Assim foram os protestos contra Maduro e seu governo socialista no Congresso do México

Desde o anúncio da visita de Maduro ao país, centenas de críticas e objeções surgiram entre os mexicanos

Por Jesús de León, Epoch Times

No sábado, 1º de dezembro, Andrés Manuel López Obrador assumiu a presidência do México na Câmara dos Deputados, acompanhado por vários líderes latino-americanos e representantes de governos mundiais. Mas quando ele mencionou Nicolás Maduro, houve uma grande demonstração de rejeição entre os membros do Congresso.

“Ditador, ditador, ditador”, gritaram os legisladores por alguns minutos no Palácio Legislativo de San Lázaro, na Cidade do México, quando o presidente mexicano López Obrador agradeceu ao líder esquerdista Nicolás Maduro por sua participação.

Em seguida o grupo de congressistas ficou de pé em frente ao púlpito e, diante de López Obrador, exibiu uma enorme faixa azul com a legenda “Maduro, você não é bem-vindo”.

Além do protesto no salão do Congresso, também nas redes sociais os senadores expressaram e compartilharam sua rejeição à presença de Maduro no país e, acima de tudo, expressaram seu repúdio ao sistema marxista implementado na Venezuela que levou o país a um estado de crise sem solução.

“Não queremos um governo como o da Venezuela. Nunca será bem-vindo aquele que violar os direitos humanos de seus irmãos venezuelanos”, escreveu no Twitter Kenia López Rabadán, senadora e presidente da comissão de direitos humanos.

“A solidariedade dos mexicanos está com nossos irmãos venezuelanos que a ditadura prendeu ilegalmente, torturou e até assassinou apenas por terem exercido seu direito à liberdade”, compartilhou o senador Marko Cortés nas redes sociais.

“Um ditador que destrói a dignidade das pessoas nunca será bem-vindo no México. Não é suficiente que ele não tenha participado da sessão solene do Congresso da União e que ele não participe da cerimônia de posse, nós também rejeitamos sua presença no Palácio Nacional. #MaduroNoEresBienvenido”, compartilhou a conta oficial do Partido da Ação Nacional no Twitter.

Breve estadia de Maduro

Segundo a mídia nacional, Maduro evitou os protestos contra ele na rua e na Câmara dos Deputados. Ele só compareceu ao banquete que López Obrador ofereceu aos Chefes de Estado e convidados especiais à posse.

Maduro foi o último presidente a chegar ao país. Seu avião, que partiu de Caracas, aterrissou no México no momento em que o novo presidente fazia um pronunciamento.

Após a reunião e depois de tirar uma foto com López Obrador, ele deixou o país e voltou para a Venezuela.

Nas redes sociais, políticos venezuelanos agradeceram ao México pela rejeição ao presidente daquele país, como o ex-prefeito exilado Antonio Ledezma, que destacou: “ouçam como grita a multidão ‘ditador, ditador, ditador…'”, durante sua presença em San Lázaro .

Deputados mexicanos seguram uma faixa que diz "Maduro, você não é bem-vindo" no Congresso da União, na Cidade do México, durante a cerimônia de posse do novo presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, em 1º de dezembro de 2018 (Ronaldo Schemidt/AFP/Getty Images)
Deputados mexicanos seguram uma faixa que diz “Maduro, você não é bem-vindo” no Congresso da União, na Cidade do México, durante a cerimônia de posse do novo presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, em 1º de dezembro de 2018 (Ronaldo Schemidt/AFP/Getty Images)

Desde o anúncio da visita de Maduro ao país, centenas de críticas e objeções surgiram entre os mexicanos.

Antes da cerimônia de posse, um grupo de intelectuais e jornalistas rejeitou a participação do presidente da Venezuela na posse de López Obrador por considerar que com sua presença o México legitima a ditadura, informou o jornal Milenio.

Em um manifesto por escrito, Mariclaire Acosta, Héctor Aguilar Camín, Sabina Berman, Jorge Castañeda, Jacqueline Peschard, Federico Reyes Heroles e outras 22 pessoas se declararam contra o modelo imposto por Nicolás Maduro como líder da Venezuela que, segundo eles, mergulhou o país em uma crise humanitária sem precedentes.

Além disso, afirmaram que o processo eleitoral por meio do qual ele se reelegeu não oferecia garantias mínimas de imparcialidade e transparência.

“Nosso país não deve legitimar uma ditadura”, disseram eles.

 
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