Publicado em - Atualizado em 19/02/2015 às 13:41

Como na China, ISIS realiza extração forçada de órgãos de prisioneiros

O massacre dos yazidis é apenas mais uma dentre várias violações a direitos humanos que vem sendo perpetradas pelo ISIS ao longo dos últimos meses (Reprodução)

O massacre dos yazidis é apenas mais uma dentre várias violações a direitos humanos que vem sendo perpetradas pelo ISIS ao longo dos últimos meses (Reprodução)

Um diplomata iraquiano de alto escalão disse à ONU na terça-feira (17) que o Estado islâmico (ISIS) está realizando uma colheita forçada de órgãos de suas vítimas para ajudar no financiamento das operações da organização terrorista. O ISIS está copiando o tenebroso esquema utilizado pelo Partido Comunista Chinês.

O ISIS vem chocando o mundo com os terríveis métodos de execução de seus prisioneiros, como: decapitações, crucificações, e queimando pessoas vivas. Neste contexto, não seria surpreendente se estivessem também envolvidos com a prática de Extração Forçada de Órgãos de pessoas vivas. Não está claro como os procedimentos são realizados e qual o destino dos órgãos.

O diplomata iraquiano, Mohamed Alhakim, fez as alegações sobre a Extração Forçada de Órgãos em uma reunião durante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, da qual a China, a Rússia e os Estados Unidos são membros permanentes. Ele afirma que corpos encontrados em valas comuns tiveram partes retiradas através de incisões cirúrgicas e, segundo Alhakim, estão sendo vendidos para financiar o ISIS.

Na China, as alegações da Extração Forçada de Órgãos vieram à tona pela primeira vez em 2006, onde investigações comprovaram que os órgãos são vendidos em hospitais estatais para estrangeiros e chineses ricos, por mais de cem mil ou até duzentos mil dólares. As vítimas são prisioneiros de consciência como cristãos, tibetanos, uigures, ativistas de direitos humanos e principalmente praticantes de Falun Gong, uma prática de cultivo da mente e do corpo que tem sido perseguida na China desde julho de 1999.

A China tem estado sob o holofote mundial devido aos casos relacionados ao turismo de transplantes, com os órgãos obtidos a partir do sistema de campos de trabalho em meio a um mar de abusos de direitos humanos e crimes contra a humanidade.

Ethan Gutmann, analista de China e investigador de direitos humanos, autor do livro ‘O Massacre: Assassinatos em Massa, Extração Forçada de Órgãos, e a Solução Secreta da China para o seu problema de Dissidentes’ (em inglês: The Slaughter), estima que mais de 65 mil praticantes do Falun Gong, e entre 2 mil a 4 mil uigures e cristãos domésticos foram vítimas da Extração Forçada de Órgãos.

Em um relatório da mídia al-Monitor, Alhakim disse que o ISIS está colhendo e transportando os órgãos em um hospital de Mosul, no Iraque, área controlada pelo Estado Islâmico desde 2014. Os órgãos são então contrabandeados para a Síria, Iraque, Arábia Saudita e Turquia, afirma o relatório. Em seguida, os órgãos são vendidos no mercado negro de todo o mundo, acrescenta a Agência Internacional de Notícias Assyrian.

“Vender órgãos humanos para o lucro é um assunto trágico. Na China, milhares de pessoas são mortas todos os anos para fornecer órgãos a esta lucrativa indústria. Ambos, hospitais militares e civis, fazem o trabalho sujo, sob a aprovação do regime chinês”, escreveu David Kilgour, ex-membro do Parlamento canadense e investigador de direitos humanos, ao Epoch Times.

Ao descrever o processo de colheita de órgãos em hospitais chineses, Kilgour acrescenta que “os presos são baleados como se fossem executados, mas não morrem. Em estado de choque profundo, eles podem ser operados sem o uso de anestésico, enquanto os órgãos são removidos.”

“A parte mais assustadora é que os presos ainda estão vivos quando seus corpos são cortados, e os gritos foram relatados durante as cirurgias”, escreveu ele.

Depois disso, os órgãos são imediatamente levados para um hospital e transplantados nos pacientes que estão à espera.

A China admitiu retirar órgãos de prisioneiros, alegando que o número permeia cerca de 2 mil por ano. No entanto, o número anual de transplantes de órgãos excede 10 mil por ano, segundo investigações.

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