China, a maior população em envelhecimento do mundo

Mulheres idosas em exercício matinal num parque de Pequim, China. O país possui a maior população com mais de 65 anos de idade, 8,8% da população total. (AFP/Getty Images)
Mulheres idosas em exercício matinal num parque de Pequim, China. O país possui a maior população com mais de 65 anos de idade, 8,8% da população total. (AFP/Getty Images)

Único país com mais de 100 milhões de idosos

Com aproximadamente 119 milhões de pessoas idosas e com o crescimento anual de 3,2%, a China possui o maior contingente com mais de 65 anos no mundo, 8,8% da população total do país, segundo dados do censo nacional.

A maior população do mundo, já conhecida como uma ampla fonte de mão-de-obra de baixo custo, entrou em fase de envelhecimento em 1999, diz Li Jianguo, vice-presidente do Comitê Permanente do Congresso Popular Nacional, em depoimento de 24 de agosto sobre a “Lei da República Popular da China sobre a proteção dos direitos e benefícios do idoso”.

A população idosa, nesse ritmo, poderá chegar a um sexto da população total em 2018, e a um quinto em 2025, de acordo com Li Baoku, presidente da Fundação do Desenvolvimento Demográfico Chinês, citado pela edição estrangeira do jornal Diário Popular.

Uma investigação do vice-ministro de assuntos civis, Dou Yupe, mostra que a China levou 18 anos para alcançar uma fase de envelhecimento populacional após a implementação da política do filho-único. Países desenvolvidos levaram décadas, em alguns casos, um século, para entrar nesta fase. O envelhecimento populacional se refere a quando a idade média da população está aumentando.

O fato é mais evidente nas zonas rurais chinesas, onde o número de idosos é 1,69 vezes o número de idosos em zonas urbanas, afirma Chen Yuyang, membro da equipe “Pesquisa de Problemas de Envelhecimento nas Zonas Rurais da China”. A porcentagem de idosos nas cidades está em torno de 8%, enquanto que nos campos é de 18,3%.

Quando nações desenvolvidas entraram em estado de envelhecimento populacional, seus PIB per capita eram em geral superiores a 5000 dólares, e, em alguns casos, superiores a 10000 dólares por ano. Quando a China entrou em fase de envelhecimento, seu PIB per capita era de 840 dólares, e ainda hoje está abaixo de 4000 dólares.

Lares chineses são tradicionalmente compartilhados por várias gerações, representando o dever dos mais jovens cuidarem dos mais velhos, mas isso tem diminuído nos últimos anos, em grande parte devido à política do filho-único.

Pessoas idosas cujos filhos não vivem com elas estão crescendo. Em 2010, tal número era de 50% nas cidades e nos campos. Em algumas cidades de média e grande extensão, o percentual chega a 70%. O número de casais idosos que vive sem os filhos em sua terra-natal rural é de aproximadamente 40 milhões, 37% da população idosa em áreas rurais.

De acordo com o relato de Li, em 2010, havia um idoso a ser sustentado para cada cinco pessoas em idade produtiva, e previsões apontam para três pessoas em idade produtiva por idoso em 2020, e 2,5 em 2030. Quando dois filhos únicos se casam, eles têm de sustentar quatro ou mais anciãos, e, frequentemente, eles encaram o fato como “um fardo impossível de aguentar”.

Ao mesmo tempo, a China enfrenta o desafio da precariedade do assistencialismo social. As pensões para idosos disponíveis no país são suficientes para acomodar apenas 1,8% da população idosa, enquanto que em países desenvolvidos varia entre 5% e 7%, e em países subdesenvolvidos, entre 2% e 3%.

O sistema previdenciário chinês também é repleto de insuficiências. Grande parte dos idosos, especialmente os da zona rural, não possui um plano previdenciário. Em 19 de maio, a edição estrangeira do jornal Diário Popular indicou que há 73 milhões de chineses no campo que não possui qualquer plano previdenciário.

O Laboratório de Saúde Mental, do Instituto de Psicologia da Academia de Ciências Chinesa, realizou recentemente uma pesquisa social em 4945 pessoas idosas em 29 cidades. Foi a primeira pesquisa sobre depressão emocional realizada com este grupo de pessoas. O resultado mostrou que 39,86% dos idosos das zonas urbanas demonstraram “problemas de depressão” e que a situação piora com o avanço da idade.

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