China construiu centro de inteligência em área disputada do Mar do Sul da China

Por Annie Wu, Epoch Times

O regime chinês completou a construção de um centro de inteligência e comunicação nas disputadas Ilhas Spratly, localizadas no Mar do Sul da China, de acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), um grupo de pesquisa (think tank) baseado nos EUA.

A organização publicou um relatório em 16 de fevereiro analisando fotografias aéreas reveladas pelo jornal filipino Daily Inquirer e imagens de satélite próprias do CSIS. E concluiu que uma grande rede de comunicações ou sensores, maior do que todas as outras bases que a China construiu na área, foi completada no Recife Fiery Cross, “sugerindo que a Fiery Cross poderia servir como um centro de inteligência/comunicação de sinais para as forças chinesas na área”, de acordo com o relatório.

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Nos últimos anos, a China construiu vários recifes e ilhas artificiais no arquipélago conhecido como Ilhas Spratly, apesar de outros países asiáticos, como o Vietnã, Filipinas, Taiwan e Malásia, também fazerem reivindicações territoriais na área. A Fiery Cross é a menor das três ilhas principais que o regime chinês comissionou para construção.

O relatório do CSIS confirmou que as ilhas artificiais da China servem como bases aéreas e navais. A Fiery Cross possui uma pista de três mil metros, espaço de hangar para mais de 20 aeronaves de combate, um campo de postes verticais que o CSIS suspeita servirem como uma matriz de radar de alta frequência, e fortificações de defesa guarnecidas com grandes armas.

Uma embarcação de pesquisa (esq.) e um barco filipino (dir. no fundo) ancorado perto das Ilhas Thitu no Mar do Sul da China em 21 de abril de 2017 (Ted Aljibe/AFP/Getty Images)
Uma embarcação de pesquisa (esq.) e um barco filipino (dir. no fundo) ancorado perto das Ilhas Thitu no Mar do Sul da China em 21 de abril de 2017 (Ted Aljibe/AFP/Getty Images)

O Recife Subi, que o relatório observa ser uma grande preocupação para as Filipinas, devido à seu proximidade com as Ilhas Thitu administradas pelo país, está fortificado de forma semelhante, juntamente com um guindaste de transporte, túneis de armazenamento subterrâneo (“provável para munição e outros materiais”, de acordo com o relatório) e estruturas com telhados retráteis, que o CSIS acredita serem abrigos para lançadores de mísseis móveis.

As desabitadas Ilhas Spratly atraíram o interesse do regime chinês devido à sua localização estratégica ao longo de rotas marítimas importantes e à proximidade potencial de recursos naturais.

 
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