Arqueólogos encontram ovo de galinha de 1.000 anos intacto em Israel

"Mesmo em nível global, este é um achado extremamente raro”, declarou um dos principais especialistas em aves do mundo antigo

Por Michael Wing 

Arqueólogos descobriram um ovo de galinha da era bizantina intacto, com cerca de 1.000 anos de idade.

Durante a escavação de uma antiga fossa na cidade de Yavne, que faz parte de um projeto arqueológico de grande escala pela Autoridade de Terras de Israel, os pesquisadores ficaram surpresos ao encontrar o ovo completamente intacto. O local localizava-se numa “grande e diversificada” zona industrial da cidade datada do período islâmico.

A avicultura foi introduzida pela primeira vez em Israel há 2.300 anos, durante os períodos helenístico e romano, relatou a Autoridade de Antiguidades de Israel

(Cortesia de Dafna Gazit/Israel Antiquities Authority)
(Cortesia de Dafna Gazit/Israel Antiquities Authority)

“Fragmentos de cascas de ovos são conhecidos desde tempos antigos, por exemplo na Cidade de Davi e em Cesareia e Apolônia, mas devido à fragilidade da casca do ovo, quase nenhum ovo foi preservado. Mesmo em nível global, este é um achado extremamente raro”, declarou o Dr. Lee Perry Gal, um dos principais especialistas em aves do mundo antigo. “Em escavações arqueológicas, ocasionalmente encontramos ovos de avestruz antigos, cujas cascas mais grossas os preservam intactos”.

Especialistas acreditam que as condições anaeróbicas em que o ovo foi encontrado ajudaram na sua preservação ao longo dos séculos. No entanto, especialistas afirmam que é surpreendente encontrar um ovo de galinha intacto de tanto tempo atrás.

“Ainda hoje, os ovos raramente sobrevivem por muito tempo nas caixas dos supermercados. É incrível pensar que este é um achado de 1.000 anos!” declarou Alla Nagorsky, supervisora do local onde o ovo foi encontrado. “A preservação única do ovo é evidentemente devido às condições em que foi mantido durante séculos, imerso em uma fossa contendo dejetos humanos que o preservaram”.

(Cortesia de Dafna Gazit/Israel Antiquities Authority)
(Cortesia de Dafna Gazit/Israel Antiquities Authority)

O período islâmico, a partir do século VII, é caracterizado por um declínio na porcentagem de ossos de porco encontrados na região, que se acredita ser devido à proibição da carne de porco pela religião. Isso levou os habitantes a buscar proteína em outras fontes alimentares, como frango e ovos.

(Cortesia de Dafna Gazit/Israel Antiquities Authority)
(Cortesia de Dafna Gazit/Israel Antiquities Authority)

“As famílias precisavam de um substituto protéico pronto que não exigisse refrigeração e armazenamento, e o encontraram em ovos e carne de frango”, explica Gal. “Infelizmente, o ovo tinha uma pequena rachadura na parte inferior, então a maior parte do conteúdo vazou. Apenas parte da gema permaneceu, que foi preservada para futuras análises de DNA”.

Apesar da extrema cautela durante a escavação e da supervisão experiente de um conservacionista, o ovo quebrou na remoção. Ele foi levado ao laboratório de análise orgânica da Autoridade de Antiguidades de Israel, onde o conservacionista Ilan Naor o restaurou à condição em que foi encontrado.

Curiosamente, três bonecos de osso da era islâmica foram descobertos no local, brinquedos comuns há milênios.

E como o ovo antigo acabou na fossa, talvez nunca saibamos.

(Cortesia de Yoli Schwartz/Israel Antiquities Authority)
(Cortesia de Yoli Schwartz/Israel Antiquities Authority)
(Cortesia de Yoli Schwartz/Israel Antiquities Authority)
(Cortesia de Yoli Schwartz/Israel Antiquities Authority)
(Cortesia de Yoli Schwartz/Israel Antiquities Authority)
(Cortesia de Yoli Schwartz/Israel Antiquities Authority)
(Cortesia de Yoli Schwartz/Israel Antiquities Authority)
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