Assange: presidente do Equador diz que a ameaça da UE está encerrada

O presidente do Equador, Rafael Correa fala durante uma conferência de imprensa no Palácio Carondelet, em Quito, 22 de agosto. No dia 21, o Equador pediu à Grã-Bretanha que retirasse a ameaça de prisão do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em sua embaixada em Londres, acrescentando que Quito permanece aberta ao diálogo. No domingo (26), Correa anunciou a confirmação do Ministério do Exterior britânico de que não havia ameaça de invasão à embaixada. (Rodrigo Buendia/AFP/Getty Images)

O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse neste domingo que o Reino Unido desistiu de sua ameaça de entrar na embaixada do país em Londres e prender Julian Assange, o fundador do WikiLeaks.

“Consideramos que este lamentável incidente acabou”, a frase de Correa foi citada pela BBC.

Mais de uma semana atrás, o Equador concedeu asilo a Assange, mas o Reino Unido recusou-se a permitir que ele deixasse o país dizendo que ele deveria seguir uma ordem judicial de extradição para a Suécia, onde enfrenta interrogatório sobre crimes sexuais.

“Consideramos que este lamentável incidente acabou, devido a um grave erro diplomático pelos britânicos, após dizerem que entrariam em nossa embaixada”, disse Correa em uma coletiva de imprensa.

O Governo do Equador disse que recebeu uma comunicação do Ministério do Exterior britânico, indicando que não havia ameaça de invasão da embaixada.

Assange foi escondido na embaixada equatoriana por cerca de dois meses, pois uma vez que colocasse o pé fora do prédio, seria preso. Ele também alega que, se extraditado para a Suécia, está pode, eventualmente, extraditá-lo para os Estados.

Os comentários do presidente vieram no dia seguinte, após os 34 membros da Organização dos Estados Americanos expressarem “solidariedade e apoio” ao Equador e dizerem que rejeitam “qualquer tentativa que possa colocar em risco a inviolabilidade das premissas das missões diplomáticas”, segundo a AFP.

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