Caravana de migrantes descansa no estádio da Cidade do México

Outro grupo de migrantes que chegou a Puebla nos últimos dias foi levado de ônibus até a capital, onde recebeu comida e atendimento médico

Por Epoch Times

Milhares de migrantes da América Central que viajam para os Estados Unidos ocuparam espaços públicos na Cidade do México.

O prefeito José Ramón Amieva disse que cerca de 4.500 migrantes se instalaram no estádio “Palillo” de Jesús Martínez desde domingo, 4 de novembro, informou a agência de notícias AP, e que podem chegar a cerca de 7.000.

Caravana de migrantes em 7 de novembro de 2018 na Cidade do México (Alfredo Estrella/AFP/Getty Images)
Caravana de migrantes em 7 de novembro de 2018 na Cidade do México (Alfredo Estrella/AFP/Getty Images)

Outro grupo de migrantes que chegou a Puebla nos últimos dias foi levado de ônibus até a capital, onde recebeu comida e atendimento médico.

María Yesenia Pérez, hondurenha de 41 anos, disse à AP que na terça-feira (6) já não havia espaço no estádio. Ela e sua filha de 8 anos chegaram durante a noite, por isso tiveram que dormir na grama do lado de fora, onde outros migrantes ergueram barracas.

As autoridades municipais e membros da Cruz Vermelha atenderam às necessidades básicas dos viajantes que sofrem de problemas nos pés, diarreia e outras doenças.

Estádio se converteu em refúgio na Cidade do México, onde migrantes da América Central, principalmente hondurenhos, que participam de uma caravana para os Estados Unidos, descansam durante uma parada na viagem, em 6 de novembro de 2018 (Alfredo Estrella/AFP/Getty Images)
Estádio se converteu em refúgio na Cidade do México, onde migrantes da América Central, principalmente hondurenhos, que participam de uma caravana para os Estados Unidos, descansam durante uma parada na viagem, em 6 de novembro de 2018 (Alfredo Estrella/AFP/Getty Images)

Do mercado central da Cidade do México, 3,5 toneladas de bananas e goiabas foram recolhidas para abastecer a multidão, além de 600 garrafas de água.

Por sua vez, membros da Comissão de Direitos Humanos registraram a idade e o país de origem dos recém-chegados, colocando pulseiras amarelas para manter a conta, informou a agência AP.

Os trabalhadores humanitários explicaram que o processo de pedido de asilo nos Estados Unidos pode levar anos, sem garantia de aprovação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao governo de Enrique Peña Nieto para parar a caravana e enviou tropas à fronteira para deter o que ele considera uma invasão ao seu território nacional por razões políticas e não humanitárias.

Trump disse ontem (7) que vai colocar 15 mil soldados na fronteira com o México para impedir a caravana de migrantes que tentar entrar ilegalmente.

“Nosso exército está sendo mobilizado na fronteira sul. Muito mais tropas virão. Nós não permitiremos que essas caravanas, que também são formadas por bandidos e membros de gangues muito ruins, entrem nos Estados Unidos. Nossa fronteira é sagrada, eles devem entrar legalmente. Voltem!”, escreveu Trump no Twitter ontem.

Soldados do Exército dos EUA levantaram acampamento no porto de entrada internacional na fronteira EUA/México em 6 de novembro de 2018 em Donna, Texas. Os soldados, como parte da "Operação Patriota Fiel", instalaram cercas de arame farpado ao redor da área nos últimos dias enquanto se preparam para a possível chegada da caravana de migrantes nas próximas semanas (John Moore/Getty Images)
Soldados do Exército dos EUA levantaram acampamento no porto de entrada internacional na fronteira EUA/México em 6 de novembro de 2018 em Donna, Texas. Os soldados, como parte da “Operação Patriota Fiel”, instalaram cercas de arame farpado ao redor da área nos últimos dias enquanto se preparam para a possível chegada da caravana de migrantes nas próximas semanas (John Moore/Getty Images)

O presidente também afirmou que a caravana tem “lutadores muito duros” que “lutaram duramente e repetidamente contra o México”, na fronteira entre a Guatemala e o México antes de iniciar jornada.

“Os soldados mexicanos feridos não conseguiram ou não quiseram deter a caravana. Eles deveriam tê-los detido antes de chegarem à nossa fronteira, mas eles não vão!”, Trump acrescentou.

 
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