“Chega de fake news!”: presidente eleito Jair Bolsonaro retoma promessas de campanha (Vídeo)

Presidente eleito reduzirá o número de ministérios dos atuais 29 para cerca de "15 ou 16", segundo o deputado Onyx Lorenzoni, um de seus principais colaboradores

Por Epoch Times

O presidente eleito Jair Bolsonaro, durante uma entrevista, retomou suas promessas de campanha e mencionou assuntos como fake news e corrupção, e também antecipou que oferecerá ao juiz Sergio Moro o Ministério da Justiça ou um lugar na Suprema Corte.

Em entrevista a emissoras de TV e nas redes sociais, Bolsonaro, de 63 anos, que venceu a eleição de domingo com 55,13% dos votos e que tomará posse em 1º de janeiro, disse que quer governar para todos os brasileiros.

“Eu quero governar para todos no Brasil, não só para aqueles que votaram em mim. Nós temos uma Constituição que realmente tem que ser nossa bíblia aqui na Terra e temos que respeitá-la, porque só assim viveremos em harmonia”, disse o presidente eleito.

Assim, Jair Bolsonaro deixou claro que não quer dividir o país como alguns meios de comunicação sugeriram: “Chega de mentiras! Chega de fake news!”, salientou.

Apoiadores do candidato presidencial Jair Bolsonaro comemoram em frente ao Congresso Nacional em Brasília, depois que ele venceu as eleições presidenciais no Brasil, em 28 de outubro de 2018 (Sergio Lima/AFP/Getty Images)
Apoiadores do candidato presidencial Jair Bolsonaro comemoram em frente ao Congresso Nacional em Brasília, depois que ele venceu as eleições presidenciais no Brasil, em 28 de outubro de 2018 (Sergio Lima/AFP/Getty Images)

“Quase todas as notícias falsas espalhadas sobre mim vieram da Folha de S.Paulo, incluindo sua última reportagem, onde disseram que eu havia contratado empresas fora do Brasil para criar uma campanha de mentiras contra o Partido dos Trabalhadores (PT). Uma grande mentira, mais uma vez uma fake news do jornal, infelizmente”, disse Bolsonaro.

O novo presidente também compartilhou no Twitter a questão da unidade do país.

“Nossa missão agora é unir o Brasil!”, concluiu o presidente eleito. Mais tarde acrescentou: “Somente com a união, em um Brasil estimulado de propósito para ser dividido, vamos resgatar nosso país!”

Dois homens leem as manchetes dos jornais com os resultados das eleições presidenciais em Brasília, em 29 de outubro de 2018 (Evaristo Sá/AFP/Getty Images)
Dois homens leem as manchetes dos jornais com os resultados das eleições presidenciais em Brasília, em 29 de outubro de 2018 (Evaristo Sá/AFP/Getty Images)

Bolsonaro falou sobre o prejuízo que advém de uma nação dividida, como parte da crise que aflige o país.

“Se o Brasil não sair dessa crise ética, moral e econômica, todos sofreremos as consequências que virão no futuro. O que queremos é ter uma grande nação unida e evitar divisões”.

Outra questão que Bolsonaro levantou foi a da justiça em seu país. Nesse sentido, ele disse que quer o juiz Sergio Moro no Ministério da Justiça ou na Suprema Corte.

“Ele é um homem (Juiz Sergio Moro) a quem devemos reconhecer o trabalho. Eu quero convidá-lo para o Ministério da Justiça ou para o Supremo Tribunal Federal”, disse ele.

“Ele tem um currículo muito bom na luta contra a corrupção, a corrupção tem que acabar aqui no Brasil. Ninguém consegue mais suportar viver com uma prática tão prejudicial”.

Sergio Moro é o juiz responsável na primeira instância da operação Lava Jato que desmantelou o maior escândalo de corrupção da história do Brasil, e condenou em 2017 o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Apoiadores do presidente eleito Jair Bolsonaro exibem faixa de apoio à operação "Lava Jato", a qual desmantelou o maior escândalo de corrupção da história do país (Heuler Andrey/AFP/Getty Images)
Apoiadores do presidente eleito Jair Bolsonaro exibem faixa de apoio à operação “Lava Jato”, a qual desmantelou o maior escândalo de corrupção da história do país (Heuler Andrey/AFP/Getty Images)

A próxima vaga no Tribunal deverá abrir em 2020.

Mais cedo, na segunda-feira (29 de outubro), Bolsonaro disse em uma entrevista à TV Globo que cortaria fundos de publicidade do governo para qualquer mídia “mentirosa”, informou a Reuters.

“Sou totalmente a favor da liberdade de imprensa”, disse Bolsonaro à TV Globo. “Mas, se depender de mim, a imprensa que descaradamente espalha fake news não terá apoio do governo.”

Equipe de Bolsonaro confirma que limitarão os ministérios a “15 ou 16”

O presidente eleito do Brasil reduzirá o número de ministérios dos atuais 29 para cerca de “15 ou 16”, segundo o deputado Onyx Lorenzoni, um de seus principais colaboradores, segundo a agência de notícias EFE.

Para alcançar esse objetivo, uma das providências será fundir os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, algo que Bolsonaro já havia prometido durante sua campanha eleitoral.

Nesse mesmo sentido, será criado um grande Ministério da Economia que assumirá as responsabilidades que agora estão divididas entre Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio Exterior.

O anúncio foi feito após uma reunião que Bolsonaro convocou no Rio de Janeiro com alguns de seus colaboradores mais próximos, uma equipe liderada por Lorenzoni e Paulo Guedes, que certamente assumirá o novo Ministério da Economia.

Segundo Lorenzoni, na reunião também se discutiu os nomes dos futuros ministros, que foram definidos em “quase 80%”, mas que por uma “questão estratégica” só serão anunciados nos próximos dias.

 
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