Chineses temem profecia maia de 2012

Um dos quatro manuscritos maias que ainda existem no mundo que sugere que a civilização moderna terminará em 21 de dezembro, na Biblioteca Estatal Saxã em 8 de novembro de 2012 em Dresden, Alemanha (Joern Haufe/Getty Images)

Após o encerramento do 18º Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês (PCC), grande parte da população se mostrou decepcionada com as baixas perspectivas de mudança estrutural no regime do país, fomentando diversas manifestações sociais ao redor do país. Além disso, a China enfrenta um momento difícil na economia, com altos índices de queda nas principais bolsas de valores e grande fuga de capitais. Ademais, a questão tibetana e a reivindicação pela emancipação dos direitos humanos têm criado um clima de instabilidade na sociedade chinesa.

Recentemente, outra questão tem trazido insegurança à população chinesa: a profecia maia do “fim do mundo”, que ocorreria em 21 de dezembro deste ano. Opiniões a respeito dessa profecia têm suscitado discussões acaloradas e reações extremas. Devido a produções cinematográficas e declarações de grupos religiosos, o mundo inteiro foi, em alguma medida, afetado pelo medo e pela insegurança. Enquanto grupos radicais esperam pelo “juízo final”, outros buscam inúmeras explicações para tentar provar que a profecia não passa de boato. O governo chinês e a imprensa estatal ignoram o assunto e permanecem silenciosos, porém, na China, a discussão sobre a veracidade da profecia maia também é intensa.

Mesmo com mais de 60 de regime comunista, que prega uma ideologia ateísta que nega a existência de qualquer evento “sobrenatural”, uma significativa parcela da população chinesa manifesta preocupação e temor quanto à eventual catástrofe. Na capital de Pequim, o tema têm sido recorrente em mensagens de celular e fóruns de discussão online, sendo que muitos habitantes já preparam provisões de emergência para se precaver do evento. A demanda por biscoitos, água mineral e boias salva-vidas cresceram significativamente nos últimos meses.

Um engenheiro naval da província de Xinjiang, de sobrenome Lu, chegou a investir quase 2 milhões de yuanes para construir, por conta própria, uma “arca de Noé” para se prevenir de possíveis dilúvios. O senhor Lu, que trabalha no projeto há quase dois anos, acredita que é um risco grande demais ignorar a possibilidade de uma catástrofe e que o dinheiro estaria perdido de qualquer forma se a profecia fosse verdadeira; porém, mesmo que o mundo não acabe em dezembro, sua arca poderia servir de transporte para turistas e civis locais, pois há poucas pontes na redondeza e mesmo as existentes estão muito desgastadas.

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