‘Chama da Verdade’ tibetana chega a Los Angeles

Tibetanos buscam ajuda em Hollywood
Tibetanos exilados participam de uma vigília de velas na Índia em 17 de julho pela morte de um monge budista que se imolou num monastério na região Amdo tibetana. (Lobsang Wangyyal/AFP/Getty Images)

Enquanto cresce o número de autoimolações tibetanas, os exilados no estrangeiro buscam ajuda, assinaturas e carregam uma tocha simbólica mundialmente.

A Tocha da Chama da Verdade chegou a Los Angeles em 3 de novembro. Membros da Associação Tibetana do Sul da Califórnia (TASC) visitaram o local turístico do antigo Teatro Kodak, agora Teatro Dolby, em Hollywood para recolher assinaturas. Eles também protestaram no centro de Los Angeles e diante do consulado chinês.

De acordo com Tenzing Chonden, ex-membro do Parlamento tibetano no exílio, os tibetanos entregarão as assinaturas recolhidas mundialmente à Organização das Nações Unidas em Nova York, a Nova Deli e aos escritórios de Genebra no Dia dos Direitos Humanos, 10 de dezembro. O dia marca o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Em 27 de outubro, o Free Tibet informou que sete pessoas se imolaram no Tibete na última semana de outubro; o número mais alto numa semana desde 2011.

Logo após a chegada da Chama da Verdade a Los Angeles, outro tibetano se pôs em chamas em 4 de novembro em Qinghai no Tibete Oriental.

Mais de 60 tibetanos se imolaram desde 2009 em protesto contra o regime chinês no Tibete, segundo a organização de defesa Free Tibet.

De acordo com o Free Tibet e o website do governo tibetano no exílio (Tibet.net), Dorje Lungdup, de 25 anos de idade, pai de duas crianças e um artista tradicional de Thangka, arte que utiliza pintura em seda e bordado, foi o último autoimolado. Um representante da família disse a uma multidão de milhares de pessoas que Dorje Lungdup ateou fogo em si mesmo para pedir o regresso do líder espiritual exilado tibetano, o Dalai Lama, e os pediu para não protestarem pelo bem de sua segurança.

Quando se imolam, muitos manifestantes chamam o nome do Dalai Lama, que está no exílio na Índia, pedindo seu retorno ao Tibete. No Japão, em 5 de novembro, o Dalai Lama pediu que a China seja “prática” em seu governo no Tibete, descrevendo a repressão autoritária como “uma política irrealista”.

“Os tibetanos têm sofrido extrema opressão sob o domínio chinês desde o fracasso da insurreição de 1959 e especialmente nos últimos anos, disse o Dalai Lama num discurso em Yokohama”, segundo a Administração Central Tibetana.

Apoiadores do Free Tibet reuniram-se em Los Angeles para a chegada da tocha, entregaram panfletos pedindo ao próximo líder da quinta geração comunista chinesa Xi Jinping para admitir o fracasso das políticas do Partido Comunista Chinês no Tibete e reconhecer o direito do Tibete pela autodeterminação sob a lei internacional. Eles também pediram a Xi Jinping que parasse a repressão militar no Tibete, libertasse todos os prisioneiros políticos, permitisse que jornalistas estrangeiros entrassem no Tibete e parassem de suprimir a religião e a cultura tibetanas.

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