Beleza e história dos antigos anéis de noivado

Exclusividade e trabalho artesanal marcam peças de diferentes épocas
Anel de diamante antigo
A escassa tecnologia permitia a lapidação única em pedras de diamante, foco central da produção de anéis (Sun Chan/Getty Images)

Encontrar joalheiros na 5ª Avenida, em Nova York, pode levar futuros noivos a um leque interminável de opções. Aos que procuram uma joia mais exclusiva, vale a pena dar atenção especial aos anéis antigos antes de decidir qual levar.

Os anéis de noivado antigos são quase sempre peças únicas com caráter artesanal. No período em que foram fabricados não existiam no mercado os modernos meios de produção em massa. Além da qualidade das pedras, os anéis permitem aos noivos uma sensação de ter entre os dedos um pedaço importante de um capítulo da história.

Muitos fatores devem ser considerados na hora da escolha: o período de fabricação, o tempo, os métodos de fabricação, a facilidade de utilização e as matérias-primas – com atenção especial ao diamante. Cada anel tem história própria, contada por elementos que o compõem.

Diferentes períodos

No mercado joalheiro norte-americano, os três períodos mais comuns encontrados nos anéis antigos são os das eras Vitoriana, Eduardiana e do Art Deco. Cada período tem características únicas com base nos materiais disponíveis na época, nas tendências da moda e no papel da mulher na sociedade.

A Era Vitoriana se estende desde meados da década de 1800 até o período do uso da platina e do ouro branco. Todos os vitorianos tinham uma estrutura de anéis em ouro amarelo com diamantes montados em base de prata, o que garantia o aspecto reluzente das pedras.

“Alguns anéis de noivado vitorianos tinham um belo trabalho em ouro, mas em geral,  toda a atenção estava focada na pedra”, disse Anna Lin, dona da Anna Lin Joias, loja especializada em joias antigas.

No século 20, o período Eduardiano foi caracterizado pelo uso da platina. “A platina permitiu aos joalheiros acentuar a forma feminina, criando padrões belos e complexos”, afirma Lin.

O metal mais leve e mais resistente que o ouro permitiu aos joalheiros da época elaborarem anéis com adornos como rendas, fitas e guirlandas. As peças de ar delicado refletem o comportamento feminino e mais recatado da época.

Em 1914, o período Eduardiano chegou a um fim abrupto com a eclosão da Primeira Guerra Mundial. Muitos homens lutaram na guerra, deixando as mulheres no mercado de trabalho e no cuidado da casa. O período histórico estagnou a produção do mercado de joias e o uso dos metais concentrou-se no uso de armamentos e utensílios para a guerra.

Depois do período de turbulência, deu-se início ao período Art Deco e com ele um novo design de joias. “Houve muita emoção e celebrações após a guerra, o que se refletiu no início desse período artístico”, afirma a especialista em joias.

As peças ganharam características ousadas e geométricas. A inclusão de desenhos e cores interessantes revela uma mulher que emergiu da guerra com uma atitude muito mais forte diante da sociedade. A moda do momento ultrapassa o design de joias e chega aos guarda-roupas: os vestidos conservadores dão lugar aos vestidos mais curtos e confeccionados com cores mais chamativas.

Diamante

Assim como muitas pedrarias presentes no mercado, o diamante era a pedra central de escolha nos antigos anéis de noivado. Uma das grandes diferenças entre os diamantes atuais e antigos está na lapidação.

As ferramentas de corte do diamante não eram tão precisas;  isso fazia com que as pedras fossem cortadas com menos perfeição. Apesar dessa peculiaridade, as pedras eram mais robustas do que as encontradas atualmente. “Os métodos de corte de pedra Vitoriano deixaram a pedra com um recurso pesado, espesso, que uma grande parte de nossos clientes aprenderam a desfrutar”, disse Lin. “Na maioria das lojas de joias não é possível encontrar pedras únicas e de personalidade”.

O brilho da pedra também é outro fator fundamental. Durante a Era Vitoriana, a falta de eletricidade fazia com que fosse necessário o uso de velas para a visualização das joias.

“As velhas pedras cortadas têm menos facetas, permitindo ver o brilho e a beleza inerente da pedra”, afirma a empresária. “As modernas falsas pedras têm uma fórmula que garante maior quantidade de luz e brilho”. Por isso é comum em lojas ver dezenas de refletores que destacam o brilho das peças.

Assim como peças de antiquário como móveis, relógios e carros, o valor de uma joia antiga não pode ser avaliado imediatamente.

“Quando o usuário entende mais sobre a história, estilo de vida e o design de joias de época, percebe que a qualidade histórica é acompanhada de exclusividade. Isso você não encontrará em uma joia contemporânea”, defende a especialista em joias.

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