Brasil conclui leilão de 5G por 8,5 bilhões de dólares

Empresas vencedoras comprometem-se no investimento social e expansão da cobertura 4G em cidades remotas e rodovias

Por Agência EFE

O Governo do Brasil concluiu na sexta-feira, 5 de novembro, o disputado leilão de concessões para operar telefonia 5G e internet, em um processo que durou 2 dias e rendeu compromissos de investimentos de 46,7 bilhões de reais (cerca de 8,5 bilhões de dólares), segundo fontes oficiais.

“Nós finalmente terminamos. Após muitos anos e intenso trabalho nos últimos 15 meses, conseguimos realmente trazer o 5G para o Brasil”, declarou em entrevista coletiva, o ministro das Comunicações, Fábio Faría, após a conclusão do leilão realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (a reguladora Anatel).

Na sexta-feira, foram feitas as menores ofertas, que tinham o compromisso de investir em escolas públicas de ensino fundamental por parte dos compradores, mas o grosso dos lotes foi leiloado na quinta-feira, pelas três grandes operadoras: Telefônica Brasil (Vivo), Claro e TIM Brasil.

Faría destacou que o leilão 5G foi o segundo maior do país, após a exploração do petróleo nas águas profundas do pré-sal, e “o maior leilão de telecomunicações da América Latina”.

O ministro esclareceu que embora o compromisso de investimento tenha ficado abaixo da expectativa inicial, que era de 50 bilhões de reais (cerca de 9 bilhões de dólares), os lotes que não foram leiloados serão leiloados nos próximos meses e podem render outros 7 bilhões de reais (cerca de 1,272 bilhão de dólares).

O lucro sobre o preço inicial foi de 218%, aproximadamente 5 bilhões de reais (cerca de 910 milhões de dólares), segundo a Anatel.

“Pela primeira vez temos a garantia de que todos os valores arrecadados neste leilão serão utilizados em boas práticas para a população”, relatou Faría, destacando o compromisso das empresas vencedoras do concurso, como necessário, ao investimento social e expansão da cobertura 4G em cidades remotas e rodovias.

Na quinta-feira, a Telefônica Brasil, do grupo espanhol Telefónica; a Claro, da mexicana América Móvil, e a TIM Brasil, do conglomerado italiano de mesmo nome, que por sua vez são as maiores operadoras do país, adquiriram os direitos de quatro bandas de radiofrequência pelos próximos 20 anos.

Numa das maiores competições do setor no mundo, a Claro, que detém 26% do mercado brasileiro de telefonia móvel, conquistou o primeiro lote nacional ao oferecer pela licença 338 milhões de reais (cerca de 60,5 milhões de dólares).

O segundo lote da operação nacional foi premiado para a Vivo, marca utilizada no Brasil pela filial do grupo espanhol Telefónica e com 33% da quota de mercado, com uma oferta de 420 milhões de reais (75,2 milhões de dólares).

A italiana TIM ficou com a terceira colocação após apresentar a única oferta válida, por 351 milhões de reais (62,9 milhões de dólares).

As três maiores operadoras brasileiras também realizaram propostas para o quarto e último lote nacional, mas nenhuma pôde participar porque já haviam vencido disputas anteriores.

Outras empresas que ganharam os lotes e frequências menores foram Sercomtel, Brisanet, Consórcio 5G Sul, Cloud2U e Algar Telecom.

A empresa Winity II Telecom, que entrou no mercado brasileiro e pretende se tornar a quarta operadora, com destaque para o setor empresarial, superou a oferta de duas outras concorrentes e ficou com a frequência de 700 MHh por um valor de 1.427 bilhão de reais (cerca de 255,7 milhões de dólares).

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