China exige que alunos revelem suas crenças religiosas

Sistema educacional chinês ensina a ideia comunista do materialismo

Por Brehnno Galgane, Terça Livre

Autoridades do Partido Comunista da China (PCC) estão exigindo que os alunos revelem suas crenças religiosas. A informação foi divulgada na última quinta-feira (11) por Yan Tao, o pai de uma das crianças, que recentemente se mudou para os Estados Unidos.

Expressando preocupação de que possa estar ocorrendo outra onda de perseguição religiosa na China, Tao disse que recentemente recebeu uma mensagem em um grupo de bate-papo com os pais dos alunos, na plataforma de mídia social chinesa WeChat.

A mensagem enviada pelo diretor da escola dizia que, “de acordo com o comunicado da comissão municipal do Partido e da secretaria municipal de educação, as escolas são solicitadas imediatamente a realizar estatísticas sobre a situação de fé dos alunos”. 

O diretor e professor da escola enfatizou repetidamente que os alunos com crenças religiosas devem contatar o professor imediatamente.

Tao lembrou que o sistema educacional chinês ensina a ideia comunista do materialismo. Disse também que os professores doutrinam os alunos dizendo que “as pessoas que acreditam na religião perdem a liberdade, porque todas as religiões são ‘superstições’ e enganam as pessoas ignorantes.”

“Na verdade, eles são formados pelo Partido Comunista. Na verdade, ao contrário, em países com liberdade religiosa, as pessoas cuidam mais umas das outras, o comportamento social é mais ordeiro, mais livre”, acrescentou Tao.

Desde que assumiu o poder em 1949, o PCC lançou campanhas de doutrinação política para solidificar seu governo. O regime autoritário está “preparando” a juventude da China, desde o jardim de infância, sobre como monitorar e fazer “lavagem cerebral” em parentes com as “idéias e pensamentos certos” enraizados no ateísmo.

Algo semelhante tentou ser implementado no Brasil através do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para o ensino fundamental I, durante o governo do Partido dos Trabalhadores (PT), buscando dar um possível primeiro passo ao ateísmo ideológico, inserindo, por exemplo, conteúdos ligados à igualdade de gênero, orientação sexual, homofobia e transfobia.

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