Cinco membros de organização de tráfico sexual mexicana são condenados

Donald Trump disse que drogas, vítimas de tráfico humano, criminosos e membros de gangues continuam atravessando a fronteira para o solo americano

Por Bowen Xiao

Cinco membros da famosa organização criminosa internacional conhecida como Organização do Tráfico Rendon-Reyes, foram sentenciados à prisão na semana passada – suas sentenças variavam de 15 a 25 anos.

Os homens, todos do México, com alguns residentes ilegais nos Estados Unidos, foram declarados culpados de extorsão, tráfico sexual e outras acusações federais, de acordo com o Departamento de Justiça (DOJ). Eles foram apreendidos no México e nos Estados Unidos.

A organização, com sede em Tenancingo, no estado de Tlaxcala, no México, contrabandeava garotas para os Estados Unidos, onde eram forçadas a se prostituir. A organização ganhava milhares de dólares com a prostituição das mulheres e então levava o dinheiro de volta para o México.

O presidente Donald Trump disse a repórteres em 6 de janeiro que drogas, vítimas de tráfico humano, criminosos e membros de gangues continuam atravessando a fronteira para o solo americano. Ele não recuou de sua demanda por US$ 5,6 bilhões em fundos para que a construção do muro fronteiriço seja incluída no próximo orçamento.

“Essas sentenças são o mais recente capítulo do compromisso de longo prazo deste Escritório para erradicar o tráfico de pessoas e todas as formas de escravidão moderna”, disse o procurador Richard Donoghue. “Os crimes cometidos pelos membros da Organização de Tráfico Rendon-Reyes foram brutais e chocantes, e espero que as sentenças deem às vítimas, neste caso, algum senso de justiça”.

Os réus incluem Jovan Rendon-Reyes, 32 anos, condenado a 20 anos de prisão; Saul Rendon-Reyes, 41 anos, a 15 anos de prisão; Felix Rojas, 48, a 25 anos de prisão; Odilon Martinez-Rojas, 47, a mais de 24 anos de prisão; e Severiano Martinez-Rojas, 53, a mais de 24 anos de prisão.

Entre dezembro de 2004 e novembro de 2015, membros da organização, incluindo os réus, forçaram jovens mulheres e meninas, algumas com apenas 14 anos, a se envolver em “incontáveis atos sexuais comerciais” nos Estados Unidos e no México, segundo documentos apresentados na corte. Três outros réus devem ser sentenciados em 15 de janeiro.

A organização visava mulheres e meninas vulneráveis de áreas pobres do México e da América Central. Os membros da organização atraíam as vítimas com relacionamentos românticos falsos e promessas de amor e casamento. Às vezes eles sequestravam as vítimas e, em um caso, uma criança foi vítima da quadrilha.

As meninas eram forçadas à se prostituírem com métodos que incluíam espancamentos severos e repetidos, agressões sexuais, abortos forçados, ameaças às vítimas, às suas famílias e a seus filhos, além de danos psicológicos. As vítimas eram obrigadas a realizar até 45 atos sexuais por noite.

 
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