desejos não sentem pressão ou culpa. O plano do diabo para a condenação da humanidade está bem encaminhado.

Indivíduos de países ocidentais com menos de 50 anos de idade mal conseguem se lembrar da cultura que existia na sociedade. Naquela época, quase todas as crianças cresciam com a presença dos seus pais biológicos. “Gay” significava “feliz”. Os vestidos de noiva brancos representavam a castidade. O conteúdo pornográfico era banido da TV e do rádio. Porém, isso foi desfeito em apenas 60 anos, ao longo dos quais o diabo eliminou completamente o modo de vida tradicional.

6. Como o Partido Comunista Chinês destrói as famílias

a. Destruindo as famílias em nome da igualdade

O slogan de Mao Tsé-tung, “As mulheres sustentam metade do céu”, chegou ao Ocidente como uma expressão moderna adotada pelas feministas. A ideologia de que homens e mulheres são iguais, promovida pelo regime do Partido Comunista Chinês, não é essencialmente diferente do feminismo ocidental. No Ocidente, a “discriminação de gênero” é usada como uma arma para impor o “politicamente correto”. Na China, embora seja diferente na prática, o uso do rótulo “chauvinismo masculino” produz um efeito destrutivo semelhante.

A igualdade de gênero defendida pelo feminismo ocidental exige a igualdade de resultados entre homens e mulheres, por meio de medidas como cotas de gênero, compensação financeira e padrões menos rigorosos. De acordo com o slogan do Partido Comunista Chinês de que as mulheres sustentam metade do céu, espera-se que elas demonstrem a mesma habilidade ao realizar o mesmo trabalho feito por seus colegas homens. Aquelas que tentaram realizar tarefas para as quais dificilmente eram qualificadas foram louvadas como heroínas e agraciadas com títulos como, por exemplo, “Titular da Insígnia Vermelha do 8 de Março”.

Cartazes de propaganda dos anos 60 ou 70, tipicamente, retratavam as mulheres como fisicamente robustas e poderosas, enquanto Mao Tsé-tung estimulava entusiasticamente as mulheres a transformar o seu amor pela maquiagem em uniformes militares. Mineração, madeireiras, siderúrgicas, lutas no campo de batalha, elas podiam realizar todo o tipo de trabalho ou assumir qualquer papel.

Em um artigo publicado em 1º de outubro de 1966, o Diário do Povo publicou uma matéria intitulada “As meninas também podem matar porcos”. Tratava-se de uma jovem de 18 anos que se tornou uma celebridade local trabalhando como aprendiz em um matadouro. Ao estudar o pensamento de Mao Tsé-tung, ela criou coragem para abater porcos. Ela disse: “Se você não consegue matar um porco, como será capaz de matar o inimigo?” [63]

Embora as mulheres chinesas estivessem “sustentando metade do céu”, as feministas no Ocidente ainda achavam que havia desigualdade de gênero na China em muitas áreas. O Comitê Permanente do Politburo, por exemplo, nunca teve um membro feminino por temer que isso encorajaria um movimento social por mais direitos políticos, como a democracia, o que representaria uma ameaça ao regime totalitário do Partido Comunista Chinês.

O Partido também se absteve de apoiar publicamente a homossexualidade, preferindo manter uma posição neutra sobre o assunto. Porém, percebendo a homossexualidade como uma ferramenta muito conveniente para a destruição da humanidade, o Partido encorajou a expansão da homossexualidade na China usando a influência da mídia e da cultura popular. A Sociedade Chinesa de Psiquiatria deixou de listar a homossexualidade como um distúrbio psicológico a partir de 2001. A mídia também silenciosamente substituiu a palavra “gay” por “camarada”, um termo mais “positivo”. Em 2009, o Partido Comunista Chinês aprovou o primeiro evento LGBT, a semana do Orgulho de Xangai.

As abordagens podem variar de lugar para lugar, mas o diabo tem sempre o mesmo objetivo: abolir o ideal tradicional de uma boa esposa e mãe amorosa, forçar as mulheres a abandonarem o seu caráter gentil e destruir a harmonia entre homem e mulher necessária para constituir uma família equilibrada e criar filhos bem ajustados.

b. Usando a luta política para promover a discórdia entre maridos e esposas

Os valores tradicionais chineses são baseados na moralidade da família. O diabo sabe que o modo mais eficaz de minar os valores tradicionais é sabotar as relações humanas. Nas contínuas campanhas políticas iniciadas pelo Partido Comunista Chinês, as pessoas delatavam membros da própria família às autoridades na insana competição por um status político melhor. Essa traição das pessoas próximas era uma demonstração de uma postura mais firme e leal em favor do Partido.

Em dezembro de 1966, o secretário de Mao, Hu Qiaomu, foi arrastado para o Instituto de Ferro e Aço de Pequim, onde a sua própria filha subiu ao palco e gritou: “Esmague a cabeça do cachorro Hu Qiaomu!” Embora não tenha sido ela quem esmagou a cabeça do pai, outros o fizeram. Nessa época, havia uma família “capitalista” no subdistrito de Dongsi, em Pequim. Os guardas vermelhos espancaram o casal idoso quase até a morte e depois forçaram o filho do casal, ainda em idade escolar, a bater neles também. Ele usou halteres para esmagar a cabeça do pai e acabou enlouquecendo mais tarde devido a isso. [64]

Muitas vezes, indivíduos condenados pelo Partido Comunista Chinês como “inimigos de classe” acabaram tendo que deixar as suas famílias de modo a poupá-las da implicação. Até mesmo “inimigos de classe” que cometeram suicídio romperam previamente os seus laços familiares para que o PCC não os perseguisse depois do suicídio.

Por exemplo, quando o intelectual e literato Ye Yiqun foi perseguido e levado ao suicídio durante a Revolução Cultural, sua carta de despedida dizia: “Seguindo adiante, a única coisa que é exigida de vocês é ouvir resolutamente as palavras do Partido, permanecer fiel à posição do Partido, reconhecer gradualmente os meus pecados, demonstrar ódio contra mim e, de maneira inabalável, romper nossos laços familiares.” [65]

A perseguição contra a prática espiritual do Falun Gong, que continua desde 1999, é a maior campanha política lançada pelo Partido Comunista Chinês na era moderna. Uma estratégia comum que as autoridades usam contra os praticantes do Falun Gong é coagir os seus familiares a ajudarem na perseguição. O PCC faz assédio administrativo, impõe penalidades financeiras e outras formas de intimidação aos membros da família para que eles usem quaisquer meios para pressionar o praticante a desistir da sua fé. O PCC culpa as próprias vítimas da perseguição, os praticantes do Falun Gong, dizendo-lhes que as suas famílias estão sendo implicadas porque eles se recusam a fazer concessões.

Muitos praticantes do Falun Gong se divorciaram dos seus cônjuges ou renegaram os seus entes queridos devido a esta forma de perseguição. Dado o grande número de pessoas que pratica o Falun Gong, várias famílias foram destruídas pela campanha do Partido Comunista Chinês.

c. Usando o aborto provocado para o controle populacional

Assim que as feministas ocidentais obtiveram sucesso na batalha pela legalização do aborto, as novas políticas de planejamento familiar do Partido Comunista Chinês impuseram o aborto às mulheres chinesas. A matança em massa de nascituros produziu um desastre humanitário e social de proporções incalculáveis.

O Partido Comunista Chinês baseia-se no materialismo marxista e entende que o parto é uma forma de ação produtiva não diferente da siderurgia ou da agricultura. Portanto, a filosofia do planejamento econômico deve ser estendida à família. Mao Tsé-tung disse: “A humanidade deve exercitar o autocontrole e implementar o crescimento planejado. Às vezes, ela pode crescer um pouco e, outras vezes, parar.” [66]

Na década de 1980, o regime chinês começou a implementar a política do filho único, por meio de medidas extremas e brutais, como foi visto em slogans difundidos em todo o país: “Se uma pessoa violar a lei, todo o vilarejo será esterilizado.” “Dê à luz o primeiro filho, faça a laqueadura das trompas após o segundo, aborte o terceiro e o quarto filhos!” (Uma variação deste slogan era simplesmente “Matar, matar, matar o terceiro e quarto filhos.”) “Nós preferimos derramar uma enxurrada de sangue do que ter muitos nascimentos.” “Dez novas sepulturas são melhores do que uma nova vida.” Esses slogans sanguinários são onipresentes em toda a China.

A Comissão de Planejamento Familiar emprega vários meios, como pesadas multas, saques, demolição, agressão, detenção e outras punições, para lidar com as violações da política do filho único. Em alguns lugares, oficiais do planejamento familiar chegaram a afogar bebês, jogando-os em campos de arroz. Mulheres em gestação avançada não foram poupadas. Mesmo em casos em que o parto aconteceria em poucos dias, elas foram forçadas a abortar.

De acordo com estatísticas incompletas publicadas no Anuário de Saúde da China, ocorreram pelo menos 270 milhões de abortos no país entre 1971 e 2012. Ou seja, mais de um quarto de bilhão de crianças que nasceriam foram mortas pelo Partido Comunista Chinês durante esse período.

Uma das consequências graves da política do filho único é o número desproporcional de bebês femininos abortados ou abandonados, o que causou um grave desequilíbrio na proporção de gêneros entre os chineses com menos de 30 anos. Devido à falta de meninas, estima-se que, em 2020, haverá cerca de 40 milhões de jovens que não poderão se casar com uma mulher em idade fértil.

O desequilíbrio sexual criado pela China comunista está provocando sérios problemas sociais, como o aumento do abuso sexual e da prostituição, dos casamentos negociados, do tráfico de mulheres e de coisas do gênero.

7. As consequências do ataque do comunismo à família

Marx e outros comunistas defenderam a abolição da família apontando e exagerando a existência de fenômenos como o adultério, a prostituição e os filhos ilegítimos, embora os próprios comunistas também fossem culpados disso.

A degeneração gradual da moralidade durante a era vitoriana corroeu a instituição sagrada do casamento e afastou as pessoas dos ensinamentos divinos. Os comunistas exortaram as mulheres a violarem os seus juramentos matrimoniais em prol da sua suposta felicidade pessoal. Contudo, o resultado foi o oposto, foi como beber água do mar para matar a sede.

A “solução” do espectro comunista para a opressão e a desigualdade não foi apenas arrastar os padrões da moralidade humana para as profundezas do inferno. Isso tornou um comportamento universalmente condenado como abjeto e imperdoável em uma nova norma. Na “igualdade” do comunismo, o destino inevitável de todos é a destruição.

O espectro comunista criou a crença enganosa de que o pecado não é causado pela degeneração da moralidade, mas pela opressão social. Com isso, as pessoas voltaram as costas para a tradição e se afastaram de Deus. O espectro do comunismo defendeu o feminismo, a homossexualidade, a liberação sexual e comportamentos semelhantes, usando a bela retórica da liberdade e da liberação. As mulheres foram despojadas da sua dignidade, os homens, da sua responsabilidade, e a santidade da família foi pisoteada, tornando as crianças de hoje em joguetes do diabo.

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Referências bibliográficas:

[1] W. Bradford Wilcox, “The Evolution of Divorce”, National Affairs, No. 35, primavera de 2018, https://www.nationalaffairs.com/publications/detail/the-evolution-of-divorce

[2] Confira as tabelas 1–17. “Number and Percent of Births to Unmarried Women, by Race and Hispanic Origin: United States, 1940–2000”, CDC, https://www.cdc.gov/nchs/data/statab/t001x17.pdf

[3] “Beyond Same-Sex Marriage: A New Strategic Vision for All Our Families and Relationships”, Studies in Gender and Sexuality, 9:2, 1º de julho de 2006, pp. 161–171, https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/15240650801935198

[4] Victoria Cavaliere, “Rhode Island School District Bans Father-Daughter, Mother-Son Events”, Daily News, 18 de setembro de 2012, http://www.nydailynews.com/news/national/rhode-island-school-district-bans-father-daughter-mother-son-events-article-1.1162289#nt=byline

[5] Gênesis 2:23, http://biblehub.com/genesis/2-23.htm

[6] Frederick Engels, “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”, Capítulo 2 (4.) (1884), in Marx/Engels Selected Works, Vol. 3 [acessado em 17 de junho de 2018], https://www.marxists.org/archive/marx/works/1884/origin-family/ch02d.htm, https://www.marxists.org/portugues/marx/1884/origem/cap02.htm

[7] “Robert Owen, Critique of Individualism (1825–1826)”, Indiana University, n.d. [acessado em 17 de junho de 2018], https://web.archive.org/web/20171126034814/http://www.indiana.edu:80/~kdhist/H105-documents-web/week11/Owen1826.html

[8] Frederick Engels, “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”, Capítulo 2 (4.) (1884), in Marx/Engels Selected Works, Vol. 3 [acessado em 17 de junho de 2018], https://www.marxists.org/archive/marx/works/1884/origin-family/ch02d.htm, https://www.marxists.org/portugues/marx/1884/origem/cap02.htm

[9] Engels, Ibid.

[10] Essa tradução é do russo: Alexander Melnichenko, “Великая октябрьская сексуальная революция” [A grande revolução sexual de outubro], Russian Folk Line, 20 de agosto de 2017, http://ruskline.ru/opp/2017/avgust/21/velikaya_oktyabrskaya_seksualnaya_revolyuciya/. Essa e outras fontes se baseiam no trabalho da ex-menchevique Aleksandra Kollontai.

[11] Ibid.

[12] Ibid.

[13] Ibid.

[14] Ibid.

[15] Natalya Korotkaya [Наталья Короткая], “Эрос революции: “Комсомолка, не будь мещанкой – помоги мужчине снять напряжение!” [Eros da revolução – Komsomol: Não seja um burguês, ajude um home a aliviar o estresse!], https://lady.tut.by/news/sex/319720.html?crnd=68249

[16] Paul Kengor, Takedown: From Communists to Progressives, How the Left Has Sabotaged Family and Marriage (WND Books, 2015), p. 54, https://archive.org/details/Takedown-FromCommunistsToProgressivesHowTheLeftHasSabotagedFamily

[17] Confira: Melnichenko (2017).

[18] Xia Hou, “O gene promíscuo do comunismo: liberação sexual”, The Epoch Times (chinês), 9 de abril de 2017, http://www.epochtimes.com/gb/17/4/9/n9018949.htm; The Weekly Review, Vols. 4-5 (National Weekly Corporation, 1921), p. 232, https://goo.gl/QY1gBc; sobre o incidente do comandante Karaseev do Exército Vermelho se socializando com dez jovens, confira Olga Greig (Ольга Грейгъ), Capítulo 7, in “A revolução dos sexos” ou “A missão secreta de Clara Zetkin” (Революция полов, или Тайная миссия Клары Цеткин), https://rutlib5.com/book/21336/p/8

[19] Clara Zetkin, “Lenin on the Women’s Question”, My Memorandum Book (transcrito de Writings of V.I. Lenin), International Publishers, https://www.marxists.org/archive/zetkin/1920/lenin/zetkin1.htm

[20] Huang Wenzhi, “‘What Happened after Nora Left’: Women’s Liberation, Freedom of Marriage, and Class Revolution: A Historical Survey of the Hubei-Henan-Anhui Soviet Districts (1922–1932)”, Open Times, No. 4, 2013. Chinês: 黃文治: 〈 “娜拉走後怎樣”:婦女解放、婚姻自由及階級革命 – 以鄂豫皖蘇區為中心的歷史考察 (1922–1932) 〉《開放時代》, 2013年第4期.

[21] Huang Wenzhi (2013), Ibid.

[22] Yang Ning, “Why Did the Eighth Route Army Purchase Medicines for Sexual Transmitted Diseases?” The Epoch Times (chinês), http://www.epochtimes.com/gb/18/1/18/n10069025.htm

[23] Judith A. Reisman, Ph.D. & Edward W. Eichel, Kinsey, Sex and Fraud: The Indoctrination of a People (Lafayette, Louisiana: Lochinvar-Huntington House, 1990); “Dr. Judith A. Reisman and her colleagues demolish the foundations of the two (Kinsey) reports;” “Really, Dr. Kinsey?” The Lancet, Vol. 337, 2 de março de 1991, p. 547, http://www.drjudithreisman.com/archives/Kinsey_Sex_and_Fraud.pdf

[24] Lawrence B. Finer, “Trends in Premarital Sex in the United States, 1954–2003”, Public Health Reports 122(1), 2007, pp. 73–78.

[25] Nicholas H. Wolfinger, “Counterintuitive Trends in the Link Between Premarital Sex and Marital Stability”, Institute for Family Studies, 6 de junho de 2016, https://ifstudies.org/blog/counterintuitive-trends-in-the-link-between-premarital-sex-and-marital-stability

[26] Betty Friedan, The Feminine Mystique (New York: W.W. Norton & Company, 1963), https://archive.org/details/TheFeminineMystique

[27] David Horowitz, “Betty Friedan’s Secret Communist Past”, Salon Magazine, 18 de janeiro de 1999, http://www.writing.upenn.edu/~afilreis/50s/friedan-per-horowitz.html

[28] Joanne Boucher, “Betty Friedan and the Radical Past of Liberal Feminism”, New Politics, Vol. 9, No. 3, verão de 2003, http://nova.wpunj.edu/newpolitics/issue35/boucher35.htm

[29] Kate Weigand, Red Feminism: American Communism and the Making of Women’s Liberation (Baltimore, Maryland: Johns Hopkins University Press, 2002).

[30] Simone de Beauvoir, The Second Sex, trans. Constance Borde & Sheila Malovany-Chevallier (New York: Vintage Books, 2011), https://uberty.org/wp-content/uploads/2015/09/1949_simone-de-beauvoir-the-second-sex.pdf

[31] “Jordan Peterson Debate on the Gender Pay Gap, Campus Protests and Postmodernism”, Channel 4 News, 16 de janeiro de 2018, http://y2u.be/aMcjxSThD54

[32] Alan Findermay, “Harvard Will Spend $50 Million to Make Faculty More Diverse”, The New York Times, 17 de maio de 2005, https://www.nytimes.com/2005/05/17/education/harvard-will-spend-50-million-to-make-faculty-more-diverse.html

[33] C.P. Benbow & J.C. Stanley, “Sex Differences in Mathematical Ability: Fact or Artifact?” Science, 210, 1980, pp. 1262–1264, http://beck2.med.harvard.edu/week6/Benbow%20and%20Stanley.pdf

[34] Camilla Persson Benbow, “Sex Differences in Mathematical Reasoning Ability in Intellectually Talented Preadolescents: Their Nature, Effects, and Possible Causes”, Behavioral and Brain Sciences 11(2), 1988, pp. 169–233, https://www.gwern.net/docs/iq/smpy/1988-benbow.pdf

[35] Friedrich Hayek, The Road to Serfdom (Chicago: University of Chicago Press, 1994), https://mises.org/library/road-serfdom-0

[36] Susan Edelman, “Woman to Become NY Firefighter Despite Failing Crucial Fitness Test”, New York Post, 3 de maio de 2015, https://nypost.com/2015/05/03/woman-to-become-ny-firefighter-despite-failing-crucial-fitness-test/

[37] Una Butorac, “These Female Firefighters Don’t Want a Gender Quota System”, The Special Broadcasting Service, 24 de maio de 2017, https://www.sbs.com.au/news/the-feed/these-female-firefighters-don-t-want-a-gender-quota-system

[38] Commonwealth Pennsylvania by Israel Packel v. Pennsylvania Interscholastic Athletic Association, 19 de março de 1975.

[39] Christina Hoff Sommers, The War Against Boys: How Misguided Feminism Is Harming Our Young Men (New York: Simon & Schuster, 2013).

[40] Simon Osbone, “Angry Parents Blame New NHS Guidelines for Rise in Children Seeking Sex Changes”, The Daily and Sunday Express, 30 de setembro de 2017, https://www.express.co.uk/news/uk/873072/Teenage-gender-realignment-schoolchildren-sex-change-nhs-tavistock-clinic-camhs

[41] Declaration of Feminism. Distribuído originalmente em junho de 1971 por Nancy Lehmann e Helen Sullinger, Post Office Box 7064, Powderhorn Station, Minneapolis, Minnesota 55407, novembro de 1971.

[42] Vivian Gornick, citada em The Daily Illini, 25 de abril de 1981.

[43] Robin Morgan, Sisterhood Is Powerful: An Anthology of Writings From the Women’s Liberation Movement (New York: Vintage, 1970), p. 537.

[44] Darlena Cunha, “The Divorce Gap”, The Atlantic, 28 de abril de 2016, https://www.theatlantic.com/business/archive/2016/04/the-divorce-gap/480333/

[45] Hilary White, “The Mother of the Homosexual Movement – Evelyn Hooker, Ph.D.”, The Life Site News, 16 de julho de 2007, https://www.lifesitenews.com/news/the-mother-of-the-homosexual-movement-evelyn-hooker-phd

[46] Robert L. Kinney, III, “Homosexuality and Scientific Evidence: On Suspect Anecdotes, Antiquated Data, and Broad Generalizations”, Linacre Quarterly 82(4), 2015, pp. 364–390.

[47] Ibid.

[48] P. Cameron, W.L. Playfair & S. Wellum, “The Longevity of Homosexuals: Before and After the AIDS Epidemic”, Omega 29, 1994, pp. 249–272.

[49] P. Cameron, K. Cameron & W.L. Playfair, “Does Homosexual Activity Shorten Life?” Psychological Reports 83 (3 Pt 1), 1998, pp. 847–866.

[50] David W. Purcell, Christopher H. Johnson, Amy Lansky, Joseph Prejean, Renee Stein, Paul Denning, Zaneta Gau, Hillard Weinstock, John Su & Nicole Crepaz, “Estimating the Population Size of Men Who Have Sex with Men in the United States to Obtain HIV and Syphilis Rates”, The Open AIDS Journal 6, 2012, pp. 98–107.

[51] R.S. Hogg, S.A. Strathdee, K.J.P. Craib, M.V. O’Shaughnessy, J.S.G. Montaner & M.T. Schechter, “Modelling the Impact of HIV Disease on Mortality in Gay Men”, International Journal of Epidemiology 26(3), 1997, pp. 657–661.

[52] Joseph Nicolosi, “Who Were the APA ‘Task Force’ Members?” https://www.josephnicolosi.com/collection/2015/6/11/who-were-the-apa-task-force-members

[53] Matthew Hoffman, “Former President of APA Says Organization Controlled by ‘Gay Rights’ Movement”, The Life Site News, 4 de junho de 2012, https://www.lifesitenews.com/news/former-president-of-apa-says-organization-controlled-by-gay-rights-movement

[54] Phyllis Schlafly, Who Killed The American Family? (Nashville, Tenn.: WND Books, 2014).

[55] “Programme of Action of the International Conference on Population and Development”, International Conference on Population and Development (ICPD) in Cairo, Egito, 5–13 de setembro de 1994.

[56] The Vice Chairman’s Staff of the Joint Economic Committee at the Request of Senator Mike Lee, “Love, Marriage, and the Baby Carriage: The Rise in Unwed Childbearing”, https://www.lee.senate.gov/public/_cache/files/3a6e738b-305b-4553-b03b-3c71382f102c/love-marriage-and-the-baby-carriage.pdf

[57] Ibid.

[58] Robert Rector, “How Welfare Undermines Marriage and What to Do About It”, The Heritage Foundation, 17 de novembro de 2014, https://www.heritage.org/welfare/report/how-welfare-undermines-marriage-and-what-do-about-it

[59] Schlafly, Who Killed The American Family?

[60] Ron Haskins, “Three Simple Rules Poor Teens Should Follow to Join the Middle Class”, Brookings, 13 de março de 2013, https://www.brookings.edu/opinions/three-simple-rules-poor-teens-should-follow-to-join-the-middle-class/

[61] Rector, “How Welfare Undermines Marriage and What to Do About It.”

[62] Mark Regnerus, “Cheap Sex and the Decline of Marriage”, The Wall Street Journal, 29 de setembro de 2017, https://www.wsj.com/articles/cheap-sex-and-the-decline-of-marriage-1506690454

[63] Yang Meiling, “Girls Can Slaughter Pigs Too”, People’s Daily, 1º de outubro de 1966.

[64] Yu Luowen, My Family: My Brother Yu Luoke (World Chinese Publishing, 2016).

[65] Ye Zhou, “The Last Decade of Ye Yiqun”, Wenhui Monthly, No. 12, 1989.

[66] Pang Xianzhi & Jin Chongji, Biography of Mao Zedong, 1949–1976 (Beijing: Central Party Literature Press, 2003).

 
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