Banco Central mantém a taxa de juros em meio a críticas da imprensa internacional

Banco Central do Brasil mantém Selic a 7,25 % apesar das críticas da imprensa internacional (Pedro Ladeira/AFP/Getty Images)
Banco Central do Brasil mantém Selic a 7,25 % apesar das críticas da imprensa internacional (Pedro Ladeira/AFP/Getty Images)

A política de consertar as inconsistências da economia com improvisações e “puxadinhos” está levando o país a um beco sem saída. Críticas da imprensa internacional sobre o “jeitinho brasileiro” podem influenciar na forma como o país é visto no exterior.

O Banco Central do Brasil (BC) decidiu manter nesta quarta-feira a taxa básica de juros da economia na primeira reunião do Copom deste ano. A Selic foi mantida estável nos atuais 7,25% ao ano.

A decisão de manter a Selic foi unânime e sem viés. “Considerando o balanço de riscos para a inflação, que apresentou piora no curto prazo, a recuperação da atividade doméstica, menos intensa do que o esperado, e a complexidade que ainda envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta”, afirmou o colegiado em seu comunicado.

A crítica mais comum e repetida na imprensa internacional é sobre o posicionamento do BC com relação ao momento da economia brasileira.

O jornal britânico “Financial Times” classificou os dois principais representantes da equipe econômica de Dilma Rousseff de “profissionais do jeitinho brasileiro”. Depois de uma breve explicação sobre o conceito do “jeitinho brasileiro”, o termo foi usado para mostrar como o presidente do BC, Alexandre Tombini, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, estão usando artifícios criativos pouco usuais, embora legais, na condução da política econômica.

O pedido de Mantega para que São Paulo e Rio de Janeiro segurassem o reajuste nas tarifas de ônibus de forma a evitar um impacto na inflação é um dos exemplos citados pela publicação para exemplificar o adjetivo atribuído aos dois.

O governo federal já vinha se esforçando para segurar a inflação no muque em vez de obter resultados naturais com políticas consistentes.

O achatamento dos preços dos combustíveis faz parte desse jogo. As reduções de impostos na compra de automóveis e de aparelhos domésticos, somadas ainda às negociações com as principais prefeituras do Brasil para adiar os reajustes das tarifas de transporte público, também o fazem. De artificialismo em artificialismo, o governo brasileiro vai criando uma péssima imagem do Brasil que afastará investidores estrangeiros. É melhor o governo dar um jeito no jeitinho.

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