CEO do Twitter: “Admitimos que nós erramos”

Por Brehnno Galgane, Terça Livre

Na terça-feira (17), o presidente-executivo do Twitter, Jack Dorsey, e o presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, testemunharam perante o Comitê Judiciário do Senado dos EUA. O encontro foi para tratar sobre a decisão de censurar o jornal americano New York Post, sobre alegações de Hunter, filho do candidato presidencial democrata Joe Biden. Por fim, Zuckerberg afirmou: “admitimos que nós erramos”.

Além disso, o Twitter e o Facebook colocaram um “rótulo de desinformação” em alguns conteúdos de Trump, principalmente em suas afirmações ligando o voto por correspondência à fraude.

Zuckerberg afirmou ainda que o Facebook tentou remover supostas falsas alegações sobre as condições das pesquisas e exibiu advertências em mais de 150 milhões de peças de conteúdo após análise por verificadores de fatos independentes.

O Facebook também proibiu supostas declarações falsas sobre como ou quando votar, bem como tentativas de usar ameaças ao coronavírus para assustar as pessoas a não votar, segundo Zuckerberg.

Disseram também durante a audiência que possuem fortes programas em vigor para proteger suas plataformas de serem usadas para disseminar “informações falsas” ou “desencorajar” as pessoas de votar nas eleições da Geórgia.

“Vocês têm uma responsabilidade cívica e moral imensa”, disse o senador Richard Blumenthal, democrata de Connecticut, aos executivos.

“Aplicamos rótulos para adicionar contexto e limitar o risco de disseminação de informações eleitorais prejudiciais sem contexto importante, porque o público nos disse que queria que tomássemos essas medidas”, disse Dorsey.

Por fim, os presidentes-executivo do Twitter e Facebook assumiram o erro: “fizemos uma interpretação rápida, sem usar nenhuma outra evidência, que os materiais do artigo que foram obtidos através de hacking e, de acordo com nossa política, bloqueamos sua disseminação. Após uma análise mais aprofundada, admitimos que essa ação estava errada e a corrigimos em 24 horas.”

Entretanto, não é verdade que eles corrigiram o erro em 24 horas, conforme entrevista ao Senado Americano em 28 de outubro.

“Jack Dorsey, do Twitter, acabou de dizer ao senador Cruz que agora qualquer pessoa pode compartilhar as histórias bombásticas do NY Post no Twitter. Dorsey está mentindo”, tuitou Abigail Marone, uma autoridade de resposta rápida na campanha de reeleição do presidente Trump, com um link para uma gravação de tela do aplicativo bloqueando a postagem.

“O Twitter ainda está bloqueando o URL da história do NY Post sobre a corrupção estrangeira de Biden e as negociações com a China”, escreveu Marone em um tuíte compartilhado pela secretária de imprensa da Casa Branca Kayleigh McEnany em sua conta pessoal.

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