Chineses apelam que premiê não visite sua cidade

O premiê chinês Li Keqiang na abertura do 18º Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês em 8 de novembro de 2012 (Lintao Zhang/Getty Images)

Os novos líderes chineses têm tentado retratar uma imagem positiva ao visitarem o povo em diferentes cidades e aldeias pelo país, mas um grupo de cidadãos se pronunciou claramente: Não há necessidade de nos visitar, obrigado.

No final do ano passado, o novo primeiro-ministro chinês Li Keqiang visitou a cidade de Enshi, na província de Hubei, para “obter informações sobre as necessidades dos moradores e ouvir seus problemas”, segundo a propaganda oficial.

No entanto, para evitar qualquer descontentamento ao encontrarem Li Keqiang ou pessoas implorando por sua ajuda durante sua inspeção, oficiais da segurança pública de Enshi cercaram e detiveram várias pessoas.

Então, esses peticionários agora estão pedindo que Li Keqiang não volte – ou eles serão detidos novamente.

Mais de 20 deles viajaram de trem até a Estação Sul de Pequim em 4 de fevereiro, segurando faixas dizendo que “perderam a liberdade” por causa do Tribunal Intermediário de Enshi durante a visita de Li Keqiang e sofreram injustiças do “tribunal mais tenebroso do mundo”.

No dia seguinte, eles também fizeram um protesto na Praça da Paz Celestial (Tiananmen) e foram presos pelas forças de segurança.

Embora o Partido Comunista Chinês (PCC) tenha regularmente prometido governar o país de acordo com a lei, “tudo é em vão se não há proteção institucional”, segundo o professor aposentado Sun Wenguang da Universidade de Shandong.

Ele disse que tais declarações dos líderes do PCC são feitas simplesmente para acalmar o público, mas não têm impacto real.

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