Casa Branca responde a declaração conjunta entre China e Rússia

China se junta à Rússia na oposição ao 'novo alargamento da OTAN'

Por Nick Ciolino

A Casa Branca ofereceu, na sexta-feira, algumas respostas à declaração conjunta emitida por Pequim e Moscou.

Vladimir Putin, da Rússia, se encontrou com Xi Jinping, da China, à margem dos Jogos Olímpicos de Pequim e os dois emitiram uma declaração conjunta.

Sem citar os Estados Unidos, a longa declaração menciona uma minoria de agentes em escala internacional que “defendem abordagens unilaterais”, “interferem nos assuntos internos de outros estados” e estão “impedindo o desenvolvimento e o progresso da humanidade”.

No comunicado, a China se junta à Rússia na oposição ao “novo alargamento da OTAN” e pede à OTAN que “abandone suas abordagens ideologizadas de Guerra Fria”, além de expressar a oposição da Rússia a uma Taiwan independente.

A Rússia já tinha dezenas de milhares de soldados reunidos ao longo de sua fronteira com a Ucrânia quando a declaração foi emitida e, dias antes, aviões de guerra chineses invadiram o espaço aéreo de Taiwan.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, apontou na sexta-feira o “próprio relacionamento dos Estados Unidos com a China” em resposta à declaração.

“O que controlamos são nossos próprios relacionamentos e a projeção de nossos próprios valores e também como encontrar maneiras de trabalhar com os países, mesmo quando discordamos”, declarou Psaki, citando conversas recentes entre o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e seu homólogo chinês.

Psaki também reiterou que as sanções propostas pelos EUA contra a Rússia caso ela invada a Ucrânia teriam “consequências enormes” para o Kremlin. Ele também indicou que um conflito desestabilizador na Europa também afetaria os interesses da China no mundo.

“As contribuições para as principais tecnologias fundamentais do mundo continuam a vir do Ocidente, por isso temos um tremendo poder aqui enquanto trabalhamos para fortalecer ainda mais nossos esforços diplomáticos com nossos parceiros em todo o mundo”, afirmou a secretária de imprensa.

Psaki e seu colega do Departamento de Estado, Ned Price, receberam críticas após ambos responderem a perguntas da imprensa na quinta-feira sugerindo que os repórteres estavam repetindo propaganda de entidades estrangeiras.

Em uma conversa com um repórter, Price foi repetidamente solicitado a fornecer evidências para apoiar a alegação do governo dos EUA de que a Rússia planeja criar um vídeo de propaganda de “bandeira falsa” como pretexto para invadir a Ucrânia.

“Se você duvida da credibilidade do governo dos Estados Unidos, do governo britânico, de outros governos e quer se confortar com as informações que os russos estão divulgando, é isso que você deve fazer”, respondeu Price.

No mesmo dia, a bordo do Air Force One, um jornalista pediu a Psaki evidências para apoiar a alegação de que o líder do ISIS, Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi, detonou uma bomba suicida que matou civis durante um ataque de forças americanas na Síria.

Psaki respondeu questionando o repórter se acreditava que os militares dos EUA “não estavam fornecendo informações precisas e que o ISIS estava fornecendo informações precisas?”.

A secretária de imprensa abordou as críticas na sexta-feira afirmando que “recebemos perguntas difíceis e escrutínio de boa fé”, acrescentando que o Departamento de Defesa ainda está realizando avaliações pós-evento na Síria e evidências das alegações dos EUA serão fornecidas assim que estiverem disponíveis.

Ela também afirmou que os Estados Unidos possuem uma quantidade significativa de evidências de inteligência credíveis sobre a iniciativa russa de usar um pretexto falso para justificar uma invasão da Ucrânia.

“Nós os vimos executar operações de bandeira falsa no passado e usar a confusão para lançar ações militares muitas vezes na história.”

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