Bolsonaro alerta sobre mais uma campanha contra o Brasil por incêndios na Amazônia

Por Agência EFE

O presidente Jair Bolsonaro disse quinta-feira que, com a estação seca na Amazônia, uma campanha desproporcional contra seu país retornará devido às altas taxas de desmatamento naquela região.

“É uma campanha desproporcional” e “não é verdade”, declarou ele em uma transmissão ao vivo em suas redes sociais, na qual reiterou que o Brasil tem cerca de 80% de suas florestas intactas e que essas não são as áreas onde os ocorrem os incêndios.

“Quando eles falam sobre reflorestamento, podem começar reflorestando na Europa”, disse o presidente brasileiro, cujas políticas na Amazônia incluem propostas para desencadear muitas atividades econômicas atualmente restritas, como mineração e turismo.

Bolsonaro insistiu que “as florestas não queimam” e que os focos de incêndio já detectados neste ano correspondem a incêndios iniciados e controlados por camponeses para preparar a terra para o plantio.

Manoel Moreira, 40 anos, carrega uma cesta cheia de frutas para vender aos comerciantes enquanto caminha pela floresta tropical perto de Melgaco, a sudoeste da ilha de Marajó, estado do Pará, Brasil, em 6 de junho de 2020 (Foto de TARSO SARRAF / AFP via Getty Images)
Manoel Moreira, 40 anos, carrega uma cesta cheia de frutas para vender aos comerciantes enquanto caminha pela floresta tropical perto de Melgaco, a sudoeste da ilha de Marajó, estado do Pará, Brasil, em 6 de junho de 2020 (Foto de TARSO SARRAF / AFP via Getty Images)

“É uma prática cultural e até usada por povos indígenas”, declarou.

Ele também observou que a agricultura na Amazônia é regulamentada e destacou o papel do Brasil como um grande produtor mundial de alimentos.

“O Brasil alimenta cerca de 15% da população mundial e é um gigante da agricultura”, disse ele sobre um setor “que não parou a pandemia” do vírus do PCC, comumente conhecido como o novo coronavírus, que tem o país como o segundo mais afetado, com mais de 84.000 mortes e 2,2 milhões de infecções.

Segundo os dados mais recentes de agências oficiais e organizações não-governamentais focadas no estudo da Amazônia alertaram que a região já registra este ano quase 25% das fontes de incêndio a mais que no ano passado.

Vista aérea de toras de madeira apreendidas pela Polícia Militar da Amazônia no rio Manacapuru, em Manacupuru, Estado do Amazonas, Brasil, em 16 de julho de 2020 (Foto por RICARDO OLIVEIRA / AFP via Getty Images)
Vista aérea de toras de madeira apreendidas pela Polícia Militar da Amazônia no rio Manacapuru, em Manacupuru, Estado do Amazonas, Brasil, em 16 de julho de 2020 (Foto por RICARDO OLIVEIRA / AFP via Getty Images)

Nesta semana, os bancos Bradesco, Itaú e Santander, os três maiores do país, apresentaram ao governo propostas para promover o desenvolvimento sustentável da região.

Entre eles, sugeriram medidas de conservação ambiental, desenvolvimento de uma economia verde, promoção de investimentos em infra-estruturas sustentadas e maiores garantias dos direitos da população amazônica, composta em grande parte por povos indígenas.

Eles também propuseram estimular as cadeias produtivas de cacau, castanhas e frutas da Amazônia e a criação de linhas de crédito especiais para investimentos em energia, habitação, saneamento e até na implantação de redes de Internet na região amazônica.

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