Câmara dos EUA aprova sanções contra Hezbollah para deter Irã

WASHINGTON ─ A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou em 25 de outubro novas sanções contra a organização terrorista Hezbollah, do Líbano, apoiada pelo Irã. A medida é parte de um esforço de endurecimento contra Teerã sem se lançar mão imediatamente pelo fim do acordo nuclear internacional.

Três medidas relacionadas ao Hezbollah foram aprovadas por voto oral, por unanimidade. A Câmara também votou nesta quinta-feira (26) outro projeto de lei, para impor sanções adicionais ao Irã relacionadas ao seu programa de mísseis balísticos.

O presidente Donald Trump disse no dia 13 de outubro que ele não certificaria que o Irã está cumprindo o acordo internacional sobre seu programa nuclear e finalmente ameaçou encerrar o acordo.

A ação de Trump iniciou um prazo de 60 dias para que o Congresso atue para reativar as sanções ao programa nuclear iraniano que haviam sido suspensas sob o acordo, mas não houve nenhuma mobilização na Câmara ou no Senado para fazê-lo.

Assessores dos parlamentares disseram que, por enquanto, os deputados estão se concentrando em deter o Irã de outras formas, como o Hezbollah e as sanções relacionadas aos mísseis.

A primeira das medidas relacionadas à organização terrorista libanesa, aprovadas em 25 de outubro, impõe novas sanções a qualquer entidade que apoiar o grupo, como por exemplo ao fornecer armas ao grupo terrorista. A segunda impõe sanções ao Irã e ao Hezbollah por usar civis como escudo humano. A terceira é uma resolução instando a União Europeia a designar o Hezbollah como uma organização terrorista.

Os EUA classificaram o Hezbollah como uma organização terrorista estrangeira em 1997. No início deste mês, Washington ofereceu recompensas multimilionárias por dois de seus oficiais, enquanto o governo Trump tem desenvolvido sua estratégia para combater a crescente influência regional do Irã.

“Estas medidas críticas irão impor novas sanções para derrubar o financiamento do Hezbollah e responsabilizá-lo por seus atos de morte e destruição”, disse o representante Ed Royce, presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara.

A poderosa organização faz parte do governo de coalizão do Líbano.

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