Bolsa de São Paulo despenca diante de primeiro caso de coronavírus no Brasil

Por Agência EFE

A bolsa de valores de São Paulo despencou 7,00% na quarta-feira, com o índice Ibovespa, referência do parquet, voltando a 105.718 pontos ao final do dia, o primeiro após as festas de carnaval e que foi marcado pela confirmação do Primeiro caso de coronavírus no Brasil.

No mercado de câmbio, o dólar apreciou 1,10% em relação ao real e encerrou o dia de negociação em 4.440 reais, tanto para a compra quanto para a venda pela taxa de câmbio comercial, o que representa um novo recorde nominal para a moeda

Na quarta-feira de cinzas de pessimismo generalizado, a praça brasileira operou em período parcial e abriu a sessão com uma queda de quase 5%. Ao longo do dia, as perdas foram acentuadas à medida que as autoridades detalhavam a situação do vírus chinês em território brasileiro.

As autoridades sanitárias brasileiras confirmaram que o vírus batizado como COVID-19 chegou à América Latina, que até agora permanecia alheia a essa doença, através de um brasileiro de 61 anos e que esteve entre 9 e 21 de fevereiro na região italiana da Lombardia.

Este é o maior golpe na bolsa de valores de São Paulo desde maio de 2017, quando ela sofreu uma queda de mais de 8%.

As ações preferenciais da companhia estatal de petróleo Petrobras foram as mais negociadas no dia e caíram 10,05%, enquanto as ordinárias da companhia caíram 9,95%.

Da mesma forma, entre os títulos mais procurados desta quarta-feira vermelha estavam os mineradores comuns da Vale, que caíram 9,54%.

Os papéis preferenciais da companhia aérea Gol lideraram as maiores perdas da sessão, com queda expressiva de 14,31%, seguidos pelos preferenciais da também companhia aérea Azul, que chegaram a 13,30%.

Além disso, em um dia de perdas generalizadas, a bolsa de valores de São Paulo tingiu de vermelho e todos os papéis fecharam o dia com motivos negativos, sem que nenhum ganho fosse registrado.

O faturamento no mercado brasileiro superou na quarta-feira os 33.163 milhões de reais (cerca de 7.470 milhões de dólares), produto de mais de 3.673.561 operações financeiras.

 
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