Brasil e Japão confirmam primeiros casos da variante Ômicron, Coreia do Sul reporta suspeitos

Viajante chegou a São Paulo vindo da África do Sul e testou positivo para variante Ômicron

Por Mimi Nguyen Ly

Brasil e Japão reportaram os primeiros casos da variante Ômicron do vírus do PCC (Partido Comunista Chinês) que causa a COVID-19, na terça-feira, com a Coreia do Sul também relatando seus primeiros casos suspeitos.

A notícia veio no mesmo dia em que cientistas holandeses confirmaram que a variante Ômicron estava circulando na Holanda antes de sua detecção na África do Sul, em 24 de novembro. Especificamente, duas amostras dos testes de pacientes, em 19 e 23 de novembro, retirados na Holanda, foram encontrados contendo a variante, de acordo com o instituto de saúde RIVM do país.

A Anvisa, agência brasileira reguladora de saúde, afirmou na terça-feira que dois brasileiros testaram positivo para a nova variante, marcando os primeiros casos relatados na América Latina.

De acordo com a Anvisa, um viajante que chegou a São Paulo vindo da África do Sul e sua esposa, que não tinha viajado, testaram positivo para a variante Ômicron. O estado de São Paulo informou que os resultados positivos do teste foram confirmados mediante a um segundo teste. O governo estadual afirma que está agora revendo seus planos para suspender as regras em torno do uso de máscaras.

O viajante anteriormente testou negativo quando pousou no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, no dia 23 de novembro, antes que o Brasil suspendesse os voos da África do Sul e de cinco outros países da África Meridional, em 25 de novembro.

Os dois brasileiros positivos para a COVID-19 são missionários, afirmou o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, à CNN Brasil, acrescentando que não havia documentação que sugerisse que eles haviam sido vacinados.

No Japão, o ministro da saúde, Shigeyuki Goto, afirmou na terça-feira que um diplomata namibiano na casa dos 30 anos foi detectado com a variante Ômicron por um exame genômico, após pousar em Tóquio, no dia 28 de novembro, vindo da Namíbia, reportou o The Japan Times.

Segundo Goto, o homem recebeu duas doses da vacina. Ele estava assintomático ao chegar ao aeroporto de Narita, em 28 de novembro, mas desenvolveu febre no dia 29 de novembro, Goto relatou. Ele acrescentou que os 71 passageiros no mesmo avião que o diplomata namibiano, ficarão em quarentena por 10 dias em uma instalação designada pelo governo e serão testados para a COVID-19 a cada dois dias.

O Japão, na terça-feira, impôs uma proibição temporária contra todos os visitantes estrangeiros para evitar que a cepa Ômicron se espalhe, apesar dos baixos níveis atuais de infecção pela COVID-19 no país.

Enquanto isso, as autoridades de saúde sul-coreanas anunciaram, na terça-feira, seus primeiros casos suspeitos da variante Ômicron em um casal que chegou ao país da Nigéria, e um de seus conhecidos, informou a Yonhap News Agency.

As autoridades esperam que os resultados dos testes de sequenciamento do genoma sejam anunciados na noite de quarta-feira (horário local).

O casal havia sido totalmente vacinado com a vacina da Moderna e visitou a Nigéria de 14 a 23 de novembro, antes de testar positivo para a COVID-19, em 25 de novembro, de acordo com a Agência Coreana de Controle e Prevenção de Doenças.

O rastreamento de contato encontrou o filho adolescente do casal, bem como um conhecido, com testes positivos para a COVID-19.

A Coreia do Sul aumentou as restrições de entrada no país para pessoas que chegam da região africana.

Após ser informado sobre os casos suspeitos, o presidente Moon Jae-in ordenou uma força-tarefa Ômicron, criada na terça-feira, para dedicar seus esforços para bloquear a propagação da nova variante, afirmou a porta-voz Park Kyung-mee, de acordo com o Seoul Traffic Broadcasting System.

Desde 28 de novembro, a Coreia do Sul restringiu as chegadas da África do Sul e de outras sete nações africanas, em esforços para conter a disseminação da variante.

Desde o anúncio da nova cepa, a Organização Mundial da Saúde a designou como uma “variante de preocupação” e sugeriu que ela representa um “risco aumentado à reinfecção” em comparação com outras variantes da COVID-19.

Até terça-feira, pelo menos 18 países confirmaram a presença da variante Ômicron.

A Reuters contribuiu para esta reportagem

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