A casa grande de Fernando Haddad

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, lançou a proposta do IPTU progressivo, que a FIESP conseguiu barrar através de ação no Judiciário, impedindo que a prefeitura da cidade retirasse mais dinheiro de sua população através de impostos.

Inconformado, Haddad disse que Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias, representa a Casa Grande, o senhor de escravos, desejoso de manter os seus privilégios em detrimento da penosa situação do povo habitante da senzala.

Skaf em resposta disse: “Realmente, como o IPTU progressivo atingiria quase toda a população, seria preciso uma casa muito grande para abrigar todos os prejudicados.”

Bom humor à parte, o episódio não tem nada de divertido para nós, escravos pagadores de impostos, brasileiros de um país socialista, praticante da velha tática leninista de subjugar o povo por meio de impostos, cuja carga tributária ultrapassa 60% segundo cálculos de Ives Gandra, onde a elevação dos juros em 2013 só perde para o aumento ocorrido na Gâmbia. É a sociedade dual: governantes e governados, elite e massa, senhores e escravos.

Contra a sanha arrecadatória, ponta-de-lança do sistema socialista, só há uma saída, ensinada por Ion Mihai Pacepa: a luta pela mente dos homens, a guerra cultural, a substituição do sentimento infantil do brasileiro – que busca na tutela do Estado a proteção para a sua inépcia – pela livre iniciativa, pela autonomia e pela maturidade.

Afinal de contas, quem você acha que cuida melhor do seu dinheiro? Você ou o prefeito?

Esse artigo foi originalmente publicado pelo blog Sete Alegrias

 
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