Bolsonaro critica Europa e questiona o que fizeram para manter suas florestas

O presidente eleito acredita que o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente" e que, em alguns estados amazônicos como Acre e Rondônia, a população local só pode usar para seu benefício "em torno do 20%" das terras

Por Agência EFE

O presidente eleito Jair Bolsonaro criticou os países europeus no sábado e questionou o que eles fizeram “para manter suas florestas”, depois de afirmar que o Brasil continua “patinando na economia” por causa de uma “política tacanha e mesquinha” que potencializou a questão ambiental e indígena.

“Eu acredito na ciência e ponto final. Agora o que a Europa fez para manter as suas florestas, as suas matas ciliares? O que que eles fizeram? Querem dar palpite aqui?”, disse Bolsonaro aos jornalistas ao ser questionado sobre a mudança climática.

Para Bolsonaro, “cada vez que um governo do passado saía para qualquer coisa fora do Brasil, recebia, de forma passiva, de forma servil” a indicação para a “ampliação e demarcação de terras indígenas”.

O presidente eleito participou neste sábado de uma cerimônia de formatura de cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras, na cidade de Resende, interior do estado do Rio de Janeiro, a mesma onde ele se formou em 1977.

Bolsonaro voltou a criticar nos últimos dias o Acordo de Paris, por considerar que o mesmo não é favorável aos interesses do país e contrário às políticas ambientais nacionais.

A posição de Bolsonaro fez com que o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmasse que não é “favorável à assinatura de acordos comerciais amplos com países que não respeitam o Acordo de Paris e fizeram anúncios neste sentido”.

Para Bolsolnaro, “um grande problema” do Brasil, “que tem que ser visto com bastante cautela, é que as políticas indigenistas e ambientais não trabalham em prol do “país, e sim “em prol de interesses extraterritoriais brasileiros”.

O presidente eleito acredita que “o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente” e que, em alguns estados amazônicos como Acre e Rondônia, a população local só pode usar para seu benefício “em torno do 20%” das terras.

“Temos tudo para ser uma grande nação, mas por causa de uma política tacanha e mesquinha que potencializou a questão ambiental e indigenista, continuamos aqui patinando na economia e temos que mudar isso aí”, completou Bolsonaro.

Faltando um mês para a posse, Bolsonaro continua definindo seu futuro governo, para o qual já chamou vários militares, mas ainda não conseguiu definir o número de ministros que terá.

“Estamos em 20, vai ficar mais ou menos por aí, mas vai ser bem menos dos que temos atualmente (29)”, disse o presidente eleito.

 
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