Cientistas inventaram capacete que combate a depressão

Cientistas israelenses desenvolveram um capacete terapêutico com efeitos bastante positivos no combate à depressão e ao vício do fumo. O capacete emite ondas magnéticas de alta frequência que alcançam regiões profundas do cérebro, as quais anteriormente só podiam ser alcançadas por meio de intervenções cirúrgicas ou choques elétricos.

Por intermédio da estimulação magnética, eles obtiveram resultados positivos tanto em casos de pacientes que sofrem de depressão profunda como em pessoas que já haviam tentado parar de fumar por outros meios e não conseguiam.

O capacete e o equipamento que o controla.
O capacete e o equipamento que o controla. (Internet)

De acordo com os inventores, o tratamento, que funciona segundo o princípio denominado Estimulação Transcraniana Magnética Profunda, tem efeitos bastante positivos em problemas como Parkinson, mal de Alzheimer, distúrbio bipolar, distúrbio obsessivo-compulsivo, dependência de drogas e autismo.

Mais de três mil pessoas já se submeteram ao tratamento e, recentemente, a FDA – agência reguladora de medicamentos dos EUA – outorgou certificado aprovando esse sistema no combate à depressão.

“No começo do tratamento, alguns pacientes se queixaram de leves dores de cabeça, mas com o tempo as dores desaparecem”, disse um dos inventores.

O psiquiatra Hilik Lewkovitz, do Hospital Psiquiátrico Shalvata, lugar onde o sistema já é empregado, disse que “a quantidade de pacientes que reagiram positivamente ao tratamento é bastante significativa”. Também disse que a tecnologia é revolucionária, porque “de modo não invasivo e com pouquíssimos efeitos colaterais, produz resultados positivos no tratamento de diversos distúrbios psiquiátricos”.

Estudos no Hospital Beer Yakov, em Israel, mostraram que 33% pacientes tratados com o sistema apresentaram remissão total da depressão e que 38% mostraram melhora significativa. Estudos realizados em 115 fumantes mostraram que 45% deles deixaram de fumar depois do tratamento e que 80% dos fumantes que não deixaram de fumar reduziram pela metade a quantidade de cigarros fumados diariamente.

O tratamento não apresenta riscos e, em alguns casos, até melhora a capacidade cognitiva do paciente.

 
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