Publicado em - Atualizado em 24/11/2017 às 18:36

Anos dourados: técnicas de revestimento metálico de 2.000 anos superam métodos modernos

Um chocalho do século 12 encontrado na costa do Norte do Peru (Domínio público)

Um chocalho do século 12 encontrado na costa do Norte do Peru (Domínio público)

A tecnologia antiga utilizada por artesãos há dois mil anos para aplicar folhas finas de metal em estátuas e outros objetos supera os padrões modernos para produzir DVDs, células solares e dispositivos eletrônicos. Isso nos faz perguntar, como eles fizeram isso?

Uma matéria sobre a descoberta publicada na edição de julho de 2013 do periódico Accounts of Chemical Research afirmou: “… o alto nível de competência alcançado pelos artistas e artesãos desses períodos antigos que produziram objetos de qualidade artística inigualável nos tempos antigos e que ainda não foi atingido nos tempos modernos.”

As técnicas tradicionais de douração e prateação são processos baseados em mercúrio que foram usados ​​para revestir a superfície de objetos, como joias, estátuas e amuletos, com camadas finas de ouro ou prata. Muitas vezes usadas para fins decorativos, essas técnicas também foram usadas para enganar os compradores fazendo-os acreditar que um objeto seria de ouro ou prata maciços, ou invés de outro material menos valioso revestido.

Há dois mil anos, os antigos artesãos produziram revestimentos metálicos que eram especialmente finos, aderentes e uniformes, aumentando a durabilidade e economizando em materiais mais caros.

Objetos dourados do século 11 d.C. (Suraj Belbase/CC BY-SA)

Objetos dourados do século 11 d.C. (Suraj Belbase/CC BY-SA)

Apesar da aparente falta de conhecimento dos processos químicos e físicos, os artesãos antigos podiam criar resultados surpreendentes ao manipular o metal. Uma técnica que eles colocaram em prática foi usar mercúrio como uma cola e depois aplicar as folhas finas de metais preciosos aos objetos desejados.

Um prato dourado no Museu do Azerbaijão no Irã (Adam Jones/CC BY-SA)

Um prato dourado no Museu do Azerbaijão no Irã (Adam Jones/CC BY-SA)

Os resultados do estudo podem auxiliar na preservação de tesouros passados, mas também demonstram como as pessoas antigas provavelmente tinham conhecimentos e habilidades muito mais avançados do que muitos lhes dão crédito.

Outro exemplo de conhecimento avançado antigo é o mecanismo Antikythera de 2.000 anos, um dispositivo metálico com uma combinação complexa de engrenagens que, aparentemente, podia calcular os eclipses solares e lunares, bem como as posições dos corpos celestes.

A bateria de Bagdá também entraria nessa categoria de conhecimentos avançados antigos. Este é um pote de argila que contém um cilindro de cobre com uma barra de ferro no centro e que poderia ser a primeira forma de uma bateria elétrica.

Embora o nível de sofisticação de dois mil ou mais anos atrás possa ser desconcertante para algumas pessoas hoje, isso não significa que tais realizações significativas devam ser ignoradas. Em vez disso, nossos livros de história devem aplaudir as realizações dos antigos e promover a curiosidade sobre como e de onde veio o avançado conhecimento antigo.

Republicado com permissão de Ancient Origins

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