Autoridades confirmam naufrágio de plataforma de petróleo no mar peruano

Empresa afirma que "assumiu o controle da situação na área e iniciou ações de contenção, limpeza e remediação"

Por Agência EFE 

Uma plataforma de extração de petróleo pertencente à empresa Savia Perú SA, que não operava desde 2012, afundou no mar na última quinta-feira e causou um vazamento que afetou as costas do distrito peruano de Lobitos (norte), segundo informações da Agência de Avaliação e Controle Ambiental (OEFA) neste sábado.

“A plataforma VV estava fora de atividade desde 2012 e foi incluída no Plano de Abandono da empresa Savia Perú SA, aprovado pelo Ministério de Energia e Minas em 12 de abril de 2022”, a agência afirmou em uma declaração, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente.

O acidente ocorreu a sete quilômetros do distrito de Lobitos, na província de Talara, que pertence ao departamento de Piura, no norte do Peru.

Foi confirmado que, desde a ocorrência da emergência, na quinta-feira passada, o perímetro está sendo fiscalizado para se fazer a amostragem da água para recolher informações que permitam avaliar o impacto ambiental.

Além disso, as investigações já começaram a esclarecer a responsabilidade pelo naufrágio e o órgão está avaliando as primeiras ações de resposta da empresa Savia, proprietária da plataforma.

No mesmo comunicado é dito que foram impostas medidas preventivas à petroleira, como identificar o ponto ou pontos de vazamento de hidrocarbonetos, controlar e conter essas fontes de vazamento, proteger a área e recuperar superficialmente o óleo cru derramado.

A OEFA também determinou que a empresa deve limpar toda a área afetada pelo derramamento e gerenciar os resíduos sólidos gerados pelas atividades de limpeza.

Eles afirmam que as medidas administrativas emitidas pela autoridade de fiscalização ambiental são obrigatórias para a Savia Perú SA e o descumprimento delas pode levar à aplicação de multas coercitivas.

A resposta da empresa

Por sua vez, a Savia Peru afirmou em uma declaração que “assumiu o controle da situação na área e iniciou ações de contenção, limpeza e remediação”.

“Até agora, cerca de 1,9 barris de hidrocarbonetos (cerca de 300.000 litros) foram detectados ao redor da plataforma, que foi contida e removida da superfície marítima”, informaram.

Eles acrescentaram que, como parte de seu plano de contingência, onze embarcações especiais da empresa estão na área afetada.

Asseguraram que, “como nenhuma atividade foi realizada em quase dez anos, nem através do pessoal da Savia Perú nem de seus contratados”, o naufrágio “não gerou nenhum impacto na vida e/ou saúde de qualquer pessoa”.

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