Casa Branca renova esforços para suspender passe do jornalista Acosta, da CNN (Vídeo)

O presidente Donald Trump e Sarah Sanders disseram que a Casa Branca está trabalhando em um conjunto de regras para coletivas de imprensa

Por Ivan Pentchoukov, Epoch Times

A administração Trump renovou seus esforços para suspender o passe do correspondente da CNN Jim Acosta em 16 de novembro, pouco depois de receber uma ordem judicial para restaurar suas credenciais, de acordo com as cartas e e-mails arquivados apresentados ao tribunal hoje (19).

Em uma carta datada de 16 de novembro, os funcionários de comunicação da alta hierarquia da Casa Branca, Bill Shine e Sarah Sanders, informaram a Acosta sobre a decisão preliminar de suspender seu passe de entrada que havia sido restaurado. Eles também informaram ao correspondente que ele pode apelar dessa decisão por escrito.

A carta da Casa Branca abordou questões relacionadas aos direitos constitucionais de Acosta, que o juiz distrital Timothy Kelly apresentou ao ordenar que a Casa Branca restaurasse as credenciais do repórter. Kelly disse em uma audiência em 16 de novembro que os “esforços tardios da Casa Branca não foram suficientes para satisfazer o devido processo”.

Acosta manterá seu passe restaurado enquanto a ordem temporária do tribunal permanecer em vigor. Enquanto isso, depois de abordar as questões do devido processo legal, a carta de Shine e Sanders pode reduzir o escopo da alegação da CNN em seu processo, de que a Casa Branca está violando o direito de Acosta à liberdade de expressão.

Ao emitir a ordem temporária, o juiz Kelly, nomeado por Trump, não decidiu se a Casa Branca violou ou não os direitos de Acosta, segundo a Primeira Emenda.

O advogado de Acosta desafiou o esforço renovado da Casa Branca para suspender o passe do correspondente, por meio de uma carta escrita ontem (pdf), onde afirmou que “qualquer ação para suspender o passe com base na coletiva de imprensa com o presidente em 7 de novembro de 2018, sem dúvida, violaria seus direitos constitucionais”.

“Em suma, a reação ilegal da Casa Branca após a coletiva de imprensa de 7 de novembro não pode ser legal agora, aplicando-se um processo preparado após os fatos”, escreveu o advogado Theodore Boutrous Jr.

Ao explicar a decisão de revogar o passe de Acosta, Shine e Sanders mencionaram que o jornalista violou uma série de regras não escritas de decoro para a imprensa.

De acordo com a Casa Branca, há um “entendimento amplamente compartilhado de que todo repórter convocado para uma coletiva de imprensa pode fazer uma pergunta e, se for permitido, fazer uma pergunta de complementação, após a qual é esperado que o repórter ceda a palavra aos seus colegas e entregue o microfone.”

“Em 7 de novembro de 2018, você não cumpriu essas práticas básicas e amplamente compreendidas”, escreveram Sanders e Shine, detalhando como Acosta se recusou a ceder a palavra e se recusou a entregar fisicamente o microfone a uma estagiária da Casa Branca.

“Nenhum outro repórter na coletiva de imprensa teve contato físico com nossa funcionária, ou se recusou a passar a palavra como você.”

De acordo com uma declaração judicial emitida hoje (pdf), a CNN e a Associação de Correspondentes da Casa Branca tentaram resolver a disputa trabalhando cooperativamente em um conjunto de protocolos para as coletivas de imprensa. Mesmo assim, a Casa Branca seguiu em frente com seus esforços para suspender as credenciais de Acosta, de acordo com o documento.

O presidente Donald Trump e Sarah Sanders disseram que a Casa Branca está trabalhando em um conjunto de regras para coletivas de imprensa.

Além disso, os advogados da Casa Branca responderam à ação alegando que a administração Trump estava simplesmente tomando as medidas explicitamente sugeridas pelo tribunal. Espera-se que a Casa Branca tome uma decisão final sobre o passe de Acosta ainda hoje.

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