China adverte para ‘disputa armada na Internet’

Militares dos EUA começarão a reagir a ataques no ciberespaço por meio de nova estratégia divulgada pelo Pentágono. As diretrizes, que permitem que as forças armadas dos EUA façam retaliações contra hackers usando armas cibernéticas, têm levado preocupação ao regime chinês.

O porta-voz do Ministério de Defesa do regime chinês, Geng Yansheng, disse que a nova estratégia de defesa americana irá “acelerar um corrida armamentista na Internet”.

“Estamos pensativos e preocupados com isso”, disse Geng, de acordo com notícia da Reuters em 30 de abril.

Embora a estratégia do Pentágono não seja  orientada especificamente para a China, o regime chinês é particularmente ativo no lançamento de ciberataques a empresas e a agências de governo norte-americanas.

O roubo de tecnologia e segredos industriais dos EUA, principalmente por parte do regime chinês, custa à economia dos EUA cerca de US$ 5 trilhões por ano, se considera um período médio de 10 anos em investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Casey Fleming, CEO da BlackOps Partners Corporation, que faz contra-espionagem e proteção de segredos comerciais para empresas Fortune 500, detalhou o impacto em entrevista anterior dada ao Epoch Times.

Ciberataques ligados ao roubo econômico foram rastreados e levaram a várias organizações do Departamento de Estado-Maior da China. Cinco hackers militares chineses desse Departamento foram indiciados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em 19 de maio de 2014.

Geng tentou fazer um paralelo entre a ciberespionagem do regime chinês com aquela feita por meio dos programas de espionagem geridos pela Agência de Segurança Nacional do EUA (NSA).

Autoridades norte-americanas afirmam que os programas da NSA são apenas para espionagem, enquanto os programas do regime chinês são tanto para espionagem como para roubo econômico.

A nova ciberestratégia do Pentágono foi anunciada pelo Secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, no Stanford Hoover Institution em 23 de abril.

Carter disse à revista Wired que os “adversários devem saber que a nossa preferência por dissuasão e nossa postura defensiva não diminuem a nossa determinação de usar opções cibernéticas, se necessárias”.

“E quando agirmos – defensivamente ou de outra forma”, “convencionalmente ou no ciberespaço –, agimos sob regras de engajamento que estão em conformidade com o direito nacional e internacional”.

A lógica por trás do programa, que permite que as forças militares dos EUA defendam os interesses dos EUA no ciberespaço é afirmada claramente na nova estratégia, que firma que o Departamento de Defesa dos EUA “é responsável por defender a pátria e os interesses norte-americanos de ataques”, e essa responsabilidade inclui “ataques que possam ocorrer no ciberespaço”.

A estratégia que estabelece cinco metas, incluí a criação e manutenção de “forças e capacidades” que possam sustentar ciberoperações, defender as redes do Departamento de Defesa, estar preparado para defender os Estados Unidos em caso de ciberataques destrutivos e construir alianças internacionais para compartilhar informações sobre ameaças.

“Pode haver situações em que o Presidente ou o Secretário de Defesa determine que seja adequado às forças armadas dos EUA realizar operações cibernéticas para interromper redes ou atacar infraestruturas de adversários militares de modo que os militares dos EUA possam proteger os interesses dos EUA em áreas de operação”.

 
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