Chen Guangcheng revela detalhes de seu drama

Barack Obama garantiu pessoalmente a segurança do advogado chinês

Em 27 de abril, o advogado cego Chen Guangcheng conseguiu escapar de seu vilarejo, severamente controlado pelas autoridades locais. Com a ajuda de amigos, Chen conseguiu chegar a Pequim e com sucesso entrou na embaixada norte-americana, após meses em prisão domiciliar.

Ao chegar à embaixada, Chen imediatamente entrou em contato com o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, ditando condições e fazendo severas acusações ao chefe da segurança pública chinesa Zhou Yonkang, uma dos cabeças da perseguição ao Falun Gong e envolvido diretamente no caso de Bo Xilai. Chen fez três exigências ao premiê Wen: que investigassem e punissem os responsáveis por perseguirem-no e difamarem; que garantissem a segurança de seus familiares e prestassem contas à população, punindo políticos corruptos e o abuso de autoridades do regime. Chen ainda contou detalhadamente que o conselho político local contratou bandidos para agredir, assaltar, ofender e vigiar sua família, incluindo sua jovem filha e sua mãe de mais de 80 anos.

Chen é um ativista e defensor dos direitos humanos. Por defender a emancipação de grupos e comunidades minoritárias e oprimidas, Chen foi sentenciado a 4 anos de 3 meses de prisão, como vingança das autoridades por seu ativismo. Há mais de um ano, Chen completou sua sentença e foi “libertado” para viver em prisão domiciliar com sua família, mas sob constante e restrita vigilância. Todas as vias de comunicação da família foram cortadas e Chen ficou isolado do mundo.

Dentro da embaixada norte-americana, Chen conversou com o consultor diplomático Jerome Cohen e ambos concordaram que um exílio nos Estados Unidos não seria uma boa opção, pois seus protestos ao governo chinês se enfraqueceriam. Cohen revelou que mantem contato constante com Chen e disse que o presidente estadunidense Barack Obama garantiu pessoalmente a segurança de Chen, motivo pelo qual este deixou a embaixada após permanecer por seis dias. Pouco depois, a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton declarou que seu país apoia Chen. Após sair da embaixada, Chen se dirigiu imediatamente ao hospital Chaoyang em Pequim e se reencontrou com seus familiares.

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