Ataque a tiros deixa 20 mortos em shopping na Tailândia

Por EFE

Bangcoc, 8 fev – Um tiroteio cometido por um soldado neste sábado deixou ao menos 20 mortos e 30 feridos dentro e fora de um shopping na cidade de Nakhon Ratchasima, no leste da Tailândia, informou o Ministério da Defesa tailandês.

O suspeito, identificado como Jakrapanth Thomma, está no quarto andar do shopping e, segundo a imprensa local, mantém mais de dez reféns. A policia levou a mãe do atirador ao local para que tente convencer o filho a se entregar às autoridades.

Segundo a reconstituição preliminar dos acontecimentos, Jakrapanth atirou contra seu comandante e outros companheiros em uma base militar nos arredores da cidade. Depois, roubou armas e munição e fugiu em um carro, o qual dirigiu até o centro da cidade, que localizada a 250 quilômetros de Bangcoc.

Ao chegar ao shopping, o militar começou a atirar indiscriminadamente com um fuzil de assalto contra pedestres e automóveis. Em seguida, entrou no edifício e continuou a disparar, enquanto centenas de pessoas corriam apavoradas.

O perfil do atirador no Facebook, que já foi apagado, chegou a publicar fotos e comentários sobre o ataque.

“Não posso levantar o dedo”, dizia o soldado, vestido com uniforme militar. Ele confessava estar cansado e falava em se render em várias publicações feitas na rede social.

Cerca de seis horas após o atirador entrar no centro comercial, as forças especiais conseguiram entrar e controlar parte do edifício para liberar dezenas de pessoas que estavam escondidas, segundo mostram as imagens da televisão.

Também ocorreu uma explosão e um incêndio em uma região próxima ao ataque. De acordo com investigações premilinares, um botijão de gás explodiu ao ser atingido pelos tiros. Autoridades locais estabeleceram um perímetro de segurança de dois quilômetros ao redor do shopping para tentar capturar o atirador.

A imprensa local também informa que, enquanto dirigia, o soldado abriu fogo contra um templo religioso e outros lugares.

O ministro da Saúde tailandês, Anutin Charnvirakul, pediu para que os hospitais da cidade – de aproximadamente 140 mil habitantes – se preparem para a chegada de feridos.

 
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