China pode estar “pressionando negativamente” a Coreia do Norte, dizem EUA

Regime comunista acusou os EUA de fazer "exigências ao estilo mafioso" unilateralmente e que a postura de Washington era "lamentável"

Por Ivan Pentchoukov, Epoch Times

O presidente Donald Trump sugeriu ontem (9) que Pequim pode ter reagido às tarifas impostas por Washington sobre bens chineses pressionando a Coreia do Norte a soltar notícias em tom amargo sobre as conversações realizadas com um alto diplomata norte-americano.

Em 7 de julho, Pyongyang publicou uma longa declaração após a visita de dois dias do secretário de Estado Mike Pompeo. O regime comunista acusou os Estados Unidos de fazer “exigências ao estilo mafioso” unilateralmente e que a postura de Washington era “lamentável”. Apesar do sentimento negativo, Pyongyang expressou estar disposta a cumprir o acordo assinado por Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un.

Pompeo ignorou os comentários negativos durante uma coletiva de imprensa em Tóquio em 8 de julho e novamente no Afeganistão em 9 de julho dizendo que ambos os lados fizeram progressos durante as negociações. Trump lembrou a Kim do acordo assinado no mês passado em Singapura.

“Eu confio que Kim Jong-un respeitará o contrato que firmamos e, ainda mais importante, o nosso aperto de mão. Concordamos com a desnuclearização da Coreia do Norte”, Trump escreveu no Twitter. “A China, por outro lado, pode estar exercendo uma pressão negativa sobre o acordo por causa de nossa posição a respeito do comércio chinês, mas eu espero que não!”.

A China é o principal parceiro comercial da Coreia do Norte. Na semana passada, Washington impôs tarifas de USD 34 bilhões sobre bens chineses. Pequim respondeu com uma represália de impostos sobre produtos norte-americanos.

Um dia antes da mensagem do Trump, o senador Lindsey Graham (republicano da Carolina do Sul) disse que acredita que a China está por trás da mudança de tom da Coreia do Norte.

“Tem um dedo da China metido nisso. Estamos lutando com a China”, disse Graham para a Fox News Sunday.

“Se eu fosse o presidente Trump, não permitiria que a China use a Coreia do Norte para me fazer voltar atrás na disputa comercial. Temos mais balas no cartucho do que eles no que se refere a comércio”, acrescentou Graham.

Os Estados Unidos dependem da China para impor sanções à Coreia do Norte. A maioria dos produtos entram na Coreia do Norte através da fronteira chinesa. Trump agradeceu anteriormente ao líder chinês Xi Jinping por reforçar o controle das fronteiras, mas sugeriu recentemente que a China relaxou esse controle.

 
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