Cofres públicos pagaram 92,8% dos estádios da Copa, construídos pelas empreiteiras do Petrolão

As empreiteiras que estão na cadeia pela roubalheira na Petrobras são as mesmas que construíram os estádios da Copa 2014, bem como as obras de infraestrutura, e são as mesmas que estão construindo os Jogos Olímpicos de 2016. Tudo turbinado por financiamento fácil do BNDES, a ser quitado sabe-se lá quando, porque naquele banco público tudo é sigiloso, nem o TCU consegue saber as condições. E a Oposição não tem coragem de mostrar esta estreita ligação, porque também recebe doações desta laia.

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Hoje (7) a Folha publica uma matéria informando que os números oficiais do governo federal mostram que a iniciativa privada arcou apenas com 7,2% do custo dos estádios construídos e reformados para a Copa de 2014. O projeto propalado pelo Governo Federal era de que 100% das obras viriam de PPPs.

Segundo o jornal, ao todo, foram gastos R$ 8,384 bilhões em estádios. A maior parte desse investimento saiu dos cofres de prefeituras, governos estaduais e do Distrito Federal. Somando as 12 arenas, o poder público bancou 47% (R$ 3,956 bilhões) do total gasto em obras nos locais que receberam jogos do Mundial no ano passado.

O restante dos recursos veio de financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Uma linha de crédito, criada especialmente para a Copa, garantiu R$ 3,816 bilhões, ou 46% do valor total gasto na construção dos estádios que foram usados no Mundial. A iniciativa privada gastou R$ 611,6 milhões.

O Governo Federal diz que os empréstimos serão pagos, tirando o seu corpo fora. Mas o modelo montado empurrou para estados e municípios os custos de obras no entorno, que hoje penam para pagar as suas despesas de custeio.

Um exemplo da catástrofe da Copa em termos financeiros é Brasília. O estádio Mané Garrincha foi superfaturado em R$ 400 milhões pelo governo petista de Agnelo Queiroz, segundo o TCE. O povo não aceitou e derrotou o petista que buscava reeleição. Ao final do seu mandato corrupto, Agnelo deixou R$ 60 mil em caixa e não há dinheiro para merenda de crianças nas escolas e para pagar a internet de postos de saúde. Nem Carnaval de rua a capital federal terá por falta de dinheiro.

Ainda há tempo de impedir boa parte da roubalheira dos Jogos Olímpicos 2016. Ou o evento vai repetir a mesma roubalheira do Pan do Rio de 2007 que, oito anos depois, vê as principais obras virando sucata sem que as contas jamais tenham sido fechadas.

 
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