Australianos totalmente vacinados hospitalizados pela COVID-19 superam os não vacinados

Número de pacientes vacinados com duas doses em unidades de terapia intensiva (UTI) também superou o de não vacinados

Por Daniel Khmelev 

Pela primeira vez, Nova Gales do Sul (NSW) presenciou mais pacientes totalmente vacinados hospitalizados pela COVID-19 chegando em comparação com o número de pacientes não vacinados, à medida que o surto da Ômicron continua.

Dados publicados pela Unidade de Inteligência Crítica sobre a COVID-19 do governo de NSW revelaram que, no dia 9 de janeiro, 68,9% dos pacientes hospitalizados pela COVID-19 de 12 anos ou mais, tinham duas doses da vacina, com 28,8% não vacinados.

O número de pacientes vacinados com duas doses em unidades de terapia intensiva (UTIs) também superou o de não vacinados, com 50,3% dos vacinados apresentando-se à UTI com COVID-19, mais do que os 49,1% não vacinados.

No entanto, com base nos dados apresentados, indivíduos não vacinados parecem ter seis vezes mais chances de serem hospitalizados e quase 13 vezes mais chances de serem encaminhados para UTI do que aqueles que estão totalmente vacinados.

Isso considerando que o número de pacientes não vacinados parece estar super-representado nos números – 7,3% da população de NSW com 12 anos ou mais na época não eram vacinados, mas representavam metade dos pacientes da UTI com COVID-19 no Sistema de saúde de Nova Gales do Sul. Atualmente, a Austrália não permite tratamentos alternativos, como a ivermectina e a hidroxicloroquina, disponíveis e usados ​​em outros países.

Porcentagem de hospitalizações pela COVID-19 em Nova Gales do Sul com base em dados relatados semanalmente pela Unidade de Inteligência Crítica sobre a COVID-19 de NSW entre 31 de outubro de 2021 e 9 de janeiro de 2022. Vacinado refere-se àqueles que receberam duas doses de uma vacina elegível. O gráfico foi suavizado para dias entre cada final de semana relatado. Os pontos entre 12 de dezembro de 2021 e 2 de janeiro de 2022 foram interpolados linearmente devido à indisponibilidade de dados (Epoch Times)
Porcentagem de hospitalizações pela COVID-19 em Nova Gales do Sul com base em dados relatados semanalmente pela Unidade de Inteligência Crítica sobre a COVID-19 de NSW entre 31 de outubro de 2021 e 9 de janeiro de 2022. Vacinado refere-se àqueles que receberam duas doses de uma vacina elegível. O gráfico foi suavizado para dias entre cada final de semana relatado. Os pontos entre 12 de dezembro de 2021 e 2 de janeiro de 2022 foram interpolados linearmente devido à indisponibilidade de dados (Epoch Times)

De acordo com o NSW Health, 95,1% das pessoas com 16 anos ou mais receberam a primeira dose de uma vacina contra a COVID-19 e 93,7% receberam duas doses até o dia 11 de janeiro.

O aumento na proporção de hospitalizações entre os totalmente vacinados ocorre em meio à disseminação da variante Ômicron do vírus do PCC na Austrália, juntamente com a perda da eficácia das vacinas disponíveis contra a COVID-19.

Um porta-voz da NSW Health afirmou ao Epoch Times no dia 11 de janeiro que a Ômicron havia suplantado a variante Delta como a principal variante que se espalhava em NSW, mas que também parecia ser menos perigosa que seu antecessor.

“A variante Ômicron está associada a uma menor taxa de hospitalização e admissão na UTI”, afirmou o porta-voz.

Enquanto o estado registrou 32.155 casos do vírus no dia 9 de janeiro, 2.030 foram hospitalizados e apenas 159 foram enviados para a UTI. No dia 12 de janeiro, o número total de casos saltou para 53.909, com 2.242 hospitalizados e 175 na UTI.

“A NSW Health insta a comunidade a continuar praticando comportamentos seguros contra a COVID para manter a si e à comunidade seguros, incluindo usar uma máscara em ambientes fechados, manter o distanciamento físico e praticar a higiene das mãos.”

As pessoas chegam para serem vacinadas no centro de vacinação em massa de Nova Gales do Sul, em Homebush, em Sydney, na Austrália, no dia 23 de agosto de 2021 (Foto de Lisa Maree Williams/Getty Images)
As pessoas chegam para serem vacinadas no centro de vacinação em massa de Nova Gales do Sul, em Homebush, em Sydney, na Austrália, no dia 23 de agosto de 2021 (Foto de Lisa Maree Williams/Getty Images)

O porta-voz também lembrou aos elegíveis para receber sua terceira dose de reforço de uma vacina disponível contra a COVID-19 – que agora pode ser recebida quatro meses após o recebimento da segunda dose – para aumentar a eficácia da imunidade concedida pela vacina.

“Continuamos incentivando todos que ainda não o fizeram a se vacinar e qualquer pessoa que agora seja elegível para sua dose de reforço a tomá-la sem demora. As vacinas contra a COVID-19 disponíveis na Austrália são seguras e muito eficazes na redução do risco de casos graves da doença e morte.”

Nos Estados Unidos, foi relatado que 2 das três vacinas contra a COVID-19 disponíveis caíram abaixo de 50% de eficácia após seis meses, de acordo com um estudo publicado em novembro de 2021.

Para combater isso, Nova Gales do Sul exigiu doses de reforço para toda a equipe de educação, juntando-se a outros estados que implementaram os requisitos para o reforço da vacina.

NSW também está trabalhando para entender melhor os efeitos das novas variantes da COVID-19.

“A NSW Health está priorizando todo o sequenciamento do genoma da COVID-19 para pacientes na UTI, a fim de entender melhor o impacto das variantes Delta e Ômicron”, relatou o porta-voz.

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